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O Trabalho do Adolescente

Ministério Público da União MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO Procuradoria Regional do Trabalho em Goiás Procuradora-Chefe Jane Araújo dos Santos Vilani. Av. T-63 esquina com Av. T-4, nº.984, Centro Comercial Monte Líbano, 1º andar - Setor Bueno - Goiânia - Goiás CEP: 74.230-100 Fone: (62) 275-2700

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O Trabalho do Adolescente

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Presentation Transcript


  1. Ministério Público da UniãoMINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHOProcuradoria Regional do Trabalhoem GoiásProcuradora-ChefeJane Araújo dos Santos Vilani Av. T-63 esquina com Av. T-4, nº.984, Centro Comercial Monte Líbano, 1º andar - Setor Bueno - Goiânia - Goiás CEP: 74.230-100Fone: (62) 275-2700 E-mail: geral@prt18.mpt.gov.br

  2. O Trabalho do Adolescente I - O MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO Formas de Atuação: • Órgão interveniente • Órgão Agente Áreas prioritárias de atuação como órgão agente:

  3. O Trabalho do Adolescente I - O MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO a ) erradicação do trabalho infantil e regularização do trabalho do adolescente b ) eliminação do trabalho escravo c ) medicina e segurança do trabalho d ) combate a todas as formas de discriminação (racial, gênero, pessoas portadoras de deficiência )

  4. O Trabalho do Adolescente I - O MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO e ) (contratação irregular por entes públicos, terceirização, fraude e coação, trabalho rural ) Recebimento de denúncia: instauração de inquérito civil público ( termo de ajustamento de conduta ) e ação civil pública.

  5. O Trabalho do Adolescente II – O TRABALHO DO ADOLESCENTE Uma política pública ideal de emprego do adolescente brasileiro deveria ser composta de três parâmetros: a) fazer parte de uma política do emprego em geral, em que se privilegie o trabalho do adulto pai de família com salário digno; b) ser integrante de outras políticas que visem a saúde, a educação, o lazer, a escola e o convívio familiar; c) “lugar de criança é na escola” : antes de 16 anos – políticas públicas que levem à eliminação do trabalho infantil – dar à criança o direito de ser criança e a seus pais condições econômicas de não “empurrá-las” para o trabalho.

  6. O Trabalho do Adolescente Teoria da proteção integral adotada pela Constituição Federal. Criança como sujeito de direitos – sua proteção é dever da família, da sociedade e do Estado – e não objeto de ações assistencialistas.

  7. A Aprendizagem como direito constitucional dos adolescentes O direito a profissionalização como forma de romper o ciclo perverso, excludente e hereditário da pobreza: pobreza subemprego ou desemprego trabalho precoce falta de profissionalização evasão escolar falta de acesso a educação básica

  8. O direito à profissionalização: • Art 69 do ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente: O adolescente tem direito à profissionalização e à proteção ao trabalho , observados os seguintes aspectos, entre outros: a) – respeito à condição peculiar de pessoa em desenvolvimento; b) – capacitação profissional adequada ao mercado de trabalho.

  9. O direito à profissionalização: • A necessidade de profissionalização: • o novo mundo do trabalho • novas profissões e profissões em extinção • novos postos de trabalho e legião de inimpregáveis • mudança do paradigma: formação profissional X filantropia

  10. O direito à profissionalização: • A Aprendizagem como forma de proteção do trabalhador adolescente: • garantia de acesso e freqüência obrigatória ao ensino regular (ECA art. 63, l ) • jornada adequada (4 horas para a parte teórica e 6 pª a prática) profissionalização adequada • prevenção pela educação – saúde e segurança no trabalho, noções de direitos trab. e cidadania • garantia de dir. trab. e previdenciários

  11. Reformulação do instituto da Aprendizagem -Lei 10.097/2000 CONCEITO • Da lei: “ O contrato de trabalho especial, ajustado por escrito e por prazo determinado, em que o empregador se compromete a assegurar ao maior de quatorze anos e menor de dezoito anos, inscrito em programa de aprendizagem, formação técnico-profissional metódica, compatível com o seu desenvolvimento físico, moral e psicológico, e o aprendiz, a executar, com zelo e diligência, as tarefas necessárias a essa formação”.

