Análise dos acidentes de transporte na Região Metropolitana de São Paulo segundo os eixos do Observatório de Saúde. Participantes do projeto. Orientador: Prof. Dr. Álvaro Escrivão Júnior Orientandos: Carolina Lopes Zanatta Eric Tokunaga Felipe Berg José Alexandre Buso Weiller
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Participantes do projeto • Orientador: • Prof. Dr. Álvaro Escrivão Júnior • Orientandos: • Carolina Lopes Zanatta • Eric Tokunaga • Felipe Berg • José Alexandre Buso Weiller • Marcelo Cristiano de Azevedo Ramos • Marília Tristan Vicente • Morris Pimenta e Souza • Thiago Marchi Sacoman
Participantes do projeto • Agradecimentos • Aos Coordenadores de eixo e colaboradores do Observatório, • Elisabete Kudzielicz, Pedro Dimitrov, Osvaldo Donnini, Arnaldo Sala, Raiane, Cleide e Claudia • Ao Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo • À Companhia de Engenharia de Tráfego da Cidade de São Paulo • Aos Conselhos Municipais de Saúde • Às Centrais de Regulação Médica do SAMU • À Associação Brasileira de Medicina do Tráfego – ABRAMET • Núcleo VIVA São Paulo/ DANT/CVE/CCD/SES SP
Introdução • Condições de Vida e Saúde • Capacidade Instalada • Financiamento e Gasto • Força de Trabalho em Saúde • Gestão do Conhecimento • Participação e Controle do SUS Agenda
Segundo a CID-10, os acidentes de trânsito estão inseridos em um contexto maior: o dos acidentes de transporte • Acidente de Transporte x Acidente de Trânsito • “Acidente de transporte é todo acidente que envolve um veículo destinado, ou usado no momento do acidente, principalmente para o transporte de pessoas ou de mercadorias de um lugar para o outro” • “Acidente de trânsito é todo acidente com veículo ocorrido na via pública [i.e. originando-se, terminando ou envolvendo um veículo parcialmente situado na via pública]. O acidente de veículo é considerado como tendo ocorrido na via pública a menos que haja a especificação de outro local, exceto nos casos de acidentes envolvendo somente veículos especiais a motor [veículos a motor não-de-circulação] que, salvo menção em contrário, não são classificados como acidentes de trânsito”. Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde - CID10
Os acidentes de transporte são considerados um problema de saúde pública devido aos inúmeros impactos gerados na condição de vida das vítimas e na economia do setor da saúde • É sobre o setor saúde que vai recair o maior ônus de todas as conseqüências dos acidentes de transporte • É o setor saúde que vai cuidar dos feridos, contabilizar as mortes e arcar com os importantes aspectos ligados às seqüelas, não poucas vezes irreversíveis • A morbimortalidade atinge uma população fundamentalmente jovem • Dessa forma, a sociedade sente seus impactos de maneira bem evidente, principalmente quando analisamos o indicador “Anos Potenciais de Vida Perdidos” (APVP), sempre bastante afetado por essa causa de óbitos
Na Região Metropolitana de São Paulo o impacto desse problema atualmente ainda não é muito conhecido e, nesse contexto, surge a iniciativa de estudá-lo • Minayo e Souza (1999) apontam que os acidentes de trânsito são passíveis de prevenção, na medida em que os fatores de risco são detectáveis e políticas específicas podem se transformar em programas monitorados e consensualizados socialmente • Para tanto, Vasconcelos e Lima (1998) reforçam a necessidade de dados confiáveis para compor uma tipologia que permita a formulação de políticas públicas que, até o presente momento no Brasil, ainda estão longe das expectativas, em razão da sub-notificação dos registros de ocorrência
Objetivos do estudo • Realizar, segundo os eixos do Observatório, uma análise da situação dos acidentes de transporte na Região Metropolitana de São Paulo • Visa a trazer à discussão o impacto desses acidentes no sistema de saúde e na sociedade, e analisar quais iniciativas estão sendo tomadas pelas autoridades competentes no sentido de minimizar o problema • O trabalho busca ser argumento teórico para que os gestores em Saúde e do Trânsito da Região Metropolitana de São Paulo possam tomar decisões amparados nas mais recentes informações disponíveis sobre o tema
