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Escritores e Artistas mais cobrados no ENEM

Escritores e Artistas mais cobrados no ENEM

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Escritores e Artistas mais cobrados no ENEM

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  1. Escritores e Artistas mais cobrados no ENEM Prof. Volney Ribeiro www.facebook.com/professorvolneyribeiro

  2. Apesar de não cobrar leitura obrigatória, o ENEM exige que o aluno tenha conhecimentos sobre obras de escritores brasileiros, principalmente sobre literatura no período do Modernismo.

  3. A maioria das questões referentes à literatura está na parte de Código de Linguagens e suas Tecnologias, mas algumas também podem aparecer nas Ciências Humanas e suas Tecnologias. 

  4. Uma das características da literatura no ENEM é cobrar mais escritores brasileiros do escritores portugueses, o que elimina parte dos conteúdos exigidos em outros vestibulares, como é o caso da literatura portuguesa, na figura de Camões.

  5. A LITERATURA NO ENEM

  6. Existem três modelos de perguntas que são mais frequentes no Enem: 1) Analisar um poema e compreender o texto literário, para indicar sobre o que está tratando o exemplo. 2) Apresenta-se o poema de um autor para que o aluno analise e identifique suas principais características. 3) O Enem também pede que o aluno relacione dois textos: o literário e uma crítica feita por um especialista. 

  7. O Enem privilegia alguns verbos, entre eles, o relacionar. É importante que essa ação seja praticada na prova, logo não se deve estudar a Literatura de forma fragmentada. Contextualize-a, relacione o contexto histórico com a escola literária e com as manifestações artísticas da época.

  8. Predomina neste exame, portanto, o caráter interdisciplinar. Mesclam-se, por exemplo, ilustrações e obras literárias; um texto de literatura e a criação de um pintor; uma história em quadrinhos e um poema; uma canção e o trecho de um conto, e muitas vezes uma questão de língua portuguesa alicerçada em uma passagem de um livro.

  9. ASSUNTOS MAIS COBRADOS

  10. 1) LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS OU FIGURAS Ano / Quantidade de questões 2012 - 21 2011- 20 2010 - 19 2009 - 26 2) LITERATURA, ARTES E ATUALIDADES Ano / Quantidade de questões 2012 - 5 2011 - 9 2010 - 8 2009 - 8

  11. 3) ESTRUTUTURA TEXTUAL E ANÁLISE DE DISCURSO Ano / Quantidade de questões 2012 - 3 2011 - 4 2010 - 5 2009 - 4 4) VARIAÇÃO LINGUÍSTICA Ano / Quantidade de questões 2012 - 3 2011 - 3 2010 - 2 2009 - 1

  12. 5) FIGURAS DE LINGUAGEM Ano / Quantidade de questões 2012 - 2 2011 - 0 2010 - 0 2009 - 6 6) RELAÇÃO INTERTEXTUAL Ano / Quantidade de questões 2012 - 0 2011 - 0 2010 - 4 2009 - 3

  13. 7) SEMÂNTICA Ano / Quantidade de questões 2012 - 4 2011 - 1 2010 - 1 2009 - 0 8) NORMA CULTA X NORMA POPULAR Ano / Quantidade de questões 2012 - 3 2011 - 0 2010 - 1 2009 - 2

  14. 9) FUNÇÕES DA LINGUAGEM Ano / Quantidade de questões 2012 - 2 2011 - 2 2010 - 1 2009 - 1 10) GÊNERO TEXTUAL Ano / Quantidade de questões 2012 - 1 2011 - 2 2010 - 1 2009 - 1

  15. 11) GRAMÁTICA Ano / Quantidade de questões 2012 - 0 2011 - 1 2010 - 2 2009 - 0 Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/raio-x-do-enem-os-conteudos-mais-cobrados-desde-2009

  16. AUTORES MAIS COBRADOS NO ENEM

  17. 1. Carlos Drummond de Andrade 2. Manuel Bandeira 3. Ferreira Gullar 4. Machado de Assis 5. João Cabral de Melo Neto 6. Mário de Andrade 7. Oswald de Andrade

