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Revisão PAVE III 3º Ano EM

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Revisão PAVE III 3º Ano EM

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  1. & Revisão PAVE III 3º Ano EM LeMA MATERIAIS DIDÁTICOS

  2. Parte I • HISTÓRIA GERAL

  3. Rivalidades Imperialistas: • Inglaterra X Alemanha: • Disputas por mercados. A Alemanha estava desenvolvendo sua indústria de forma a superar a Inglaterra em vários mercados. • França X Alemanha: • A França tinha um forte sentimento revanchista contra a Alemanha (REVANCHISMO FRANCÊS), desde a derrota na guerra Franco-Prussiana e, a partir dessa guerra, da perda da Alsácia-Lorena. • Questão Marroquina – 1904: • A Alemanha pressionava o governo francês para que lhe entregasse o Marrocos, uma de suas colônias no norte da África. • Os dois países quase entraram em guerra por isso, contudo com a interferência da Inglaterra, a questão foi resolvida: • A França entregou a sua parte do Congo à Alemanha e permaneceu com o Marrocos. • Isso piorou as relações entre os dois países. • Rússia X Alemanha: • A Rússia apoiava a expansão da Sérvia em direção às regiões habitadas por eslavos (Pan-eslavismo). Enquanto que a Alemanha apoiava o expansionismo austríaco (pangermanismo). Além disso, a Alemanha tinha o projeto de construir uma estrada de ferro ligando Berlim à Bagdá, que cruzaria os territórios pretendidos pela Sérvia, o que não foi visto com bons olhos por Rússia, França e Inglaterra. • Áustria X Sérvia: • Guerra nos Bálcãs: • Devido ao enfraquecimento do Império Turco Otomano, países como Sérvia, Montenegro, Macedônia, Romênia, Bulgária, e a Grécia, haviam conquistado sua independência. Porém, outras regiões como a Bósnia Herzegovina, por exemplo, pertencente ao Império Turco, eram disputadas por Sérvia (já independente) e Áustria. Com a anexação da Bósnia pela Áustria (1908), o problema foi ampliado. • Áustria-Hungria X Itália: • Disputavam territórios de língua italiana dominados pela Áustria. • França e Itália: • A Itália pretendia algumas colônias francesas na África, como a Tunísia.

  4. Alianças militares – Paz Armada Tríplice Aliança: (1882) Tríplice Entente: (1904-1907) Denominadas Potências Centrais • Império Alemão, • Império Austro-Húngaro, • Itália. • Inglaterra, • França, • Rússia. • A Alemanha tentava manter a França Isolada diplomaticamente. Teve sucesso até 1904. • A Itália fazia parte da Tríplice Aliança, mas não lutou a Guerra nesse grupo. Entente Cordiale: acordo entre Inglaterra e França assinado em 1904 PAZ ARMADA: Nesse contexto de rivalidades imperialistas havia a possibilidade de conflito entre nações a qualquer instante. As alianças militares pioravam a situação. Iniciou-se então uma corrida armamentista que preparava o mundo para a Guerra. Contudo, durante um certo período, as nações apenas produziam armas e se ameaçavam, não chegando a um conflito propriamente dito.

  5. 1ª Guerra Mundial: • Motivos: • Rivalidades Imperialistas; • Nacionalismos: • Pangermanismo: • Alemanha e Áustria; • Pan-eslavismo: • Rússia e Sérvia; • Estopim: • Assassinato do Arquiduque do Império Austro-Húngaro, Francisco Ferdinando, em Sarajevo na Bósnia Herzegovina.

  6. Início do Conflito e Principais Participantes: • Ultimato: • A Áustria exigiu que a Sérvia se desculpasse publicamente pelo atentado e que permitisse que os austríacos investigassem o crime e as instituições sérvias que possivelmente estavam ligadas a ele. • Aconselhada pela Rússia, a Sérvia não aceitou o ultimato. • A Áustria declarou Guerra à Servia: • A partir daí o sistema de alianças entrou em ação: • Declarações de Guerra: Áustria Sérvia Alemanha Rússia França Inglaterra Países que ingressaram no decorrer do conflito: Itália Império Turco Otomano Estados Unidos Bulgária Portugal Brasil Aliança Entente O Japão também entrou no conflito ao lado da Entente.

  7. 1ª Guerra Mundial: • FASES DA GUERRA: • 1914: Guerra de Movimentos: • Ataques que buscavam o fim rápido do conflito; • Essas táticas eram baseadas nas Guerras anteriores. • 1915 –1917: Guerra de Trincheiras ou Posições: • Devido a superioridade dos defensores e das dificuldades de romper as linhas de defesa inimigas, ambos os combatentes buscaram fixar-se nas posições conquistadas; • Nesse período desenvolveram-se várias tecnologias de Guerra: • Tanques; • Aviões de Combate; • Guerra Química. • 1918: Guerra de Movimentos: • Com a entrada dos EUA a Guerra revigora-se e os ataques que buscam o fim do conflito renascem. • Os ataques retornam dos dois lados, sendo que com a saída da Rússia, a Alemanha pode transferir as suas tropas que estavam na frente oriental. • 1917: Principal ano do Conflito: • EUA – Entram na Guerra; • Rússia – Sai da Guerra. • Motivos Para a Entrada dos EUA na Guerra: • Desde o final do séc. XIX eram o país que tinha a maior produção industrial do mundo, porém boa parte da produção era consumida no mercado interno. Com o andamento da Guerra, tornaram-se os principais fornecedores as Entente. Receosos em perder dos investimentos no caso de derrota da Entente, entraram no conflito; • Submarinos alemães afundaram alguns navios dos EUA; • Além disso, os EUA queriam ampliar sua influência nas relações internacionais. • Com a sua entrada na Guerra, levaram para a Europa uma grande quantidade de homens e sua quase infinita capacidade produtiva, desequilibrando o conflito. • Motivos que levaram a Rússia a sair do Conflito: • A Rússia, que já vinha enfraquecida desde o Início do séc. XX, acabou sendo assolada por uma Revolução (Socialista – Outubro de 1917), que vitoriosa, levou a Rússia a se retirar do conflito, assinando um armistício com a Alemanha (o tratado de Brest-Litovisk - 1918). Esse tratado criou uma situação estranha na Europa: a Alemanha derrotada, havia assinado um tratado como vitoriosa com a Rússia, que devia concessões à Alemanha, pois havia sido abandonada por seus antigos aliados.

