E N D
1. 1 CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2011 FRATERNIDADE E A VIDA NO PLANETA
A criao geme em dores de parto (Rm 8,22)
Conferncia Nacional dos Bispos do Brasil
CNBB A Campanha da Fraternidade de 2003 quer ser o grande esforo da Igreja no Brasil para viver intensamente o tempo santo da quaresma no sentido de ser um grande instrumento para que todos possam se converter e viver um tempo de graa e salvao, preparando-se, atravs da orao, do jejum, da esmola, da escuta da Palavra, da participao nos sacramentos e na vida comunitria e da prtica do amor solidrio, para viver de maneira mais intensa o momento mais importante do ano litrgico e da histria da salvao: a Pscoa.
Este ano, a Campanha da Fraternidade nos apresenta como tema: Fraternidade e Pessoas Idosas, mostrando-nos, assim, a preocupao da Igreja no Brasil em criar condies para que o Evangelho seja mais bem vivido em uma sociedade que j foi jovem, mas que hoje considerada pela Organizao das Naes Unidas como uma sociedade amadurecida devido ao grande aumento do percentual de pessoas idosas A Campanha da Fraternidade de 2003 quer ser o grande esforo da Igreja no Brasil para viver intensamente o tempo santo da quaresma no sentido de ser um grande instrumento para que todos possam se converter e viver um tempo de graa e salvao, preparando-se, atravs da orao, do jejum, da esmola, da escuta da Palavra, da participao nos sacramentos e na vida comunitria e da prtica do amor solidrio, para viver de maneira mais intensa o momento mais importante do ano litrgico e da histria da salvao: a Pscoa.
Este ano, a Campanha da Fraternidade nos apresenta como tema: Fraternidade e Pessoas Idosas, mostrando-nos, assim, a preocupao da Igreja no Brasil em criar condies para que o Evangelho seja mais bem vivido em uma sociedade que j foi jovem, mas que hoje considerada pela Organizao das Naes Unidas como uma sociedade amadurecida devido ao grande aumento do percentual de pessoas idosas
2. 2
3. ORAO SENHOR DEUS, NOSSO PAI E CRIADOR.
A BELEZA DO UNIVERSO REVELA A VOSSA GRANDEZA,
A SABEDORIA E O AMOR COM QUE FIZESTES TODAS AS COISAS,
E O ETERNO AMOR QUE TENDES POR TODOS NS.
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4. ORAO PECADORES QUE SOMOS, NO RESPEITAMOS A VOSSA OBRA,
E O QUE ERA PARA SER GARANTIA DA VIDA EST SE TORNANDO AMEAA.
A BELEZA EST SENDO MUDADA EM DEVASTAO,
E A MORTE MOSTRA A SUA PRESENA NO NOSSO PLANETA.
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5. ORAO QUE NESTA QUARESMA NOS CONVERTAMOS
E VEJAMOS QUE A CRIAO GEME EM DORES DE PARTO,
PARA QUE POSSA RENASCER SEGUNDO O VOSSO PLANO DE AMOR,
POR MEIO DA NOSSA MUDANA DE MENTALIDADE E DE ATITUDES. 5
6. ORAO E, ASSIM, COMO MARIA, QUE MEDITAVA A VOSSA PALAVRA E A FAZIA VIDA,
TAMBM NS, MOVIDOS PELOS PRINCPIOS DO EVANGELHO,
POSSAMOS CELEBRAR NA PSCOA DO VOSSO FILHO, NOSSO SENHOR,
O RESSURGIMENTO DO VOSSO PROJETO PARA TODO O MUNDO. AMM. 6
7. APRESENTAO CF e tempo da quaresma
Orao, jejum, esmola, penitncia e converso
Vida comunitria
Escuta da Palavra
Participao nos Sacramentos
Fraternidade e a Vida no Planeta
Fortalecimento do esprito quaresmal
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8. APRESENTAO A CNBB prope que todas as pessoas de boa vontade olhem para a natureza e percebam como as mos humanas esto contribuindo para o fenmeno do aquecimento global, que provoca mudanas climticas considerveis, com srias ameaas para a vida em geral, e a vida humana em especial, sobretudo a dos mais pobres e vulnerveis. 8
9. INTRODUO A CF 2011 aborda o tema do aquecimento global e das mudanas climticas;
Dois grupos: os que entendem que o aquecimento global oriundo de processos da prpria natureza e os que afirmam que o planeta est apresentando aquecimento devido s grandes quantidades de emisses de gases de efeito estufa.
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10. INTRODUO Incontestvel: mudanas climticas esto em curso;
O clima do planeta resultante, em parte, da interao dos seres que o habitam;
ONU: 50 milhes de migrantes do clima;
Braos cruzados: irresponsabilidade para com as geraes futuras;
Identificao das aes que mais emitem gases de efeito estufa.