  18. 8. Vinicius de Moraes 9. Álvares de Azevedo 10. Luís Fernando Veríssimo 11. Rubem Braga 12. Monteiro Lobato 13. Graciliano Ramos 14. José Lins do Rego 15. Millôr Fernandes

  19. 16. Gonçalves Dias 17. Mário Quintana 18. Guimarães Rosa 19. Álvares de Azevedo 20. Camões 21.Érico Veríssimo 22. Rui Castro

  20. BREVE ANÁLISE DE AUTORES

  21. Carlos Drummond de Andrade Nasceu em Itabira do Mato Dentro - MG, em 31 de outubro de 1902. Morreu no Rio de Janeiro RJ, no dia 17 de agosto de 1987, poucos dias após a morte de sua filha única, a cronista Maria Julieta Drummond de Andrade.

  22. Carlos Drummond de Andrade  2ª Geração do Modernismo Brasileiro • A poesia dessa geração revela forte consciência social. • Essa poesia também levanta questionamentos sobre o papel do poeta no mundo, a inevitável reflexão do fazer poético, por vezes revelando sua natureza religiosa e espiritual. • A linguagem desenvolvida nesse período preza pela liberdade formal, embora adote, com frequência, também formas clássicas como o soneto.

  23. Fases da poesia de Drummond • A 1ª fase (a fase gauche) tem como características o pessimismo, o isolamento, o individualismo e a reflexão existencial. Nota-se nesta fase um desencanto em relação ao mundo. • Obras “Alguma Poesia” (1930)“Brejo das Almas” (1934) • Características dessas obras: ironia, o humor e a linguagem coloquial.

  24. A 2ª fase, chamada fase social, é marcada pela vontade do poeta de participar e tentar transformar o mundo, o pessimismo e o isolamento da 1ª fase é posto de lado. O poeta se solidariza com os problemas do mundo. • Obras • “Sentimento do mundo” (1940)“José” (1942)“Rosa do Povo” (1945)

  25. A 3ª fase pode ser dividida em 2 momentos: poesia filosófica e poesia nominal. • Poesia Filosófica: textos que refletem sobre vários temas de preocupação universal como a vida e a morte. • Obras “Fazendeiro do ar” (1955)“Vida passada a limpo” (1959) • Poesia Nominal: repletas de neologismos e aliterações. • Obras “Lição de coisas” (1962)

  26. A fase final (o tempo das memórias) Como o próprio nome já diz, as obras desta fase (década de 70 e 80), são cheias de recordações do poeta. Os temas infância e famíliasão retomados e aprofundados além dos temas universais já discutidos anteriormente. • Obras “Boitempo”“Boitempo III”“As impurezas do branco”“Amor Amores”

  27. Características da poesia Drummondiana • Proclama a liberdade das palavras, uma libertação do idioma que autoriza modelação poética à margem das convenções usuais. • Segue a libertação proposta por Mario de Andrade; com a instituição do verso livre, acentua-se a libertação do ritmo, mostrando que este não depende de um metro fixo (impulso rítmico). • Segue uma corrente mais lírica e subjetiva dentro do Modernismo.

  28. Faz uso da liberdade linguística, do verso livre, das temáticas cotidianas. Mas vai além... • "A obra de Drummond alcança um coeficiente de solidão, que o desprende do próprio solo da História, levando o leitor a uma atitude livre de referências, ou de marcas ideológicas, ou prospectivas" • ( Alfredo Bosi)

  29. A poesia de Carlos Drummond a partir da dialética “eu x mundo”, desdobra-se em três atitudes: • Eu maior que o mundo — marcada pela poesia irônica. • Eu menor que o mundo — marcada pela poesia social. • Eu igual ao mundo — abrange a poesia metafísica.

  30. Temas típicos na poesia de Drummond • O Indivíduo: "um eu todo retorcido". o indivíduo na poesia de Drummond é complicado, torturado, estilhaçado. • A terra natal: a relação com o lugar de origem, que o indivíduo abandona. • A família: o indivíduo interroga, sem alegria, mas sem sentimentalismo, a estranha realidade familiar, a família que existe nele próprio.