  8. Na 1ª Guerra, foi muito comum a utilização de gás venenoso, ou seja, a chamada guerra química. Em alguns casos o gás cegava o soldado, em outros o sufocava e, nos casos mais graves, o soldado morria em pouco tempo após o contato com o gás.

  9. Os 14 Pontos de Wilson e os Saldos do Conflito: • O Presidente dos EUA iniciaram, em 1918, um acordo com a Alemanha para que ela se rendesse; • A proposta inicial era de uma Paz Honrosa, o que não aconteceria. • Além disso, no final de 1918, a monarquia alemã sofreu um golpe e uma república foi instalada nesse país. • Os republicanos aceitaram as propostas de Wilson e se renderam. • Para nortear as conversações de paz o presidente Wilson, dos EUA propôs os seus 14 pontos: • Abolição da diplomacia secreta; • Liberdade de navegação nos mares; • Eliminação das barreiras econômicas; • Redução dos armamentos nacionais; • Reajuste das questões coloniais levando em conta os direitos das populações nativas; • Desocupação do território russo pelos invasores estrangeiros; • Evacuação e restauração da Bélgica; • Restituição da Alsácia-Lorena à França, cujos territórios invadidos deveriam ser desocupados; • Reajuste das fronteiras da Itália; • Autodeterminação dos povos do Império Austro-Húngaro; • Solução das Questões Balcânicas, assegurando à Sérvia uma saída para o mar e a desocupação da Romênia, Montenegro e Sérvia; • Autodeterminação para os povos do Império Turco e a livre navegação dos Estreitos dos Dardanelos; • Criação de uma Polônia independente e com saída para o mar; • Formação de uma sociedade Geral das Nações. • Contudo, boa parte das propostas de Wilson não foram aceitas por Inglaterra e França, que pretendiam se vingar da Alemanha. • Saldos: • Vitória da Entente; • Aproximadamente 10 Milhões de Mortos; • As mulheres ampliam seu espaço na sociedade; • Desenvolvimento tecnológico; • Europa destruída; • Nascimento de sentimentos revanchistas e fortalecimento de nacionalismos exacerbados.

  10. Tratados de Pós-Guerra: • Tratado de Versalhes: Vitoriosos e Alemanha – 1919: • Considerada a principal causadora do conflito; • Pagamento de pesada indenização; • Redução do Exército para no máximo 100 mil soldados (apenas para defesa interna); • Extinção de sua Marinha e Aeronáutica (os equipamentos que deveriam ser entregues aos vitoriosos foram, em sua maioria, destruídos pelos alemães; • Perda de territórios: • Devolução da Alsácia-Lorena à França; • Perda de Territórios para que a Polônia tivesse acesso ao mar (Dantzig); • Território que ficaria conhecido como corredor polonês. • Desmilitarização da Renânia (Fronteira com a França). • Esse tratado gerou forte crise econômica e social na Alemanha (República de Weimar); • Humilhação; • Gerou Revanchismo e Nacionalismo • Proporcionou a ascensão do Nazismo. • Tratado de Saint-Germain: Vitoriosos com a Áustria – 1920: • Perda de Territórios para a Itália (Ístria e Trentino); • Desmembramento: • Surgiram países como: Áustria, Hungria, Tchecoslováquia e, posteriormente, Iugoslávia (1929). • Pagamento de Indenização. • Tratado de Trianon: Vencedores e Hungria – 1921: • Proibição de se unificar novamente com a Áustria. • Tratado de Sevrès: Vencedores e Império Turco Otomano – 1921: • Desmembramento: • Surgiram países como: Líbano, Síria, Iraque, Território da Palestina e Turquia; • Pagamento de indenização. • A Itália se sentiu desprestigiada, pois não foi tratada como potência nas negociações e não conseguiu todos os territórios que pretendia. Dominados pela França Dominados pela Inglaterra

  11. Liga das Nações: • Criação de uma Sociedade de Nações que tivesse por objetivo, evitar novos conflitos como a “Grande Guerra”. • Países que não participaram ou abandonaram a Liga: • EUA: a política dos Republicanos de resolver problemas internos, sendo que os 14 pontos de Wilson não foram aceitos integralmente; • Itália: desprestigiada nas negociações de paz; • Alemanha: se retirou da Liga sob o governo Nazista; • Brasil: pretendia uma vaga permanente na cúpula de decisões da Liga, pois pretendia ocupar a vaga dos EUA: Não conseguiu. Por isso, o Brasil vetou a entrada da Alemanha nessa cúpula e sofreu duras críticas dos demais países. Em 1924, o Brasil deixou a Liga. • Inglaterra e França eram as grandes potências da Sociedade das Nações, mas desenvolveram uma política covarde diante da ascensão do nazifascismo: • A denominada: POLÍTICA DO APAZIGUAMENTO!

  12. Período Entre-Guerras: • Revolução Russa; • Crise de 1929; • Nazifascismo; • Guerra Civil Espanhola.

  13. Revolução Russa - 1917 • Até meados do Séc. XIX a Rússia mantinha a Servidão Feudal; • Até 1905 a Rússia era Absolutista: Czarismo ou Tzarismo. • 1905 – derrota para o Japão: • Disputas de territórios na China. • Perda de Prestígio do Exército; • Início das Manifestações pela ampliação política: • Pressões populares – Domingo Sangrento (Centenas de Mortos); • Intensificação das Manifestações: • Certa abertura política: Criação de uma Constituição (mesmo que ainda centralizadora), criação da DUMA (Parlamento) e dos SOVIÉTES (Sindicatos Municipais); • Além disso, surgiram os partidos políticos: • Kadete: da Burguesia; • POSDR (Partido Operário Social Democrata Russo) – Dividido em Mencheviques (centro – queriam uma mudança, mas a partir de uma revolução burguesa e do acesso ao socialismo por eleições - Kerenski) e Bolcheviques (esquerda – queriam uma revolução para tornar a Rússia um país socialista - Lênin). • Em 1914 a Rússia, despreparada, entra na 1ª Guerra Mundial: • Sofre Muitas Perdas; • Fome; • Soldados desertando. • 1917 – Fevereiro (Março) – Revolução “burguesa” – com apoio Menchevique: • Príncipe Lvov e o General Kerensky são os líderes: • Essa Revolução não altera o panorama sócio-econômico na Rússia, porém o Czar foi deposto; • Lênin, que estava exilado, volta à Rússia e lança o seu “Manifesto de Abril”: • “Todo o Poder aos Soviétes” • “Pão, Paz e Terra”. • Contudo o novo governo mantém a Rússia na Guerra.

