Contexto e Intertexto
Carlos SD 3
Contexto e Intertexto
E N D
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Sequencia Didática 3 Contexto & Intertexto
ASSUNTO: Contexto e Intertexto.GÊNEROS: música, poesia, pintura, escultura, fotografia, videoclipe, filme, desenho, outdoor, comerciai, charge, capa de livro, cartaz.OBJETIVO GERAL: apresentar ao aluno a importância do contexto e intertexto na leitura e na produção de um texto. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: identificar as marcas que texto traz – palavras-chave;estimular a leitura dos diversos gêneros textuais ;reconhecer os diferentes gêneros de intertextualidade.
COISAS QUE SÓ ACONTECEM NA . . . • SER PRESO NA LIBERDADE. • FUMAR NO CAMPO DA PÓLVORA. • PASTOR EVANGÉLICO MORAR NA CAPELINHA DE SÃO CAETANO. • MORAR NO URUGUAI E TRABALHAR EM ROMA. • FALTAR ÁGUA NA CAIXA D’ÁGUA. • CANDOMBLÉ NO TERREIRO DE JESUS. • HOMEM DO PAU-MIÚDO SE CASAR COM MULHER DA FAZENDA GRANDE.
COISAS QUE SÓ ACONTECEM NA . . . • IR EM ROMA E NÃO VER O PAPA. • CONFUSÃO NA RUA DO SOSSEGO. • ASSASSINATO NA RUA DA PAZ. • NÃO ENCONTRAR APOIO NA RUA DA D’AJUDA. • NÃO DAR ESMOLAS NA RUA DA PIEDADE. • CASAS VELHAS NA CIDADE NOVA. • ACIDENTE AUTOMOBILÍSTICO NA BOA VIAGEM.
COISAS QUE SÓ ACONTECEM NA . . . • ASFALTO NO CAMINHO DA AREIA. • LAVAGEM DO BONFIM TERMINAR EM BRIGA. • COLHER MANGA, UMBU, LARANJA E OUTRAS FRUTAS NA CAJAZEIRAS. • PERDER ALGO NO CORREDOR DA VITÓRIA. • LUZ NA MATA ESCURA. • “A TARDE” TODOS OS DIAS PELA MANHÃ. • MORRER NA SEXTA E SER ENTERRADO NA QUINTA.
CONTEXTO • Define-se contexto como informações que acompanham o texto, cuja compreensão depende dessas informações. Assim, não basta a leitura do texto, é preciso retomar os elementos do contexto em que ele foi produzido.
Todo texto pressupõe do leitor certo conhecimento de mundo • a compreensão de um texto pressupõe também certos conhecimentos adquiridos pelo leitor ao longo de sua experiência de vida. Há casos em que sem esse aparato, que costumamos chamar de conhecimento de mundo, o texto fica totalmente indecifrável.
COISAS QUE SÓ ACONTECEM NA BAHIA • SER PRESO NA LIBERDADE. • FUMAR NO CAMPO DA PÓLVORA. • PASTOR EVANGÉLICO MORAR NA CAPELINHA DE SÃO CAETANO. • MORAR NO URUGUAI E TRABALHAR EM ROMA. • FALTAR ÁGUA NA CAIXA D’ÁGUA. • CANDOMBLÉ NO TERREIRO DE JESUS. • HOMEM DO PAU-MIÚDO SE CASAR COM MULHER DA FAZENDA GRANDE.
COISAS QUE SÓ ACONTECEM NA BAHIA • IR EM ROMA E NÃO VER O PAPA. • CONFUSÃO NA RUA DO SOSSEGO. • ASSASSINATO NA RUA DA PAZ. • NÃO ENCONTRAR APOIO NA RUA DA D’AJUDA. • NÃO DAR ESMOLAS NA RUA DA PIEDADE. • CASAS VELHAS NA CIDADE NOVA. • ACIDENTE AUTOMOBILÍSTICO NA BOA VIAGEM.
COISAS QUE SÓ ACONTECEM NA BAHIA • ASFALTO NO CAMINHO DA AREIA. • LAVAGEM DO BONFIM TERMINAR EM BRIGA. • COLHER MANGA, UMBU, LARANJA E OUTRAS FRUTAS NA CAJAZEIRAS. • PERDER ALGO NO CORREDOR DA VITÓRIA. • LUZ NA MATA ESCURA. • “A TARDE” TODOS OS DIAS PELA MANHÃ. • MORRER NA SEXTA E SER ENTERRADO NA QUINTA.
INTERTEXTUALIDADE • Além do contexto, a leitura deve considerar que um texto pode ser produto de relações com outros textos. Essa referência e retomada constante de textos anteriores recebe o nome de intertextualidade. • O intertexto é a percepção, por parte do leitor, das relações entre uma obra e outras que a precederam ou seguiram.
Intertexto • “Todo texto se constrói como mosaico de citações, todo texto é a absorção e transformação de um outro texto. Em lugar da noção de intersubjetividade, instala-se a de intertextualidade, e a linguagem poética lê-se pelo menos como dupla”(KRISTEVA, 1969, p. 68).
INTERTEXTO • A palavra intertextualidade significa interação entre textos, um diálogo entre eles. • Para ler e escrever com proficiência é imprescindível conhecer outros textos, estar imerso nas relações intertextuais, pois um texto é produto de outro texto, nasce de/em outros textos.
INTERTEXTO • Um texto remete a outro para defender as idéias nele contidas ou para contestar tais idéias. Assim, para se definir diante de determinado assunto, o autor do texto leva em consideração as idéias de outros "autores" e com eles dialoga no seu texto.
Meus oito anos “Oh! Que saudade que tenho da aurora da minha vida, da minha infância querida que os anos não trazem mais Que amor, que sonhos, que flores Naquelas tardes fagueiras à sombra das bananeiras debaixo dos laranjais!” (Casimiro de Abreu. Século XIX)
Meus oito anos “Oh! Que saudade que tenho da aurora da minha vida, da minha infância querida que os anos não trazem mais naquele quintal de terra Da rua São Antônio debaixo da bananeira sem nenhum laranjais!” (Oswald Andrade, século XX)
Canção do Exílio “Minha terra tem palmeiras Onde canta o Sabiá; As aves, que aqui gorjeiam, Não gorjeiam como lá. Nosso céu tem mais estrelas, Nossas várzeas têm mais flores, Nossos bosques têm mais vida, Nossas vidas mais amores”. (Gonçalves Dias)
“Minha terra não tem palmeiras... E em vez de um mero sabiá, Cantam aves invisíveis Nas palmeiras que não há”. (Mário Quintana) “Não permita Deus que eu morra Sem que volte pra São Paulo Sem que veja a Rua 15 E o progresso de São Paulo”. (Oswald de Andrade)
“Do que a terra mais garrida Teus risonhos, lindos campos têm mais flores, Nossos bosques têm mais vida Nossa vida, no teu seio, mais amores”. (Joaquim Osório Duque Estrada) “Um sabiá Na palmeira, longe. Estas aves cantam Um outro canto.” Carlos Drummond de Andrade:
Fotografia da americana Cindy Sherman (séc XX). • O quadro do pintor barroco italiano Caravaggio (séc XVI).
Mona Lisa – entre 1503 e 1506 Leonardo da Vinci
Nascimento de Vênus – cerca de 1485 Botticelli
Retrato do Pai Tanguy – 1887 Vicent van Gogh
Mulher com Sombrinha – 1875 Claude Monet
As meninas – 1656 Velázquez