  31. Os Amigos: Ele faz homenagens a figuras que o poeta admira, próximas ou distantes, tais como Mário de Andrade, Manuel Bandeira, Machado de Assis e Charles Chaplin. • O Choque Social: O espaço social onde se expressa o individuo e as suas limitações face aos outros. • O Amor: Pouco ou nada romântico ou sentimental, o amor em Drummond é uma amarga forma de conhecimento dos outros e de si próprio.

  32. A poesia. O fazer poético aparece como reflexão ao longo da sua poesia. • A existência: a questão de estar-no-mundo...

  33. Questão ENEM • No poema Procura da poesia, Carlos Drummond de Andrade expressa a concepção estética de se fazer com palavras o que o escultor Michelângelo fazia com mármore. O fragmento abaixo exemplifica essa afirmação. (...) Penetra surdamente no reino das palavras. Lá estão os poemas que esperam ser escritos. (...) Chega mais perto e contempla as palavras. Cada uma tem mil faces secretas sob a face neutra e te pergunta, sem interesse pela resposta, pobre ou terrível, que lhe deres: trouxeste a chave? (Carlos Drummond de Andrade. A rosa do povo. Rio de Janeiro: Record, 1997, p. 13-14.)

  34. Esse fragmento poético ilustra o seguinte tema constante entre autores modernistas: a) a nostalgia do passado colonialista revisitado. b) a preocupação com o engajamento político e social da literatura. c) o trabalho quase artesanal com as palavras, despertando sentidos novos. d) a produção de sentidos herméticos na busca da perfeição poética. e) a contemplação da natureza brasileira na perspectiva ufanista da pátria.

  35. Manuel Bandeira • Manuel Carneiro de Souza Bandeira Filho (1886-1968) foi um poeta brasileiro. Era professor de literatura, crítico literário e crítico de arte. • Foi eleito para Academia Brasileira de Letras, em 1940, ocupando a cadeira 24. • No dia 13 de outubro de 1968, às 12h50min, morre no Hospital Samaritano, em Botafogo, sendo sepultado no Mausoléu da Academia Brasileira de Letras, no Cemitério São João Batista.

  36. Temas recorrentes na obra de Bandeira • Os temas mais comuns de sua obra são, entre outros, a paixão pela vida, a morte, o amor e o erotismo, a solidão, o cotidiano e a infância.

  37. Características Literárias de Bandeira • Neorromântico • Neossimbolista • Pessimismo • Ironia

  38. Manuel Bandeira

  39. Questão ENEM "Poética", de Manuel Bandeira, é quase um manifesto do movimento modernista brasileiro de 1922. No poema, o autor elabora críticas e propostas que representam o pensamento estético predominante na época. Poética Estou farto do lirismo comedidoDo lirismo bem comportadoDo lirismo funcionário público com livro de ponto expediente protocolo e [manifestações de apreço ao Sr. diretor. Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário o [cunho vernáculo de um vocábulo Abaixo os puristas............................................................................................Quero antes o lirismo dos loucosO lirismo dos bêbedosO lirismo difícil e pungente dos bêbedosO lirismo dos clowns de Shakespeare - Não quero mais saber do lirismo que não é libertação. (BANDEIRA, Manuel. Poesia Completa e Prosa. Rio de Janeiro. Aguilar, 1974)

  40. Com base na leitura do poema, podemos afirmar corretamente que o poeta: (A) critica o lirismo louco do movimento modernista. (B) critica todo e qualquer lirismo na literatura.(C) propõe o retorno ao lirismo do movimento clássico. (D) propõe o retorno ao lirismo do movimento romântico. (E) propõe a criação de um novo lirismo.

  41. Ferreira Gullar • Ferreira Gullar (José Ribamar Ferreira), nasceu no dia 10 de setembro de 1930, na cidade de São Luiz, capital do Maranhão. • É nomeado, em 1961, com a posse de Jânio Quadros, diretor da Fundação Cultural de Brasília. Elabora o projeto do Museu de Arte Popular e inicia sua construção. • No ano do golpe militar, 1964, o autor se filia ao Partido Comunista Brasileiro. Foi preso em 1968 com o estabelecimento do Ato Institucional nº 5. Teve como companhia Caetano Veloso e Gilberto Gil. Em 1971, decide se exilar. Mora na Rússia, no Chile, no Peru e na Argentina. 