  14. Revolução Russa - 1917: • 1917 – Outubro (Novembro) – Revolução Bolchevique – Socialista: • Líder: Lênin – Trótski e Stálin (figuras importantes): • Apoio de Camponeses (no Campo), Operários (nas cidades) e Soldados desertores; • Essa Revolução levou a Rússia a sair da 1ª G.M. – O país tornou-se socialista e uma guerra civil (1918 – 1921) oporia Bolcheviques e Mencheviques: • Os Mencheviques receberam o apoio dos Exércitos da Entente (que venceram a 1ª Guerra), mas mesmo assim a vitória foi dos VERMELHOS. • Os camponeses promoveram uma reforma agrária “na marra”; • Quase toda a propriedade privada foi confiscada. • Políticas Econômicas: • Comunismo de Guerra - Lênin: • Entrega de todos os recursos ao Estado que deveria racionalizar a divisão da produção. • NEP - Lênin: • Nova Política Econômica: um pouco de Capitalismo para Salvar o Socialismo: Incentivo a venda dos excedentes de produção agrícola, atração de investimentos estrangeiros, privatização de empresas com menos de 20 funcionários; • Segundo Lênin: “Um passo para trás, porém dois para frente”. • Planos Qüinqüenais - Stálin: • Economia Planificada: o Estado estipula as metas da produção • Criação de Fazendas Coletivas: Cooperativas: quem se opusesse a esse processo era morto ou abandonado à própria sorte – mais ou menos 7 milhões de russos morreram nesse processo. • 1922 – URSS: • Nesse ano a Rússia, torna-se a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. • 1924 – Morte de Lênin: • 1924 – 1927 – disputas pelo poder (Trótski X Stálin) • Stálin no poder: • É com Stálin que se iniciam os Planos Qüinqüenais. • A URSS se transformaria em uma Potência.

  15. CRISE DE 1929A Grande Depressão

  16. Crescimento da Indústria dos EUA: • Desde o final do século XIX, os EUA já eram o país que tinha a maior produção industrial do mundo. • Durante a 1ª Guerra, com a produção européia voltada para o setor bélico, os EUA proveram os países da Entente com os seus produtos. • Após a Guerra, com a Europa destruída e com a sua capacidade industrial muito reduzida, os EUA mantiveram e ampliaram suas vendas para essa região, muitas vezes emprestando recursos para que os países europeus, enfraquecidos economicamente, pudessem importar seus produtos. • Na década de 1920, os EUA eram responsáveis por cerca de 45% da produção industrial do planeta. • Reconstrução da Europa • Ao mesmo tempo que os EUA cada vez produziam mais, também enviavam recursos para os europeus, principalmente Inglaterra e França, que aos poucos foram recuperando sua capacidade produtiva. • A procura pelos produtos estadunidenses foi diminuindo, porém, contrariando a lógica, a produção norte-americana ampliava-se. • A Europa recuperou não só sua capacidade de produção visando o mercado interno, mas, em meados da década de 1920, os países europeus começaram a disputar mercados com os EUA.

  17. Comprar é patriótico • Inibi-se a idéia de poupar nos EUA; • Há um forte incentivo ao consumo para estimular a produção; • A queda das importações européias fez com que boa parte da produção norte-americana ficasse armazenada. A oferta era muito superior à procura: Superprodução. • Mesmo assim o ritmo da produção não foi reduzido. • Produtores agrícolas armazenaram seus produtos para poder aumentar seus preços, porém, muitos tiveram que hipotecar suas terras para pagar a armazenagem. • Os estadunidenses começam a comprar ações das empresas, fazendo com que o valor dessas ações aumentasse. Contudo esse aumento era ilusório, tendo em vista que o mercado estava retraído. Concentração de Renda e de Empresas: • Os conglomerados ou corporações que dominavam várias empresas, denominados holdings, se expandiam nos EUA: apenas 200 holdings dominavam cerca de 38% do capital da empresas. • A concentração de renda era também um fator que agravaria a situação, tendo em vista que milhões de pessoas, desfavorecidas, ficavam fora do mercado. • No início de 1929, entre 15 e 30% da produção industrial estadunidense deixou de ser vendida por falta de compradores.

  18. Manifestações em frente a bolsa de valores de Nova York • Com a superprodução e a falta de compradores, as empresas têm seus produtos sendo desvalorizados. • No campo, a armazenagem teve um resultado diferente do esperado: fez com que os preços dos produtos agrícolas baixassem, levando vários agricultores à falência. • A especulação desenfreada na bolsa de valores teve conseqüências desastrosas: o valor das ações começou a baixar. • Em outubro de 1929, desesperados, acionistas tentaram vender suas ações. • Contudo havia mais vendedores do que compradores. • No dia 24 de outubro de 1929, a baixa foi catastrófica: várias pessoas perderam tudo. O episódio ficou conhecido como CRASH da Bolsa de Valores de Nova York. • A crise se espalhou pelo mundo: Começo da Grande Depressão. Os efeitos da crise seriam percebidos até 1933. • 4000 bancos faliram, 85 mil empresas fecharam as portas só nos EUA. Cerca de 14 milhões de pessoas ficaram sem emprego. Pobreza e fome no período da Crise

  19. Efeitos da Crise pelo Mundo No Brasil, o café entrou em crise, porque os EUA eram os maiores compradores do café brasileiro. Os EUA que haviam emprestado mais de 7,4 bilhões de dólares para bancos europeus, pediram o pagamento desses empréstimos. Dessa forma, os europeus diminuíram ainda mais suas importações de produtos estadunidenses, além do que, a retirada desses recursos da Europa provocou a falência de vários bancos europeus. Indústrias ligadas a esses bancos fecharam. A URSS foi o único país a não sofrer com a Crise Comandada por Stalin, a URSS estava desenvolvendo sua economia pelos Planos Qüinqüenais. O comércio internacional caiu em 25% Destruição de café para melhorar o preço

