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O que é o projecto mineiro da Boa Fé?

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O que é o projecto mineiro da Boa Fé?

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  1. O que é o projecto mineiro da Boa Fé? Análise do projecto, dos seus resultados esperadose das suas consequências José Rodrigues dos Santos / Academia Militar, Lisboa / Maio de 2010 jose.rds@gmail.com © JRdS / AM / Univ. Évora / Agosto 2012

  2. Introdução:Os dados utilizados Todos os dados aqui apresentados respeitantes ao projecto “Boa Fé” são extraídos de documentos oficiais da empresa “Colt” © JRdS / AM / Univ. Évora / Agosto 2012

  3. As auditorias externas efectuadas à empresa canadiana Os documentos fontes dos dados © JRdS / AM / Univ. Évora / Agosto 2012

  4. Plano da apresentação • 1. Descrição do projecto mineiro • 2. Quem são as empresas • 3. Quais as vantagens esperadas por Portugal • 4. Quais são os riscos? • 5. Quais as garantias dadas pelas empresas? © JRdS / AM / Univ. Évora / Agosto 2012

  5. 1. Descrição do projecto mineiro © JRdS / AM / Univ. Évora / Agosto 2012

  6. 1.1 Mina experimental • 1.1 É uma licença de prospecção mineira e de realização duma mina experimental centrada principalmente nas freguesias da Boa Fé, de São Sebastiãoda Giesteira, de São Brissos e de Santiago do Escoural. • Abrange uma área de 46,8 Km2. © JRdS / AM / Univ. Évora / Agosto 2012

  7. 1.2 Extensão totalprevista • 1.2 Essa área de mina experimental é rodeada por outra mais vasta, com a superfície de 732,6 Km2, que se estende por vários concelhos do distrito de Évora. • A área estende-se desde os limites urbanos da cidade de Évora até aos limites urbanos de Vendas Novas. © JRdS / AM / Univ. Évora / Agosto 2012

  8. © JRdS / AM / Univ. Évora / Agosto 2012

  9. Duração da mina : cinco anos Fonte: auditoria de: SRK Consulting (U.S.), Inc. March 4, 2011 © JRdS / AM / Univ. Évora / Agosto 2012

  10. 1.3 Como se faz a extracção? 1. Retirar as camadas de rocha não aproveitáveis e transportá-las para os depósitos (“escombreiras”) 2. Extracção e “moagem” do minério 3. “Lavagem” do minério em pó com cianeto de sódio (0,7 kg / Tonelada de minério) 4. Recuperação do ouro e outros metais 5. Transporte e armazenamento das lamas tóxicas residuais (700.000 Ton / ano) © JRdS / AM / Univ. Évora / Agosto 2012

  11. Produção de escombros (“waste rock”), rochas inaproveitáveis: Produção total: 12,7 milhões de toneladas (2,2 milhões de toneladas por ano); Volume total: 6,4 milhões de metros cúbicos Armazenamento, depósito recobrindo uma superfície de 37,5 hectares (375.000 m2, ou seja p. ex. rectângulo de 1km por 375m). 1.3.1 Remoção das rochas não aproveitáveis e seu depósito 11 © JRdS / AM / Univ. Évora / Agosto 2012

  12. O “Buraco”: dimensões 600 m X 100 = 60.000 m2 Profundidade média: >100m Volume total: 6,4 milhões de metros cúbicos © JRdS / AM / Univ. Évora / Agosto 2012

  13. Corte do depósito de Chaminé © JRdS / AM / Univ. Évora / Agosto 2012

  14. 1.3.2 “Rochas inaproveitáveis” (“Waste rock”) • Os 6,4 milhões de metros cúbicos de rochas podem conter metais pesados, arsénico e outras substâncias • Ao ser lavadas pelas chuvas, poluirão as linhas de água e os aquíferos • Os especialistas consideram que os escombros são cada vez mais um problema grave © JRdS / AM / Univ. Évora / Agosto 2012

  15. 1.3.4 Produção de resíduos dos minérios(“tailings”) 700.000 toneladas por ano, ou seja 3,5 milhões de toneladas durante a vida da mina. A gestão dos resíduos prevê que será preciso tratar 2,3 milhões de metros cúbicos de resíduos. © JRdS / AM / Univ. Évora / Agosto 2012

  16. Aterro de resíduos Dimensões dos diques: 21 metros: um edifício de 9 andares 15 metros: um edifício de 5 andares Poços colectores Superfície total: cerca de 0,7 Km2 © JRdS / AM / Univ. Évora / Agosto 2012

  17. 1.3.5 O que são os “resíduos”? • São as massas de rocha, poeiras e lamas resultantes da extracção do minério • Estas massas são sobretudo lamas tóxicas • Os principais elementos tóxicos são: • Os que são libertos pela extracção mineira • Os que resultam da “lavagem” dos minérios © JRdS / AM / Univ. Évora / Agosto 2012

  18. 1.3.6 Exemplos de Resíduos da extracção • Metais pesados, e principalmente arsénico • Por cada tonelada de minério extraído, há • Cerca de 2 a 4 gramas de ouro • Cerca de 9 kg de arsénico • Uma tonelada de lamas contendo cianeto e outros químicos perigosos © JRdS / AM / Univ. Évora / Agosto 2012