Introdução • Condições de Vida e Saúde • Capacidade Instalada • Financiamento e Gasto • Força de Trabalho em Saúde • Gestão do Conhecimento • Participação e Controle do SUS Agenda
Eixo Condições de Vida e Saúde • Objetivo do eixo: • Conhecer a situação de saúde e seus determinantes da população residente na região metropolitana de São Paulo, desenvolvendoanálises,estudos e pesquisas, definindo e divulgando instrumentos de avaliação e monitoramento, sistematizando as informações e subsidiando os gestores de saúde no planejamento e implementação de políticas no Setor
Os dados acessíveis para a análise do eixo foram obtidos através de diversas fontes • Dados disponíveis no DATASUS (SIM, SIH): • Mortalidade e Internação por causas gerais • Mortalidade e Internação por causas externas • Mortalidade e Internação por acidente de transporte (CID V01 - V99) • Distribuídos por local de ocorrência, faixa etária e sexo • Frota veicular - DENATRAN • Dados da Cidade de São Paulo – Relatório de Atividades do ano de 2008 da Companhia de Engenharia de Tráfego do Município de São Paulo – CET/SP • Número de ocorrências de resgates de acidentes de transporte na Região Metropolitana de São Paulo – Comando do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo (COBOM)
Grande parte dos acidentes de transporte estão relacionados com imperícias • Natureza e fatores contribuintes do acidentes de trânsito fatais no município de São Paulo Investigados em 2008 pela equipe CET 24 horas: (*) pode ter ocorrido mais de um fator Em 98,8% dos acidentes houve influência do fator humano na determinação da sua causa
A Região de Franco da Rocha é a que apresenta a maior taxa de mortalidade de pedestre e motociclistas, seguida do Município de São Paulo Taxa de mortalidade por 100 mil habitantes segundo tipo de transporte, nas Regiões de Saúde da Região Metropolitana de São Paulo , 2008 • A Região de Franco da Rocha destaca-se por apresentar a maior taxa de mortalidade por acidentes com pedestres, ciclistas e motociclistas. Já a Região de Alto Tietê possui a maior taxa de acidentes envolvendo ocupantes de automóvel • O Município de São Paulo ocupa a segunda posição de taxas mais elevadas para acidentes com pedestres e motociclistas
As Regiões de Franco da Rocha e Guarulhos, que possuem as maiores taxas de mortalidade, apresentaram o maior crescimento da frota veicular Variação anual da frota veicular nas Regiões de Saúde da Região Metropolitana de São Paulo – 2002 a 2008 • Todas as regiões de saúde da Região Metropolitana de São Paulo apresentaram aumento da frota veicular nos últimos anos • A Região de Alto Tietê que teve o maior aumento anual dos acidentes motociclístico nos últimos anos (30,81%), também apresentou o maior aumento anual da frota de moto quando comparada a outras regiões (18,88).
A região dos Mananciais apresenta a maior taxa de internação por acidentes de transporte na RMSP • A Região dos Mananciais apresenta as maiores taxas de internação envolvendo motos e automóveis, enquanto que o Alto Tietê possui as maiores taxas de atropelamento
A Região de Guarulhos é a que apresenta maior aumento percentual de internações por acidentes de transporte nos últimos anos • A região de Guarulhos apresenta aumento da ordem de 23% ao ano no número de internações por acidentes de transporte, sobretudo envolvendo pedestres e motociclistas. • A Região dos Mananciais, que possui as maiores taxas de internação da RMSP, apresenta crescimento anual no número de internações de 9,1%. • Apenas Alto Tietê vem apresentando redução no número de internações, o que se deve sobretudo à redução de internações de ocupantes de automóvel.
E a análise das conseqüências desses acidentes deve levar em conta o indicador Anos Potenciais de Vida Perdidos , o qual permanece com números altos e sem tendência de decréscimo Se considerarmos a RMSP, perde-se com acidentes de transporte, anualmente, cerca de 90 mil anos potenciais de vida. Fonte: DATASUS em 05/2010 e ROMEDER, J. M. & McWHINNIE, J. R., 1977. Potential years of life lost between ages 1 and 70: an indicator of premature mortality for health planning. International Journal of Epidemiology, 6: 143-151.