  20. A situação era calamitosa e o Governo Hoover pretendia resolver o problema com medidas liberais, ou seja, assumindo uma postura passiva, optando pela não intervenção. • Em 1933 foi eleito o democrata Franklin Delano Roosevelt, que adotou ideais econômicos de intervenção do Estado. • Essas idéias eram baseadas nas do inglês John Maynard Keynes, um economista que defendia o investimento por parte do Estado na economia, visando dinamiza-la. • Apoiado nas idéias de Keynes, Roosevelt cria o NEW DEAL (Novo Acordo) • O Governo mandou o Banco Central (Federal Reserve) conceder empréstimos ilimitados aos bancos. • Ordenou a desvalorização do dólar e a emissão de papel moeda. • Concedeu empréstimos para os agricultores, livrando-os das hipotecas. • O Governo concede benefícios aos estados para a criação do seguro desemprego. • Os empregados recebem aumento de salário, aumentando assim sua participação no mercado interno. • Os salários mínimos são fixados, assim como o período da jornada de trabalho. O trabalho das crianças é proibido. • Os sindicatos foram legalizados. • Foi ampliado o sistema de previdência social. • Para combater o desemprego, o Governo investiu em obras públicas. • Até 1941 foram criadas mais de 8 milhões de novas vagas. • Esses trabalhadores construíram e reformaram mais de 2500 hospitais, 6000 escolas.

  21. A Grande Crise e suas conseqüências • A Crise do liberalismo levou à expansão e ao fortalecimento das idéias ditatoriais que estavam se desenvolvendo na Europa: • Consolidação do Fascismo na Itália; • Favorecimento à ascensão do Nazismo na Alemanha.

  22. Esquema da Crise de 1929 Mesmo assim Os EUA continuam Ampliando a produção Em meados da Década de 20 a Europa recupera Sua produção! Europa EUA Produtos industrializados

  23. Nazifascismo • Nazismo: • Alemanha; • Adolf Hitler; • Chega ao poder em 1933 • Devido a força do seu partido; • SA e SS • Fascismo: • Itália; • Benito Mussolini; • Chega ao Poder – 1922 – Marcha sobre Roma – 50 mil “Camisas Negras” GovernoTotalitário Governo Totalitário Unidades Paramilitares Unidade Paramilitar • Mantém a Monarquia, mas Governa • Ditatorialmente – Partido Único: • Fascista; • Ideal Expansionista – Tornar a Itália • Uma Potência – Guerra e conquista da • Abissínia; • Aliança com Hitler; • Chamado de Duce. • Unifica os cargos de Presidente e de • Chanceler, somando poderes; • Ideal do Lebenshaun (Espaço Vital); • Remilitarização; • Racismo; • Aliança com Mussolini; • Chamado de Führer.

  24. TOTALITARISMO

  25. FASCISMO: • FASCISMO – ITÁLIA: • Líder: Benito Mussolini; • Partido: Fascista; • Unidade Paramilitar: Camisas Negras. • Mussolini era socialista antes da 1ª Guerra Mundial, contudo após o conflito mudou sua ideologia e começou a pregar ideias nacionalistas e totalitárias; • 1919 – Criação dos Fasci di Combattimento: • Grupos de combate (uma alusão à Roma Antiga) • 1921 – Criação do Partido Fascista: • Surgimento dos Camisas Negras. • 1922 – Marcha sobre Roma: • 50 mil Camisas Negras acompanham Mussolini em uma tremenda demonstração de força; • O Rei, Vitor Emanuel III concede a Mussolini o cargo de 1º Ministro. • Mussolini começa a perseguir a oposição: • 1924: Morte do deputado Matteotti, da Oposição; • Manifestações no Congresso; • Mussolini Fecha o Congresso. • 1926 – Plebiscito: Fascismo: Sim ou Não? • Mais de 60% dos Italianos votaram sim ao fascismo. • Inicio do Governo Totalitário. • Campanha Nacionalista: • Proteção aos produtos nacionais; • Campanha de doação de bens valiosos; • Militarização.

  26. FASCISMO: • 1929 – Tratado de Latrão: • Doação do território do Vaticano à Igreja Católica; • Aliança com a Igreja. • Expansão: • Conquista da Abissínia: 1935; • Invasão da Líbia e da Albânia. • 1936 – Aliança com Adolf Hitler: • Formação do Eixo Roma-Berlim • Mussolini era chamado de Duce pelos Italianos.

  27. NAZISMO: • NAZISMO – ALEMANHA: • Líder: Adolf Hitler; • Partido: Nacional Socialista - Nazista; • Unidade Paramilitar: SA e SS – Camisas Pardas. • Hitler era austríaco, mas lutou a 1ª Guerra Mundial pela Alemanha. Foi ferido e considerado um heroi de guerra. • Após o conflito, ingressou no partido Nacional Socialista e começou a criticar duramente as determinações de Versalhes. • Propagava um discurso nacionalista que conquistava cada vez mais adeptos. • República de Weimar: • Desenvolveu um projeto social-democrata, elaborando uma das constituições mais democráticas do período. • Contudo, as dívidas de Guerra deixavam a economia alemã muito comprometida. • Grupos extremos se enfrentavam e em algumas oportunidades chegaram a promover tentativas de golpe e de revolução contra o governo: • 1919 – Rosa Luxemburgo liderou a Liga Espartaquista e uma tentativa de golpe comunista na Alemanha: O governo venceu e Rosa foi Morta. • 1924 – Putsch de Munique: Hitler liderou os nazistas em uma tentativa de promover uma marcha sobre Berlim. Vários líderes foram presos em uma cervejaria de Munique, inclusive Hitler. • Na cadeia ele escreveu seu livro: “Mein Kampf” (Minha Luta): • Ideal anti-semita e anti-comunista; • Conteúdo racista: Pregava contra os Judeus; • Ideal Expansionista: Lebenshaun (Espaço Vital) • Com a crise de 1929, a situação piorou e o nazisfo se fortaleceu sobremaneira.

