1 / 56

Variantes Linguísticas

Variantes Linguísticas. “Nas palavras, como nas modas, observa a mesma regra: Sendo novas ou antigas demais, são igualmente grotescas. Não sejas o primeiro a experimentar as novas, Nem tampouco o último a encostar as antigas.” Pope (1688-1744).

gefjun
Télécharger la présentation

Variantes Linguísticas

An Image/Link below is provided (as is) to download presentation Download Policy: Content on the Website is provided to you AS IS for your information and personal use and may not be sold / licensed / shared on other websites without getting consent from its author. Content is provided to you AS IS for your information and personal use only. Download presentation by click this link. While downloading, if for some reason you are not able to download a presentation, the publisher may have deleted the file from their server. During download, if you can't get a presentation, the file might be deleted by the publisher.

E N D

Presentation Transcript


  1. Variantes Linguísticas

  2. “Nas palavras, como nas modas, observa a mesma regra: Sendo novas ou antigas demais, são igualmente grotescas. Não sejas o primeiro a experimentar as novas, Nem tampouco o último a encostar as antigas.” Pope (1688-1744)

  3. Uma característica de todas as línguas do mundo é que elas não são unas, não são uniformes, mas apresentam variedades, ou seja, não são faladas da mesma maneira por todos os seus usuários. • Muitos acreditam que “o brasileiro não sabe direito o português”. (erro) • O que ocorre é que todas as línguas (inclusive as antigas) apresentam variações.

  4. O português e as outras línguas românicas (o francês, o italiano, o espanhol, o romeno, o sardo, o rético, o provençal, o catalão, o franco-provençal e o dalmático) provêm do latim vulgar (popular), muito diferente do latim culto. • A variação linguística é inerente ao fenômeno lingüístico.

  5. As línguas têm formas variáveis porque as sociedades são divididas em grupos: há os mais jovens e os mais velhos, os que habitam uma região ou outra, os que têm esta ou aquela profissão, os que são de uma classe social e assim por diante. • O uso de determinada variedade linguística serve para marcar a inclusão em um desses grupos, dá um identidade para seus membros.

  6. Reconhece-se de que região uma pessoa é pela sua fala: gaúcho, carioca, baiano, mineiro. • Sabemos que certas expressões são utilizadas na fala de pessoas mais jovens ou mais velhas. • Que em contextos mais formais utilizamos uma linguagem mais padrão do que em contextos informais.

  7. Há um julgamento social com relação às variantes lingüísticas; consideramo-las bonitas ou feias, elegantes ou não, certas ou erradas.

  8. Os dois aspectos mais facilmente perceptíveis da variação lingüística são a pronúncia e o vocabulário. No entanto, a variação ocorre em todos os níveis da língua. Observe: a) nível dos sons: o l final de sílaba é pronunciado como consoante pelos gaúchos, enquanto que, em quase todo o resto do Brasil é pronunciado como u. (“final”, “canal”)

  9. - o r final de sílaba é pronunciado de maneira bem diferente por um carioca e por uma pessoa do interior de São Paulo (“porta”, “carta”) • em certos segmentos sociais, troca-se o l pelo r (“arto” e não “alto”). b) nível da morfologia – muitas vezes conjugam-se os verbos irregulares como regulares (“ansio” em lugar de “anseio”, “se eu repor” em lugar de “se eu repuser”

  10. As vezes, usa-se a forma do presente do indicativo em vez do equivalente do presente do subjuntivo (“nós fiquemos” em vez de “nós ficamos”). c) nível da sintaxe – certos segmentos sociais e em certas situações não se realiza a concordância verbal ou a nominal (“eles bebeu”, “os home”)

  11. d) nível do léxico: em Portugal diz-se “comboio em lugar de “trem”, “bicha” no lugar de “fila”, “miúdo” no lugar de “criança”, “rapariga” quando a moça é muito direita.

  12. As línguas variam de região para região, de grupo social para grupo social, de situação para situação. O cruzamento desses fatores torna ainda mais complexo o fenômeno da variação. Ex: Dentro de cada um dos falares podemos identificar uma variante popular e uma culta. Dentro dessa variante popular, temos um falar formal e um informal.

  13. As variações de uma região para outra são chamadas variantes diatópicas • As variações de um grupo social para outro são chamadas variantes diastráticas • As variações de uma situação de comunicação para outra são denominadas variantes diafásicas • As variações de uma época para outra são chamadas variantes diacrônicas.

  14. Usa-se nesse conto uma variante popular gaúcha (variação diatópica). Se observarmos apenas o nível lexical, vamos notar, por exemplo, “cincha” (peça do arreio para apertar o lombilho), “posteiro” (empregado de uma estância, ou propriedade rural destinada principalmente à criação de gado), “tope” (qualidade), “cuerudo” (portador de cueras, isto é, marcas ou cicatrizes no lombo, provocadas pelos arreios), “alarifagem” (esperteza).