Conclusões • A RMSP apresentou um aumento, nos últimos anos, da taxa de mortalidade e da taxa de internação por acidentes de transporte, e uma diminuição da mortalidade hospitalar • O tipo de transporte com a maior taxa de mortalidade é o acidente envolvendo pedestre, embora a mortalidade de motociclistas venha aumentando mais proporcionalmente • A principal causa de internação são os acidentes envolvendo motocicleta, o qual ultrapassou os acidentes com pedestres no ano de 2006 • Os acidentes de transporte são mais prevalentes em adultos jovens do sexo masculino • As motocicletas estão envolvidas na maior parte dos acidentes na capital paulista • A principal causa de Acidentes de Transporte é em decorrência de falha humana • A região de Franco da Rocha e Alto Tietê apresentaram altas taxas de mortalidade por acidentes de transportes, no entanto a região de Franco da Rocha apresentou diminuição ao longo dos últimos anos • A RMSP perde, anualmente, cerca de 90 mil anos potenciais de vida pelos acidentes de transporte, e não há tendência de decréscimo nesse indicador
Introdução • Condições de Vida e Saúde • Capacidade Instalada • Financiamento e Gasto • Força de Trabalho em Saúde • Gestão do Conhecimento • Participação e Controle do SUS Agenda
Introdução • Objetivo: análise das informações e indicadores relativos à rede física instalada e à produção dos serviços de saúde, na RMSP, subsidiando os gestores de saúde no planejamento da alocação de recursos físicos, humanos e/ou tecnológicos, que respondam às necessidades do SUS nos diferentes territórios da Região. • Limitações: • Reduzida quantidade de dados e informações disponíveis ao domínio público; • Informação disponível com consistência reduzida; • Ferramentas de busca com limitações de acesso aos dados em nível local (microambiente); • Segmentação dos recursos para a categoria “acidentes de transporte”; • Dificuldade de acesso aos dados não disponíveis na internet. 42
O Corpo de Bombeiros Metropolitano é um dos prestadores pré-hospitalares às ocorrências de acidentes de transporte • Para atender a demanda de acidentes de transporte da RMSP (56.013 atendimentos em 2008), o Corpo de Bombeiros Metropolitano realiza uma cobertura de 27 municipios; • São 68 Postos de Bombeiros, distribuidos em 17 municipios, sendo que 62% desses concentram-se no municipio de Sao Paulo; • Sua estrutura conta ainda com: • 04 Unid. de Suporte Avançado Terrestre • 01 Unid. de Suporte Avançado Aéreo • 20 Motos Operacionais de Bombeiros * Soma das ocorrências: Acidente de trânsito com vítima, Acidente de trânsito com vítima presa nas ferragens, Atropelamento e Queda de moto. Fonte: Comando do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo
A distribuição do COBOM pela RMSP ocorre nas proximidades dos grandes centros urbanos • Municípios que possuem PB • Municípios que não possuem PB mas • são cobertos pelo COBOM • Municípios não cobertos pelo COBOM Fonte: Comando do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo
O SAMU também presta assistência pré-hospitalar móvel dentro da RMSP • O SAMU presta assistência a 44% dos municípios da RMSP (n=22), representando 90% de cobertura em termos populacionais Fonte: Ministério da Saúde. Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES). Acesso em 28/02/2010
A Portaria GM 1.864, de 29 de setembro de 2003, prevê Indicadores de Acompanhamento e Avaliação das ações de cada CRM NI: Não Informado * Pacto Informal **Malvestio MAA, Sousa RMC. Rev Saúde Pública 2002. ***Minayo MCS , Deslandes SF. Cad. Saúde Pública, 2008. Fonte: Dados informados pela CRM - SAMU
O padrão de distribuição do SAMU assemelha-se ao do COBOM • Municípios que possuem CRM – SAMU • Municípios que não possuem CRM – SAMU mas são cobertos pelo SAMU • Municípios não cobertos pelo SAMU Fonte: Comando do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo
A Integração COBOM / SAMU é regulamentada por um Protocolo de Intenções de 2005 • Protocolo de Intenções de Integração COBOM / SAMU (2005) prevê que: • Prevê que a regulação dos atendimentos seja conjunta • Preferencialmente , os bombeiros atendam aos acidentes e o SAMU, às emergências médicas • Dos 68 PB, 41 estão integrados com o SAMU Fonte: Comando do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo
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