  28. NAZISMO: • Nas eleições de 1932/1933, Hitler foi derrotado por Hindemburg nas eleições presidenciais. • Contudo o partido Nazista obteve maioria no congresso. • 1933 – várias pressões, no congresso e nas ruas (Camisas Pardas) levaram Hindemburg a nomear Hitler como 1º Ministro. • 1934 – com a morte de Hindemburg, Hitler unifica os cargos de 1º Ministro e de Presidente e centraliza o poder na Alemanha: • 1934: Hitler manda queimar o Reichstag (Parlamento) e coloca a culpa nos comunistas. A população assustada aceita a centralização de Hitler, que passa a se denominar Führer. • 1935/1936 - Leis de Nuremberg: • Leis contrárias aos Judeus: • Expulsão do Serviço Público; • Perda de Propriedades; • Concentração em Guetos; • Perda de Direitos políticos e sociais; • Perseguição. • 1936 – Aliança com Mussolini: Eixo • 1936 – Conferência de Munique: • Alemanha e Itália X França e Inglaterra; • Os nazistas exigiram a permissão para anexar os Sudetos, cerca de 25% do território da Tchecoslováquia. • Os líderes da Liga de Nações, seguindo a política de Apaziguamento, permitiram: • Hitler anexou toda a tchecoslováquia. • 1938 – Anexação da Áustria. • 1939 – pacto Germano-Soviético: • Hitler e Stálin assinaram um acordo de Não Agressão, sendo que mesmo inimigos, tinham interesses imediatos mais importantes e por isso uma garantia de paz entre eles era vital. • Nesse Tratado a Polônia foi dividida entre eles.

  29. Guerra Civil Espanhola 1936 – 1939 • A Espanha se tornou uma República no início do século XX; • Na década de 1930 os Republicanos Socialistas chagaram ao poder por eleições; • O General Franco, aliado de Hitler e Mussolini luta pelo fim da República Socialista Espanhola, com apoio militar de seus aliados; • Os Italianos e os Alemães usam esse conflito para testar seus equipamentos bélicos: • Tanques de Guerra, Bombardeio de Cidades, dentre outras técnicas novas. • Destruição de várias cidades: • Como Guernica (cidade destruída por aviões bombardeiros) • Com a Vitória de Franco, Instala-se uma ditadura na Espanha que duraria até 1975. Guernica: Pintura de Pablo Picasso

  30. Totalitarismo Ibérico: • Franco: Partido da Falange. • Governou de 1939 até 1975; • Ditadura com modelo econômico arcaico; • Morreu em 1975 e a Monarquia foi restaurada com Juan Carlos. • Salazar: Portugal – Estado Novo: • Ditadura que durou de 1932 até 1974: • Economia baseada na exploração colonial; • Atraso econômico; • Acabou com a Revolução dos Cravos em 1974.

  31. SEGUNDA GUERRA MUNDIAL1939-1945 • Maior conflito da História. DEMOCRACIAS LIBERAIS E A URSS - TOTALITÁRIA GOVERNOS TOTALITÁRIOS

  32. Desenvolvimento do Conflito: • Início: • 1939 – Os Nazistas invadem a Polônia, situação condenada por França e Inglaterra, que declaram guerra à Alemanha. • A URSS invadiu a sua parte da Polônia, segundo o acordo firmado com a Alemanha antes da 2ª G.M. • Entre o final de 1939 e o início de 1940, desenvolve-se uma situação estranha na Guerra: Nem a Alemanha avança contra os aliados, nem os Aliados atacam a Alemanha: • Essa situação ficou conhecida como “Drole de Guerre” – Guerra Estranha. • Ocupação Nazista na França: • Em 1940, os nazistas atacaram e dominaram o norte da França, promovendo a sua tática de guerra conhecida como BlitzKrieg (Guerra Relâmpago). Tropas inglesas e francesas concentradas no norte da França acabaram fugindo, desesperadamente para a Inglaterra, em um eposódio conhecido como FUGA DE DUNQUERQUE. O governo francês, do general Petain, assina o armistício com os alemães e a França capitula, deixando a Guerra. O norte do país ficou ocupado pelos nazistas, mas no sul, formou-se um governo colaboracionista com o nazismo denominado: França de Vichy.

  33. Segunda Guerra Mundial • Com a consciência da vitória, os aliados vão se reunindo em conferências para decidir o futuro pós-guerra desde 1943; • Conferência de Teerã - 1943: • Definiram a organização da Polônia, e a divisão da Alemanha em vários • Estados • Conferência de Yalta (Ialta) - 1945: • Princípios de autodeterminação dos povos, Exigências territoriais • Soviéticas e divisão da Alemanha em zonas de Influência. • Conferência de Potsdan - 1945: • Determinação das zonas de influência na Europa, Divisão da Alemanha • em 4 partes (URSS, EUA, Inglaterra e França). • Pagamento de indenização de guerra, pela Alemanha, principalmente para • a URSS.

  34. Cenas do Holocausto A Alemanha dividida Imagens da Guerra

  35. 1947: Doutrina Truman: • Auxiliar os países atingidos por tentativas de instaurar o comunismo. • 1947: Plano Marshall: • Financiamento para a Reconstrução da Europa. • 1948: Crise de Berlin: • Bloqueio feito pelos soviéticos do acesso à Berlim por terra. Isso era uma tentativa de pressionar os EUA a abandonar a antiga capital dos nazistas. • 1949: Criação da Otan: • Organização do Tratado do Atlântico Norte. Acordo de auxílio mútuo feito pelos capitalistas. • 1949: URSS com Bomba Atômica; • 1949: Comecon: • Acordo de apoio econômico entre os países do bloco socialista. • Déc 1950: MacCartismo: • Caça às Bruxas: busca de focos socialistas nos EUA, promovida pelo Senador MacCarthy • 1953: Morte de Stalin; • 1955: Pacto de Varsóvia: • Oposição à OTAN. Acordo dos comunistas de auxílio mútuo militar. • 1956: Governo Kruschev: • Coexistência Pacífica: a idéia de reconhecimento da existência do outro sistema. Uma forma de evitar um conflito de grandes proporções. Guerra Fria

  36. Guerra Fria: • 1957: Corrida Espacial – 1º a URSS: • Disputas entre EUA e URSS pelo desenvolvimento tecnológico. Isso demonstrava o poderio dos conflitantes. • 1961: Iuri Gagárin – 1º homem no Espaço. • 1959: URSS rompe relações com a China: • A China critica a política soviética de Coexistência Pacífica. • O Governo Kruschev desenvolve uma política de reconhecimento a outros tipos de socialismo, como o da Iugoslávia, por exemplo. Contudo, intervenções na Polônia e na Hungria demonstram a continuidade das políticas opressoras. • 1962: Crise dos Mísseis: • Alguns mísseis nucleares soviéticos foram instalados em Cuba, após a Revolução Cubana (assunto tratado mais a frente), o que gerou uma forte crise entre EUA e URSS, quase levando a um conflito mundial. Pela diplomacia, resolveu-se que os soviéticos retirariam os mísseis de Cuba e que os EUA respeitaria a escolha socialista da pequena Ilha caribenha. • Em 1964, Kruschev foi substituído por Brejnev.