  42. Estilo Através de seus poemas, expressa a necessidade de lutar contra a opressão social. A poesia engajada é uma marca da obra de Ferreira Gullar. O autor acredita que a produção artística deve levar em consideração o que está acontecendo com o mundo. Gullar apresenta uma linguagem inovadora, mas com palavras simples, e consegue relacionar a linguagem verbal e a visual. Apresenta ainda metalinguagem, já que fala do fazer poético.

  43. Ferreira Gullar

  44. Questão ENEM Ferreira Gullar, um dos grandes poetas brasileiros da atualidade, é autor de "Bicho urbano", poema sobre a sua relação com as pequenas e grandes cidades. Bicho urbano Se disser que prefiro morar em Pirapemasou em outra qualquer pequena cidade do paísestou mentindoainda que lá se possa de manhãlavar o rosto no orvalhoe o pão preserve aquele brancosabor de alvorada......................................................................A natureza me assusta.Com seus matos sombrios suas águassuas aves que são como apariçõesme assusta quase tanto quantoesse abismode gases e de estrelasaberto sob minha cabeça. • (GULLAR, Ferreira. Toda poesia. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1991)

  45. Embora não opte por viver numa pequena cidade, o poeta reconhece elementos de valor no cotidiano das pequenas comunidades. Para expressar a relação do homem com alguns desses elementos, ele recorre à sinestesia, construção de linguagem em que se mesclam impressões sensoriais diversas. Assinale a opção em que se observa esse recurso. (A) "e o pão preserve aquele branco / sabor de alvorada.“ (B) "ainda que lá se possa de manhã / lavar o rosto no orvalho“ (C) "A natureza me assusta. / Com seus matos sombrios suas águas“ (D) "suas aves que são como aparições / me assusta quase tanto quanto“ (E) "me assusta quase tanto quanto / esse abismo / de gases e de estrelas“

  46. Machado de Assis • Machado de Assis (Joaquim Maria M. de A.), jornalista, contista, cronista, romancista, poeta e teatrólogo. • Nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 21 de junho de 1839, e faleceu também no Rio de Janeiro, em 29 de setembro de 1908. • É o fundador da Cadeira nº. 23 da Academia Brasileira de Letras. • Ocupou por mais de dez anos a presidência da Academia, que passou a ser chamada também de Casa de Machado de Assis.

  47. Aspectos literários de Machado de Assis • As obras de Machado de Assis dividem-se em duas fases: a primeira é fase romântica; a segunda, a realista. • Na fase romântica, o amor e os relacionamentos amorosos são os principais temas de seus livros. Desta fase, podemos destacar as seguintes obras: Ressurreição (1872), seu primeiro livro, A Mão e a Luva (1874), Helena (1876) e Iaiá Garcia (1878). • Na fase realista, o autor faz uma análise profunda e realista do ser humano, destacando suas vontades, necessidades, defeitos e qualidades. Nesta fase, destacam-se as seguintes obras: Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), Quincas Borba (1892), Dom Casmurro (1900) e Memorial de Aires (1908).

  48. Questão ENEM No trecho abaixo, o narrador, ao descrever a personagem, critica sutilmente um outro estilo de época: o romantismo. • “Naquele tempo contava apenas uns quinze ou dezesseis anos; era talvez a mais atrevida criatura da nossa raça, e, com certeza, a mais voluntariosa. Não digo que já lhe coubesse a primazia da beleza, entre as mocinhas do tempo, porque isto não é romance, em que o autor sobredoura a realidade e fecha os olhos às sardas e espinhas; mas também não digo que lhe maculasse o rosto nenhuma sarda ou espinha, não. Era bonita, fresca, saía das mãos da natureza, cheia daquele feitiço, precário e eterno, que o indivíduo passa a outro indivíduo, para os fins secretos da criação.” (ASSIS, Machado de. Memórias Póstumas de Brás Cubas. Rio de Janeiro: Jackson,1957.)