  12. Reformulação do instituto da Aprendizagem -Lei 10.097/2000 CONCEITO • Do ECA: “ ... formação técnico-profissional ministrada segundo as diretrizes e bases da educação em vigor”

  13. Reformulação do instituto da Aprendizagem -Lei 10.097/2000 CARACTERÍSTICAS: • contrato especial, escrito, por prazo determinado (máximo de dois anos) • anotação na carteira de trabalho e previdência social • matrícula e freqüência do aprendiz à escola, caso não haja concluído o ensino fundamental

  14. Reformulação do instituto da Aprendizagem -Lei 10.097/2000 CARACTERÍSTICAS: • inscrição em programa de aprendizagem desenvolvido sob a orientação de entidade qualificada em formação técnico-profissional metódica • salário mínimo hora

  15. Reformulação do instituto da Aprendizagem -Lei 10.097/2000 CARACTERÍSTICAS: • atividades teóricas e práticas, metodicamente organizadas em tarefas de complexidade progressiva desenvolvidas no ambiente de trabalho

  16. Reformulação do instituto da Aprendizagem -Lei 10.097/2000 • os estabelecimentos de qualquer natureza são obrigados a empregar e matricular nos cursos dos Serviços Nacionais de Aprendizagem número de aprendizes equivalente a 5%, no mínimo, e 15%, no máximo, dos trabalhadores existentes em cada estabelecimento, cujas funções demandem formação profissional ( frações de unidade = 1 aprendiz )

  17. Reformulação do instituto da Aprendizagem -Lei 10.097/2000 • Tal limite não se aplica quando o empregador for entidade sem fins lucrativos, que tenha por objetivo a educação profissional

  18. Reformulação do instituto da Aprendizagem -Lei 10.097/2000 • Na hipótese de os entes do SNA não oferecerem cursos ou vagas suficientes para atender à demanda, esta poderá ser suprida por outras entidades qualificadas em formação técnico-profissional metódica: escolas técnicas e ESFL registradas no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente( Resolução nº 74 do CONANDA – comunicação ao Conselho tutelar e mapeamento das entidades)

  19. Reformulação do instituto da Aprendizagem -Lei 10.097/2000 • Concessão de certificado ao aprendiz • Contratação do aprendiz pela empresa = com vínculo de emprego; pela ESFL= sem vínculo com a empresa tomadora dos serviços • Duração do trabalho: máximo de 6 horas, vedada a prorrogação e a compensação de jornada. Se o aprendiz já terminou o ensino fundamental – 8 horas, computadas as horas da aprendizagem teórica

  20. Reformulação do instituto da Aprendizagem -Lei 10.097/2000 • FGTS: 2% • Órgãos da Administração Pública Indireta – obrigados ao cumprimento da cota: art 173 da CF • Órgãos da Adm. Públ. Direta, autarquias e fundações públicas – é possível, desde que através de ESFL, nos termos da lei

  21. PROCEDIMENTO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO QUANTO AO CUMPRIMENTO DA COTA-APRENDIZAGEM • Potencial de aprendizagem (cálculo na porcentagem mínima de 5%, pelo MTe) em Goiás é de 12.413 aprendizes • notificação das empresas pelo Ministério do Trabalho • em caso de descumprimento – instauração de inquérito civil público pela PRT – termo de ajustamento de conduta ou ação civil pública

  22. PROCEDIMENTO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO QUANTO AO CUMPRIMENTO DA COTA-APRENDIZAGEM • ESFL que atuam como meras intermediadoras de mão de obra, embora garantindo direitos trabalhistas: necessidade de adequação à lei • Contratação de aprendizes portadores de deficiência (cumprimento da lei 8213, art. 93)

  23. Suplemento estatístico e base de dados sobre o trabalho infantil no Brasil (OIT/IPEC/SIMPOC)PNAD 2001Brasília/Rio de Janeiro, 16 de abril de 2003 http://www.ilo.org/Brasilia http://www.ibge.gov.br

  24. Programa SIMPOC • Lançado 1998 • Programa de Informações Estatísticas e de Monitoramento sobre Trabalho Infantil • Ajudar estados membros (coletar, utilizar e divulgar dados sobre TI e comparar com outros países) • Carência de informações precisas

  25. Programa SIMPOC • Métodos de coleta de dados • Recursos financeiros do SIMPOC (Canadá, Dinamarca, Espanha, EEUU, Noruega, Países Baixos e Suécia)

  26. PNAD • Desde 1967 • Investiga características socioeconômicas: população, educação, trabalho, rendimento, habitação e outras com periodicidade variável e outros temas que são incluídos no sistema de acordo com as necessidades de informação para o País. • Em 1996, foram retirados dois tópicos para possibilitar a inclusão do tema suplementar da mobilidade social (trabalho das crianças de 5 a 9 anos de idade e ensino supletivo) e da municipalidade.

  27. PNAD • Abrangência maior, passou de 10 para 5 anos, foram incluídos tópicos de saúde e segurança no trabalho e complementar de educação para o contingente de 5 a 17 anos de idade • A abrangência geográfica da PNAD vem se ampliando gradativamente.