  37. Revolução Chinesa - 1949 China: Alvo de vários Imperialismos Perdas territoriais para o Japão 1911 – fim do Império – Instauração da República Nacionalista Lutas contra os comunistas (Longa Marcha (1934 – 1935)– entre Kiangsi e Shensi – mais de 10 mil Kilômetros) Durante a Segunda Guerra, Nacionalistas e Comunistas se Unem para vencer O Inimigo Externo: O Japão. Logo após a Guerra, os comunistas são perseguidos, Mas acabam vencendo os nacionalistas em 1949 (que fogem para a ilha de Formosa – Taiwan), instaurando uma República Socialista sob a liderança de Mao Tse-Tung.

  38. Revolução Chinesa • Planos Econômicos e de Desenvolvimento • Planos Quinquenais: Fracasso; • Grande Salto para Frente: • Tentativa de tornar-se auto-suficiente: Fracasso; • Revolução Cultural: • Mao Tse-Tung pretende eliminar os seus opositores: Tudo que é contra o comunismo deve ser eliminado. Inclusive os políticos contrários ao governo de Mao. • Livros foram queimados, a cultura foi reavaliada, tradições milenares foram abandonadas; • 1976 – Morte de Mao Tse-Tung: • 1976 – 1978: Disputas pelo Poder: • Vitória de Deng Xiaoping; • Deng no Poder: • Abertura econômica: Criação das ZEE (Zonas Econômicas Especiais); • Desenvolvimento econômico e financeiro; • Repressão às manifestações que exigiam abertura política: • Massacre de populares na Praça da Paz Celestial, em Pequim, 1989.

  39. Revolução Cubana - 1959 • Cuba era, desde 1898, um protetorado dos EUA, sendo inclusive garantido o direito de intervenção militar na constituição cubana (Emenda Platt), por parte dos estadunidenses em caso de “necessidade”. • Pobreza dos cubanos; • Paraíso dos norte-americanos; • Ditadura subserviente aos EUA – Fulgêncio Batista (1934 – 1958); • Desde o princípio da década de 1950, a oposição vinha se fortalecendo na ilha, protagonizada principalmente por Fidel Castro e Ernesto Che Guevara, que venceram as tropas de batista em 1958, que fugiu para a República Dominicana. • Em princípio o novo Governo cubano não tinha um posicionamento oficial em relação a Guerra Fria, mas devido às pressões dos EUA, os cubanos acabaram se aproximando da URSS. Essa aproximação acabou desenvolvendo uma grande crise internacional, conhecida como “Crise dos Mísseis” em 1962. • Os EUA tentaram de formas fracassadas derrubar o governo cubano. Em 1962, os EUA lançam um embargo econômico sobre Cuba, que tenta se aproximar cada vez mais dos socialistas. Na América, além de contar com o apoio do México, tenta promover e auxiliar revoltas semelhantes em outras regiões. • Os EUA lançam, então, um plano para a América Latina denominado: Aliança para o Progresso, tentando frear o avanço cubano.

  40. Guerra da Coréia – 1950 - 1953 • 1ª grande crise da Guerra Fria; • Influências da Revolução Chinesa: • Os coreanos do Norte invadiram o sul para tentar unificar seu país sob o Comunismo • Apoio Chinês e Soviético ao avanço do Norte; • Apoio dos EUA ao Sul; • Paralelo 38: • Era o ponto de Divisão das Coreias e voltou a ser depois da Guerra. • Divisão definitiva da Coréia: 1953 • Norte – Comunista; • Sul – Capitalista (Tigre Asiático)

  41. Descolonização da Ásia • Líder: Mahatma Gandhi; • Processo Pacífico; • Boicote aos produtos da • Inglaterra e desobediência civil; • Ex.: Marcha do Sal, década de 1930. • Na Índia existiam povos de • orientação religiosa diferentes: • Os mais significativos são os Hindus e os Muçulmanos; • Em 1947 a Inglaterra Concede • a Independência de Índia, mas • logo em seguida o país se • divide pela Religião: Formam-se • a Índia (União Indiana) e o • Paquistão; Gandhi foi assassinado por um muçulmano em 1948. • O longo período de dominação • levou a Índia a ser um dos • Países mais pobres do mundo. • Mesmo assim investe em • Pesquisas de excelência! • Índia:

  42. Indochina • Inicialmente colonizada pela França; • Durante a 2ª Guerra Mundial foi ocupada • pelos japoneses, contudo, com apoio dos • EUA e da URSS, livrou-se dos invasores. • 1945: os franceses voltam a ocupar a • região.1954 – derrota francesa; • 1954:Conferência de Genebra – Divisão: • Vietnã, Laos e Camboja; • Divisão do Vietnã: Norte e Sul; Socialista Capitalista • Ho Chi-minh, líder da Independência • Comandava os Vietminh. Tornou-se líder do • Vietnã do Norte; • Vietcongs – Movimento Pró- Ho Chi-minh, no • Vietnã do Sul. Iniciaram uma luta contra o • Governo Capitalista do Sul: Tentativa de • unificação; • Intervenção dos EUA: Entre 1965 – 1975; • A URSS e a China apoiaram os Vietcong e o • Vietnã do Norte, que foi bombardeado pelos • EUA. Derrota dos Capitalistas: • Unificação socialista: 1975.

