C aminhos da filosofia Prof. Dr. Alvaro Maia. I O pensamento grego. Da teologia à filosofia. Da teologia à filosofia. Os mitos gregos. Pai da Terra e do Céu! Livrai, imploro, O céu e a terra dessa treva espessa. Se quereis nos punir, nós nos curvamos, Mas deixai-nos morrer à luz do dia.
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Os mitos gregos Pai da Terra e do Céu! Livrai, imploro, O céu e a terra dessa treva espessa. Se quereis nos punir, nós nos curvamos, Mas deixai-nos morrer à luz do dia. Homero, Ilíada
Os mitos gregos O mito é a intuição da realidade, apreendida empirica e espontaneamente a partir dos sentimentos e percepções vivenciadas pelo homem. A explicação do mundo foi e é incompleta, deixando um vazio a ser sempre preenchido miticamente.
Sistêmicos: Tó theorén Como se organiza o mundo em que vivemos e como nos organizamos, sós ou juntos... Esse é o conhecimento que importa
Pré-socráticos jônicos: Como são as coisas? Um homem não se banha duas vezes no mesmo rio, pois quando se banha de novo as águas não são mais as mesmas, e o homem também não é mais o mesmo homem. Heráclito
Platão: Fédon, Os dois mundos -- Mas o que diremos das aquisições da inteligência? O corpo é ou não é um obstáculo, quando se associa com esta investigação? Vou tornar a questão mais clara com um exemplo. Os olhos e os ouvidos transmitem alguma verdade, ou os poetas têm razão pelo menos em repetir incessantemente que nada ouvimos, nem nada vemos em verdade? Posto que, se estes dois sentidos são inseguros, então, os outros os serão ainda mais, uma vez que são inferiores a estes. Não te parece assim? (Em Fédon, Sócrates fala a Símias)
Platão: República Alegoria da Caverna A fragilidade do mundo sensível Acrasia: auto-ilusão Aporia: contradição Ironia: afirmação que nega
Platão: República Sócrates - (...) imagina que ao longo dessa estrada está construído um pequeno muro, semelhante às divisórias que os apresentadores de títeres armam diante de si e por cima das quais exibem as suas maravilhas. Glauco - Estou vendo. Sócrates - Imagina agora, ao longo desse pequeno muro, homens que transportam objetos de toda espécie, que o transpõem: estatuetas de homens e animais, de pedra, madeira e toda espécie de matéria; naturalmente, entre esses transportadores, uns falam e outros seguem em silêncio. Glauco - Um quadro estranho e estranhos prisioneiros. Sócrates - Assemelham-se a nós. E, para começar, achas que, numa tal condição, eles tenham alguma vez visto, de si mesmos e dos seus companheiros, mais do que as sombras projetadas pelo fogo na parede da caverna que lhes fica de fronte?
Platão: República Glauco - Como, se são obrigados a ficar de cabeça imóvel durante toda a vida? Sócrates - E com as coisas que desfilam? Não se passa o mesmo? Glauco - Sem dúvida. Sócrates - Portanto, se pudessem se comunicar uns com os outros, não achas que tomariam por objetos reais as sombras que veriam? Glauco - É bem possível. Sócrates - E se a parede do fundo da prisão provocasse eco, sempre que um dos transportadores falasse, não julgariam ouvir a sombra que passasse diante deles? Glauco - Sim, por Zeus! Sócrates - Dessa forma, tais homens não atribuirão realidade senão às sombras dos objetos fabricados. Glauco - Assim terá de ser.
Platão: República Sócrates - Considera agora o que lhes acontecerá, naturalmente, se forem libertados das suas cadeias e curados da sua ignorância. Que se liberte um desses prisioneiros, que seja ele obrigado a endireitar-se imediatamente, a voltar o pescoço, a caminhar, a erguer os olhos para a luz: ao fazer todos estes movimentos sofrerá, e o deslumbramento impedi-lo-á de distinguir os objetos de que antes via as sombras. Que achas que responderá se alguém lhe vier dizer que não viu até então senão fantasmas, mas que agora, mais perto da realidade e voltado para objetos mais reais, vê com mais justeza? Se, enfim, mostrando-lhe cada uma das coisas que passam, o obrigar, à força de perguntas, a dizer o que é? Não achas que ficará embaraçado e que as sombras que via outrora lhe parecerão mais verdadeiras do que os objetos que lhe mostram agora? (Em República, Sócrates fala a Glauco)
O Banquete: a perfeição amorosa Fedro Amor é o Bem Pausânias Amor ideal ou Amor sensitivo Erixímaco Amor ideal e Amor sensitivo Aristófanes Amor é a cara-metade Agaton Amor é criação: Eros x Tanatos