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Estética e filosofia da arte

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Estética e filosofia da arte

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  1. Estética e filosofia da arte Arte e técnica

  2. BelezaA experiência do prazer • A etimologia da palavra estética vem do grego aisthetiké, que significa “perceptível pelos sentidos”. • Seu uso consagrou-se, no entanto, mais especificamente para referir-se a tudo o que pode ser percebido como agradável e belo pelos sentidos. • Assim, dizemos que “algo é estético” quando causa uma sensação aprazível, de beleza. • Definida pelo filosofo Immanuel Kant (1724-1804) como o estudo das condições da percepção pelos sentidos.

  3. BelezaA experiência do prazer • O filosofo Alexander Baumgarten (1714-1762) o primeiro a utilizar esse termo no sentido de teoria do belo e das suas manifestações através da arte. • A estética constitui um campo de investigação filosófica que pretende alcançar um tipo especifico de conhecimento: aquele que se refere ao que é captado pelos sentidos. • Seria, portanto, o extremo oposto do conhecimento lógico-matemático, que parte da razão para construir um conhecimento “claro e distinto”, conforme o ideal de saber proposto pelo filosofo francês René Descartes séc. XVII.

  4. BelezaA experiência do prazer • A estética, parte da experiência sensorial, da sensação, da percepção sensível para chegar a um resultado que não apresenta a mesma clareza e distinção da lógica e da matemática. • O que é belo? • Pelo juízo estético, julgamos se algum objeto, algum acontecimento, alguma pessoa ou algum outro ser é belo. • Mas o que é a beleza?

  5. BelezaA experiência do prazer • Os filósofos que se dedicaram à investigação do que é a beleza não são unânimes quanto a essa questão: • Para uns, a beleza é algo que está objetivamente nas coisas; • Para outros, é apenas um juízo subjetivo, pessoal e intransferível a respeito das coisas.

  6. Visões idealistas e empiristas • Para os filósofos idealistas como Platão -, a beleza é algo que existe em si, é objetiva. • De acordo com a teoria platônica, a beleza seria uma forma ideal que substituiria por si mesma, como um modelo, no mundo das ideias. • E o que percebemos no mundo sensível e achamos bonito só pode ser considerado belo porque se assemelharia à ideia de beleza que trazemos guardado em nossa alma.

  7. Visões idealistas e empiristas • Para os materialistas-empiristas, como o filosofo David Hume (1711-1776), a beleza não está propriamente nos objetos (não é algo puramente objetivo), mas depende do gosto individual; • Da maneira como cada pessoa vê e valoriza o objetivo, ou seja, o juízo do que é ou não belo é subjetivo. • Esse gosto estético seria, em grande parte, desenvolvido sob a influencia da cultura em que se vive.

  8. Visão de Kant • Kant entendia que o juízo estético não é guiado pela razão e sim pela faculdade da imaginação. • Julgamos belo aquilo que nos proporciona prazer, o que não é nada lógico ou racional, e sim algo subjetivo, já que se relaciona ao prazer ou desprazer individual. • Para o filosofo, “todos os juízos de gosto são juízos singulares” (relativo ou pertencente a um só, individual, particular).

  9. Visão de Hegel • Friedrich Hegel (1770-1831) trabalhou a questão da beleza em uma perspectiva histórica. • Para ele, o relativo consenso acerca de quais são as coisa belas mostra apenas que o entendimento do que é belo depende do momento histórico e do desenvolvimento cultural. • Esses dois fatores determinam certa visão de mundo, a partir da qual algumas coisas seriam consideradas belas e outras não.

  10. Visão de Hegel • Essa concepção hegeliana implica também a ideia de que a percepção da beleza é uma construção social que depende do alargamento da capacidade de ver, ouvir, sentir. • A capacidade estética, que é subjetiva (que pertence ao sujeito enquanto ser consciente), seria formada a partir das relações objetivas da vivencia social de cada um. • Para Hegel, tanto a definição do que é beleza quanto a capacidade individual de percebê-la são construções histórico-sociais.

  11. Estética • Onde se encontra a beleza???