  43. Guerras Árabe-Israelenses • Antecedentes: Sionismo (Nacionalismo Judaico) Busca de um Território: • Desde o final da 1ª GM os Judeus vinham se estabelecendo na Palestina. Após a 2ª GM, a ONU dividiu o território da Palestina em duas áreas: uma Judaica e outra Palestina. Em 1948 os Ingleses se retiram da região: • 1948 – 1ª Guerra Árabe-Israelense: Fundação do Estado de Israel: Os árabes unidos invadiram a região em apoio aos palestinos: vitória judaica – ampliação Do território); • 1956 – 2ª Guerra Árabe-Israelense: Nacionalização do Canal de Suez pelo Egito do presidente Nasser: Israel, França e Inglaterra (os dois últimos dominavam o canal) invadiram a região e retomaram o canal. Os EUA intervieram a favor do Egito e as tropas invasoras foram obrigadas a se retirar. • 1967 – 3ª Guerra Árabe-Israelense: Guerra Dos Seis dias (a OLP organizava guerrilhas na Região; Bloqueio dos portos Israelenses Pelo Egito: isso levou Israel a uma guerra de expansão na região) – várias conquistas territoriais: Faixa de Gaza, Colinas de Golã, Cisjordânia e Península do Sinai; • 1973 – 4ª Guerra Árabe-Israelense: Guerra do Yom Kippur (“Dia do Perdão”). Motivado pelo longo período de dominação Israelense nas regiões ocupadas em 1967. • Busca Pela Paz: • 1979 – Egito e Israel – Tratado de Camp David fim das disputas entre Egito e Israel) • Década de 1980 – Intifadas (“revolta das pedras”): Conflitos de rua. Os palestinos, sem apoio dos seus aliados árabes, lutavam com o que tinham, contra Israel. • 1993 – Yitzhak Rabin (Israel) e Yasser Arafat (OLP): Tratado de Oslo (tentativa dos EUA) – sem sucesso.

  44. Guerras Árabe-Israelenses 2000 - A partir do dia 28 de setembro a violência aumenta na Terra Santa. O líder do partido Likud (direta), Ariel Sharon, fez visita à Esplanada dos Mesquitas, ou Monte do Templo para os judeu, o local mais sagrado para os dois povos. A presença de Sharon provocou protestos dos palestinos. Dois soldados de Israel são capturados em Ramallah e linchados por civis palestinos. Em represália, Israel bombardeia Ramallah e Gaza. O confronto se estende até nossos dias com um número bem maior de mortos palestinos do que de israelenses.Ehud Barak perde as eleições para Ariel Sharon em Israel. Grupos Extremistas: Hamas (palestinos financiados pelo Irã) Hezbolláh (libaneses financiados pela Síria)

  45. Descolonização da África

  46. Até 1955 havia no continente africano apenas 5 países independentes: Egito, Líbia, Libéria, Etiópia e África do Sul. A partir de então, começaram a se desenvolver mais intensamente movimentos de cunho nacionalista que visavam a independência e que obrigaram os colonizadores europeus a fazerem inúmeras concessões. Com o resultado, o número de Estados independentes cresceu rapidamente, saltando para 26, no final de 1960 e para 37, em 1965. Em 1958 os Estados africanos independentes se reuniram em Gana na Primeira Conferência dos Estados Africanos Independentes. No encontro lançaram as bases para a Organização dos Estados Africanos criada em 1963. Argélia: País árabe, que foi ocupado pela França a partir de 1830. O idioma árabe foi sendo substituído pelo francês e os colonos franceses constituíram no país uma elite. A partir do fim da 2ª Guerra Mundial começa o movimento de independência da Argélia. Mas é em 1954 que os nacionalistas partem para a luta armada, que se intensifica em 1956, organizados na Frente de Libertação Nacional (FLN). Diante da indefinição francesa, o comandante militar francês na Argélia, começa a tentar dar um golpe para tomar o poder em Paris, e nesse momento ressurge a figura do general De Gaulle (líder da resistência francesa contra os nazistas). Consultando a população, através de plebiscito, De Gaulle começa as negociações com os argelinos, o que terminará com a independência da Argélia em 1962. Constitui-se a República Democrática Popular da Argélia. Congo: A partir de 1885, o Congo passou a ser propriedade pessoal do rei da Bélgica, tornando-se em seguida colônia belga. Região extremamente explorada, teve seus recursos naturais usurpados. O diamante foi muito explorado nessa região. Violentas manifestações populares em 1959 obrigaram a Bélgica a conceder a independência no país. O novo país sofreria inúmeras convulsões sócio-econômico-políticas. Disputas pelo poder se estenderiam até 1997 com a queda do ditador Mobutu. Independência das Colônias Portuguesas: Portugal insistia em manter o domínio de suas colônias em território africano, mesmo depois de vários outros países europeus terem desistido das suas, ou terem sido vencidos em combates de independência. A partir de 1960 os grupos nacionalistas locais começaram a recorrer à força para enfrentar os portugueses. Portugal vivia sob a ditadura de Antônio Salazar, que estava no poder desde 1932. Ditadura essa que levou o país a uma estagnação econômica, política e social. Angola: O Movimento Popular pela Libertação da Angola (MPLA), fundado em 1956, por Agostinho Neto, iniciou o processo guerrilheiro contra o colonialismo salazarista, mas outras organizações de libertação também surgiram, como a Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), dirigida por Holden Roberto, e a União Nacional pela Independência Total de Angola (Unita), chefiada por Jonas Savimbi.