  28. 1992 - 2001 34,9% Comportamento Trabalho Infanto-juvenil (5 - 17 anos) no Brasil por semana de referência: 1992 - 2001 2.940.933 crianças deixaram de trabalhar

  29. Percentual de Trabalho Infanto-juvenil no Brasil por faixa etária: 2001 65,1% de homens 34,9 de mulheres

  30. Número de crianças ocupadas em relação ao número de crianças de 5 - 17 anos: 1992 - 2001

  31. Número de crianças ocupadas em relação ao número de crianças de 5 - 17 anos: 1992 - 2001 Em termos relativos, os dados revelam diminuição de: 1992 - 19,6% 1995 - 18,7% 1998 - 15,5% 1999 - 15,2% 2001 - 12,7%

  32. Educação • Avanço expressivo no nível de escolarização: 5 a 9 anos - 46,1% para 23,8% 7 a 14 - 13,4% para 3,5% 15 a 17 anos - 40,3% para 18,9% • Aproximação dos níveis escolarização das regiões

  33. Educação • 41,5% - > de 4 horas na escola (54,3% rede particular e 39,4% rede pública) • Dois motivos que impedem de ir a escola: Realização de tarefas (econômicas ou afaz. domésticos) Dificuldade de acesso (distância ou falta de vaga)

  34. Ocupação • As crianças ocupadas nível escolarização < (80,3% contra 91,1%) - tendência em todas regiões • Nível de ocupação - redução ao longo dos 10 anos: de 3,7% para 1,8% (5 a 9 anos); de 20,4% para 11,6% (10 - 14 anos) e de 47% para 31,5% (15 a 17 anos). Em todas as regiões. NE e S - percentuais mais elevados • Da faixa etária 15 - 17 anos, o percentual de ocupação foi > no Sul e de 5 - 14 no Nordeste

  35. Educação • Dos que não eram estudantes, 12,1% não iam a escola porque realização de tarefas doméstica, trabalho ou procura dele e 14,7% por que não existia escola perto da casa ou inexistência de vaga. • Beneficiários de programas sociais - 15,5% (taxa de escolarização de 98,9% contra as demais crianças) • Das 5,4 milhões de crianças que trabalham, 4,400.454 trabalham e estudam (80%), as demais NÃO estudam

  36. Gênero • O nível de ocupação decresceu para ambos os sexos • A exemplo do que ocorre na população adulta, o contingente do sexo masculino ocupado de 5 – 17 anos manteve-se maior (em todas as faixas etárias): • 5 – 9 anos = 2,6% M / 1,0% F • 10 – 14 anos = 15,3% M / 7,8% F • 15 – 17 anos = 39,9% M / 23,1% F • > 18 anos = 78,4% M / 49,9% F

  37. Jornada • Na medida que aumenta a faixa etária, a participação de crianças ocupadas inseridas na atividade agrícoladiminuiu • A atividade agrícola absorveu 43,4% do contigente de 5 – 17 anos • No grupo de 5 – 9 anos o percentual foi de 75,9% (três de cada quatro crianças trabalhava na atividade agrícola) • No de 10 – 14 anos = 56% e no de 15 – 17 = 32,9% • Na população ocupada adulta é de 19% • A concentração é diferente pelas regiões

  38. Remuneração • Na medida que aumenta a faixa etária crescia o envolvimento em atividades remuneradas • 6,2% eram conta-própria ou empregadores; • 41,2% eram trabalhadores não-remunerados e • 7,4% trabalhavam na produção para o próprio consumo

  39. Remuneração • 5 – 9 anos, 92% trabalhavam sem contrapartida de remuneração (72,3% não-remunerados e 19,7% produção próprio consumo) • 10 – 14 anos, 67% não era remunerado • 15 – 17 anos, 1/3 eram de não-remunerados • Proporção crianças ocupadas s/ remuneração em atividade agrícola foi muito superior à em ñ-agrícola: 83,5% conta 21,8%

  40. Saúde e Família • Nas famílias >, o nível de ocupação das crianças foi + elevado. Aquelas =/+ 7, 20% eram ocupados • Naquelas - de 7, o percentual era de 11%. Comportamento observado em todas as regiões • Cerca 1/2 das crianças ocupados (ano ref.) utilizavam produtos químicos, máquinas, ferramenta ou instrumento no trabalho.

  41. Saúde e Família • Esse percentual foi > nas atividades agrícolas • Região Sul o percentual de ocupados 5 – 17 anos que utilizavam produtos químicos, máquinas, ferramenta ou instrumento no trabalho foi mais elevado que as demais regiões

  42. Observações Finais • ALGUMAS OBSERVAÇÕES GERAIS: • Todos esses dados são eloqüentes em evidenciar a necessidade de adoção imediata e eficaz da teoria da proteção integral. . O trabalho infantil impede a escolarização, dificulta a aprendizagem e desqualifica o futuro adulto para o mundo do trabalho.

  43. Observações Finais • é necessário que a lei de aprendizagem seja bem conhecida e entendida como boa para o adolescente, que se qualificará, e para a empresa, que poderá cumprir sua responsabilidade social, ao proporcionar a adolescentes a formação profissional referida no art. 227 da CF.

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