  15. Aqui já temos uma variação diastrática. Essas variações são muito numerosas: as gírias, os jargões, etc.. No texto, escrito pelo maestro Júlio Medaglia, na gíria dos jovens roqueiros, procura-se transmitir um recado não só à prefeita de São Paulo, mas também a jovens roqueiros, de que é preciso valorizar a música erudita.

  16. A variação diafásica pode ser percebida nesse texto. Como sabemos, há situações que permitem uma linguagem bem informal (uma conversa com os amigos em um bar) e outras que exigem um nível mais formal de linguagem (um jantar de cerimônia). Cada uma delas tem construções e termos apropriados. No texto lido anteriormente, notamos o uso de expressões e construções da linguagem coloquial.

  17. É preciso considerar, dentro desse fenômeno de variação que as línguas não são estáticas, mas mudam ao longo do tempo. Basta reparar a cantiga trovadoresca composta por D. Dinis para notar a diferença entre a língua portuguesa medieval e a atual. • Percebe-se, no texto, diversas variantes diacrônicas: “pino” (pinheiro), “sabedes” (2ª pessoa do presente do indicativo do verbo saber, atualmente “sabeis”, “u” (onde), “é” (está), “aquel” (aquele), “pôs” (combinou), “á jurado” (= há jurado = jurou)

  18. Comunidade Linguística • Segundo Bloomfield:”Uma reunião de pessoas que usam do mesmo sistema de sinais linguísticos é uma comunidade lingüística.” (ELIA:2000, 7). • Segundo Joshua Fishman: “Por uma comunidade linguistica se entende aquela cujos membros participam pelo menos de uma variedade linguística e das normas para o seu uso adequado.” (ELIA:2000,7).

  19. E, finalmente, Labov diz: “A comunidade linguística define-se menos por um acordo explícito em relação ao emprego dos elementos da língua do que por uma participação num conjunto de normas comuns. Essas normas podem ser observadas ou em tipos abertos de comportamento susceptíveis de avaliação ou pela uniformidade de padrões abstratos de variação, que são invariantes no respeitante a níveis particulares de uso.” (ELIA:2000,7 )

  20. O carioca e o paranaense, embora NÃO usem o mesmo código, falam a mesma língua, porque se consideram membros da mesma comunidadelinguística e, supondo-se que tenham certo grau de escolaridade, utilizam, na comunicação escrita formal, a mesma variedade dessa língua, que é a sua forma padrão. Portanto, embora existam várias “línguas” portuguesas como códigos, há um e somente um português como instituição social.

  21. “Eles têm a pele morena, bastante avermelhada, bons rostos e narizes bem feitos. Andam nus, sem nenhuma roupa. Não se preocupam em esconder as partes íntimas, que, para eles, são iguais a qualquer parte do corpo” (Tradução do trecho da carta de Caminha)

  22. Além das influências que a língua sofre por questões regionais, de idade, ou relativas a tempo, uma língua também pode sofrer influências de outras línguas. É o caso do estrangeirismo, um fenômeno lingüístico em que palavras ou expressões de outras línguas podem ser “emprestadas” para outra língua. • Isso pode ocorrer por questões econômicas, culturais etc.

  23. Há diversos casos de estrangeirismos: • Anglicismos – influência do inglês; • Galicismos – influência do francês; • Latinismos – influência do latim; • Tupinismo – influência do tupi; • Italianismos – influência do italiano; • Africanismos – influência de línguas africanas.

  24. “Sites organizam vida do internauta.” “O topless, em resumo, não me interessa.” “EUA vão sobretaxar ação por dumping.” “Tasso lidera ranking; Covas é o pior.” “Trekking é utilizado para reforçar trabalho de equipe.” “Vou estar fazendo o exercício e, depois, eu vou estar te enviando.”

  25. Assaltante mineiro "Ô sô, prestenção. Issé um assarto, uai! Levantus braçu efiketin quié mió prucê. Esse trem na minha mão tá chein di bala... Miópassá logo os trocado que eu num to bão hoje. Vai andano, uai ! Xispadaqui!!! Táesperanuquê, sô?!"

  26. Assaltante baiano "Ô meu rei... (pausa). Isso é um assalto... (longa pausa). Levanta osbraços, mas não se avexe não... (outra pausa).Se num quiser nem precisa levantar, pra num ficar cansado.Vai passando a grana, bem devagarinho ( pausa pra pausa ).Num repara se o berro está sem bala, mas é pra não ficarmuito pesado (pausa maior ainda).Não esquenta, meu irmãozinho, (pausa).Vou deixar teus documentos na encruzilhada."

  27. Assaltante carioca "Aí, perdeu, mermão! Seguiiiinnte, bicho. Isso é um assalto, sacô?Passa a grana e levanta os braço rapá ...Não fica de caô que eu te passo o cerol ....Vai andando e se olhar pra trás vira presunto ..."

  28. Assaltante paulista "Isto é um assalto! Erga os braços! Porra, meu...Passa logo a grana, meu. Mais rápido, mais rápido, meu,que eu ainda preciso pegar a bilheteria aberta pru jogodo Curintias, meu ...Pô, agora se manda, meu, vai... vai.."

More Related