  47. A Revolução dos Cravos (1974), que derrubou a ditadura portuguesa, trouxe o Acordo de Alvor, marcando a libertação angolana para 1975. Diante da ocupação do norte do país pela FNLA, apoiada pelo Zaire (nome adotado pelo Congo em 1971), e do sul pela Unita, com apoio da África do Sul e dos Estados Unidos, o MPLA ocupou a capital, Luanda, e proclamou a independência. As lutas entre as facções continuaram arrasando o país. No início dos anos 1990, com a distensão internacional com o fim da Guerra Fria, começa a normalização do país. Porém, nas eleições pluripartidárias de 1992 vence José Eduardo dos Santos (MPLA), que não é aceito por Jonas Savimbi (Unita), reiniciando-se, dessa forma, o conflito. • Em 2001 computavam-se cerca de 1 milhão de mortos nesses conflitos. Jonas Savimbi foi morto em 2002 e a partir de lá as facções têm conversado e tentado a paz para promover a recuperação do país. O novo líder da Unita assinou o armistício. Angola ingressa assim na Comunidade de Desenvolvimento da África Austral. Moçambique: Iniciada em 1962, a luta pela liberação, liderada pela Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), de inspiração socialista, conduzida por Eduardo Mondlane. Quando este foi assassinado em 1969, Samora Machel assumiu o comendo do movimento. Sua independência foi reconhecida em 1975, pelo mesmo motivo que em Angola, a Revolução dos Cravos. A África do Sul, governada por uma pequena elite branca e, em consonância com os ideais norte-americanos, tentou desestabilizar o governo socialista de Samora, através da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo). Mesmo com assinatura de acordos de paz os conflitos continuaram. Foi somente na década de 1990, com a abertura do país, foi que se estabeleceram acordos entre o governo e os guerrilheiros para a pacificação do país. • África do Sul: País mais rico e desenvolvido do continente africano, era governado por uma minoria de descendentes de holandeses e ingleses que colonizaram a região. A partir de 1911, essa elite impôs uma série de leis que garantiam seu domínio sobre a população negra. Em 1948, passou a vigorar oficialmente o apartheid (que significa separação). O regime negava direitos civis aos negros e impedia que eles fossem proprietários de terras. Na década de 1950, o Congresso Nacional Africano (CNA), entidade negra fundada em 1912, radicalizou a luta contra o apartheid conclamando os negros à desobediência civil. A partir de 1960, o governo sul-africano desencadeou violenta repressão contra o CNA e seus dirigentes. Nelson Mandela, o principal líder negro, foi preso em 1962 e condenado à prisão perpétua. A luta dos negros ganhou força com o apoio crescente de muitos países e da opinião pública mundial, o que levou o regime racista da África do Sul ao isolamento diplomático. Pressionado por todos os lados, o governo sul-africano teve de fazer concessões e, a partir de meados da década de 1980, começou a desmontar o apartheid. Em 1990, Mandela foi libertado e três anos depois dividiu com o presidente da época, De Clerk (ou Klerk) o prêmio Nobel da Paz. Em 1994, foi eleito presidente da África do Sul e governou o país até 1999 quando tomou posse o seu sucessor, Thabo Mbeki. • Com as independências, a realidade africana não mudou muito. Uma elite, agora local, possui o poder, a agricultura continua voltada para a exportação e, os setores fundamentais da economia (petróleo, minérios e diamantes) permanecem sob o poder das empresas estrangeiras. Disputas por riquezas e as rivalidades tribais passaram a alimentar guerras intermináveis.

  48. América Latina • A América Latina foi envolvida pelos acontecimentos mais importantes do séc. XX, como as Guerras Mundiais e a Guerra Fria, de forma direta e indireta, conforme a sua relevância estratégica para os países de maior expressão nos determinados períodos. • Nas Guerras Mundiais, os países latino-americanos passaram a exportar ainda mais matérias primas para a Europa e para os Estados Unidos, devido ao envolvimento desses países em tais conflitos e por uma demanda crescente, decorrente da situação extrema. Somente o Brasil enviou tropas para lutar no teatro europeu de operações militares. Porém, na Guerra Fria uma quantidade maior de países latino-americanos foi envolvida no contexto internacional, tendo em vista que, no mundo, havia uma disputa entre dois sistemas. O Mundo era Bipolar: Capitalismo e Socialismo (EUA e URSS). Tal bipolaridade exigia dos países latino-americanos uma posição. Nesse contexto surgem as revoluções de caráter socialista, como a Revolução Mexicana (Acontece antes da Guerra Fria, tendo características diferentes, porém sintoniza-se com as revoltas socialistas na América), em 1910, a Revolução Cubana, em 1959, a eleição de Salvador Allende no Chile em 1970 e o movimento Sandinista na Nicarágua que assumiu o poder em 1979. • Revolução Mexicana: Desde a independência do México, em 1821, o país vivia um clima de instabilidade social que teria fim somente com a ascensão ao poder do General Porfírio Díaz, em 1876. Porfírio Díaz tinha a idéia de modernização do país, mas agiu no sentido de transferir terras públicas para as mãos de particulares, ampliando assim, a concentração de terras produtivas (97% das terras produtivas do país estavam concentradas nas mãos de 1% da população) o que indignava a população. Em 1910 Francisco Madero, que estava no Texas, invade o território mexicano e começa uma revolta para tirar Díaz do comando do país. Suas idéias visavam à reforma agrária, mas com a radicalização do movimento, não pode resistir: foi assassinado em 1913. Pancho Villa e Emiliano Zapata surgem como líderes populares que comandam exércitos do povo, tomando terras de latifundiários e distribuindo-as entre os camponeses. As exigências dos revoltosos foram ganhando força e, tomaram corpo, em leis de 1917. Venustiano Carranza promulgou uma constituição que legitimava as vitórias de Revolução. Em 1929 foi criado o Partido Revolucionário Nacional, rebatizado, mais tarde, de Partido Revolucionário Institucional (PRI), o qual passou a monopolizar a vida política mexicana. O poder do PRI durou, no México, até o ano de 2000.

  49. Chile rumo ao Socialismo: Em 1970 foi eleito presidente do Chile, Salvador Allende, que fora candidato pela Unidade Popular (aliança de partidos de esquerda). Nos planos do novo presidente estava o processo de socialização do Estado, onde ele nacionalizou as minas de cobre e as telecomunicações e intensificou o processo de reforma agrária. Os grupos de empresários chilenos e de empresários dos EUA, com medo do socialismo e da perda de recursos investidos por suas empresas no Chile, passaram a apoiar a oposição ao governo Allende. • A Crise abriu caminho para que as Forças Armadas Chilenas, sob o comando do General Augusto Pinochet, dessem um golpe de Estado, no dia 11 de setembro de 1973. Allende, acuado, suicidou-se durante o golpe. O Golpe militar no Chile foi apoiado pelos EUA, que queriam acabar com a ameaça comunista na América. • A esse período no qual Allende esteve no poder, se seguiu a era Pinochet, marcada pelo terror, pela ditadura e pela perseguição política. Sua ditadura se estenderia até 1988. Em 1998, numa viajem a Londres, Pinochet foi preso a pedido do governo espanhol, que pretendia julga-lo por crimes cometidos contra espanhóis durante a ditadura no Chile.