  19. 1.3.7 Ouro e Arsénico • Table 14.1.1.1: Montemor Test Composite Head Assays • Unit Composite Sample Value • Braços Chaminé Casas Novas Oxide • Comp #1 Comp #2 Comp #3 Comp #4 • Gold A1 g/t 3.31 4.91 6.28 3.26 • Gold A2 g/t 5.61 5.73 3.91 3.57 • Gold Avg 4.46 5.32 5.10 3.42 • Silver (Ag) g/t 0.4 <0.3 <0.3 <0.3 • Cu ppm 103 39 47 69 • Arsenic ppm 7,311 9,343 7,330 5,086 © JRdS / AM / Univ. Évora / Agosto 2012

  20. 1.3.8 Massa de Resíduos e efluentes • Os volumes em questão e os riscos associados são importantes : Transporte de milhares de metros cúbicos de produtos altamente tóxicos • O problema do cianeto: • Quantidade: 0,6kg / Tonelada x 3,5 milhões de Ton.= 2.100 toneladas de cianeto • O problema do Arsénico: • 9,5 Kg /tonelada x 3,5 milhões de toneladas = 31.500 toneladas de arsénico © JRdS / AM / Univ. Évora / Agosto 2012

  21. 1.4 O QUE PREVÊ O ORÇAMENTO? • Estudos hidrogeológicos (linhas de água, aquíferos): 50.000$ • Estudos ambientais de base / autorização: 250.000$ • Compra de terrenos: 2.500.000$ • Restauração dos sítios mineiros: 0$ • Orçamento total: 11.825.000$ © JRdS / AM / Univ. Évora / Agosto 2012

  22. 1.5 Problemas que terão que ser estudados: Mas, segundo afirma a auditoria, ainda o não foram. - Impacte sobre a hidrogeologia (linhas de água, aquíferos, etc.). Estudo previsto. - Problemas dos efluentes: tratamento dos resíduos de cianetos e de arsénico. Inclui o seu transporte dum local para o outro, e o seu armazenamento “definitivo” no próprio sítio. Problemas “sem solução” - Plano e custos da restauração dos sítios e das paisagens (nomeadamente, replantação de sobreiros): Inexistente © JRdS / AM / Univ. Évora / Agosto 2012

  23. 2. Quem são as empresas ? Colt Resources Eurocolt AurmontIberianAustralian Iron Ore TamayaCaspian © JRdS / AM / Univ. Évora / Agosto 2012

  24. A rede e as falências de filiais Caspian Holdings PLC = W Resources PLC Filial de Australian Iron Ore PLC Tamaya Falida em 2008 2007 Compra Filial de Iberian Falida em 2008 2011 Vende a concessão a Colt Resources Eurocolt 2012 Vende a concessão a Aurmont © JRdS / AM / Univ. Évora / Agosto 2012

  25. A técnica de predação: filial / falência • 1. A companhia-mãe abre uma filial para cada mina • 2. Quando deixa de ser rentável a filial vai à falência • 3. A companhia não é responsável por aquilo que a filial deixa atrás dela • 4. O Estados gastam dinheiro público para remediar os estragos © JRdS / AM / Univ. Évora / Agosto 2012

  26. A técnica filial / falência: exemplos Perto de nós • Jales, Vila Pouca de Aguiar: • Falência em 1992 • Abandona escombreiras e resíduos • 2001: O Estado Português gasta 5,02 milhões de euros para reparar os danos. • Doñana, Andaluzia • Em 25 de Abril de 1998 mais de 5 milhões de toneladas de lamas altamente tóxicas (resíduos mineiros) derramaram-se para o rio Guadiamar • A empresa Boliden faliu em 2001 e deixou danos de 90 milhões de euros reclamados pela Andaluzia © JRdS / AM / Univ. Évora / Agosto 2012

  27. Técnica filial / falência: exemplos-2 Honduras • Greenstone Resources Limited, Canadá. • Abriu falência e vendeu a mina. • Por consequência, a companhia deixou de ser responsável pela qualidade do meio ambiente local. Shasta County, California • A “Bullion River Gold Corp.”, que é a companhia-mãe da French Gulch Mine, obteve a falência (2002). • Deixou enormes estragos em minas de sulfuretos Summitville Gold Mine, Colorado – Galactic Resources • Abriu falência, abandonando a mina e deixando custos para o sector público, avaliados em cerca de 235 milhões de dólares. Estima-se que os trabalhos de recuperação deverão prolongar-se por cem anos pelo menos. © JRdS / AM / Univ. Évora / Agosto 2012

  28. Baia Máre, na Roménia. • Geria a exploração a sociedade Aurul, • uma empresa em co-participação australiana • (Esmeralda Exploration) e romena. © JRdS / AM / Univ. Évora / Agosto 2012

  29. Segurança, Crise, Conflito, Contradição Obrigado pela vossa atenção! José Rodrigues dos Santos Academia Militar, Lisboa Maio de 2010 jose.rds@gmail.com © JRdS / AM / Univ. Évora / Agosto 2012