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11. OBJETIVO GERAL Contribuir para a conscientizao das comunidades crists e pessoas de boa vontade sobre a gravidade do aquecimento global e das mudanas climticas, e motiv-los a participar de debates e aes que visam enfrentar o problema e preservar as condies de vida no planeta.
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12. OBJETIVOS ESPECFICOS Viabilizar meios para a formao da conscincia ambiental em relao ao problema do aquecimento global e identificar responsabilidades e implicaes ticas;
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13. OBJETIVOS ESPECFICOS Promover a discusso sobre os problemas ambientais com foco no aquecimento global;
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14. OBJETIVOS ESPECFICOS Mostrar a gravidade e a urgncia dos problemas ambientais provocados pelo aquecimento global e articular a realidade local e regional com o contexto nacional e planetrio; 14
15. OBJETIVOS ESPECFICOS Trocar experincias e propor caminhos para a superao dos problemas ambientais relacionados ao aquecimento global. 15
16. ESTRATGIAS Denunciar situaes e apontar responsabilidades no que diz respeito aos problemas ambientais decorrentes do aquecimento global;
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17. ESTRATGIAS Propor atitudes, comportamentos e prticas fundamentados em valores que tenham a vida como referncia no relacionamento com o meio ambiente; 17
18. ESTRATGIAS Mobilizar pessoas, comunidades, Igrejas, religies e sociedade para assumirem o protagonismo na construo de alternativas para a superao dos problemas socioambientais decorrentes do aquecimento global. 18
19. PRIMEIRA PARTEVER 19
20. INTRODUO O clima em nosso planeta tem a sua histria;
No entanto, as mudanas ocorridas no passado aconteceram em virtude de processos naturais;
no podemos dizer o mesmo em relao s atuais, porque coincidem com o processo de industrializao que se intensificou nos ltimos dois sculos.
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21. INTRODUO Para alguns, apesar das grandes emisses de Gases de Efeito Estufa (GEEs), estas alteraes so resultantes de um processo natural do planeta, enquanto grande parcela as relaciona com as atividades empreendidas pelo ser humano aps a implantao do atual sistema de produo. 21
22. 1. O AQUECIMENTO GLOBAL O clima do planeta resultante da interao de muitos fatores, inclusive dos seres que integram a biodiversidade que ele hospeda;
Cada ser que habita a Terra contribui na formao e transformao do clima;
O ser humano tambm um agente que colabora na composio do clima.
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23. 1. O AQUECIMENTO GLOBAL Definio: uma mudana climtica que traz consigo uma srie de desdobramentos. A elevao dos valores mdios da temperatura na superfcie do planeta, hoje em torno de 15C- h cem anos era 14,5C -, o que pode provocar alteraes de vrias ordens, como no regime e intensidade das chuvas. 23
24. 1. O AQUECIMENTO GLOBAL Efeito estufa: um processo natural, sem o qual a temperatura na superfcie terrestre seria, durante o dia, muito quente e noite, muito fria. Assim sendo, pode-se dizer que o efeito estufa uma espcie de instrumento, mediante o qual a Terra oferece uma temperatura mdia constante, necessria para a vida. Portanto, o efeito estufa importante para que o clima de nosso planeta proporcione vida.
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25. 1. O AQUECIMENTO GLOBAL 25
26. 1. O AQUECIMENTO GLOBAL 26
27. 1. O AQUECIMENTO GLOBAL A superfcie da Terra no atingida pela totalidade dos raios solares, cujos principais so: os infravermelhos e os ultravioletas;
Os raios infravermelhos so absorvidos, sobretudo, pelo dixido de carbono (CO2) e por vapores de gua, evitam que todo o calor provocado pelos raios solares escapem para o espao, provocando o efeito estufa; os ultravioletas so absorvidos pelo oznio. 27
28. 1. O AQUECIMENTO GLOBAL O dixido de carbono importante no ciclo da vida e est presente no ar atmosfrico em proporo muito pequena, em que ele circula mediante produo e absoro em processos naturais. Existe uma grande quantidade de carbono armazenada nos combustveis fsseis, nos oceanos, na matria viva e na atmosfera. 28
29. 1. O AQUECIMENTO GLOBAL Na natureza, o ciclo do carbono transcorre de modo equilibrado. O que emitido pelos processos vitais de alguns seres absorvido por outros. Por exemplo, o ser humano, ao expirar, emite dixido de carbono, enquanto as plantas e algas microscpicas o absorvem pelo processo de fotossntese, liberando oxignio, que por sua vez essencial para a sobrevivncia do ser humano. 29
30. 1. O AQUECIMENTO GLOBAL Algumas atividades de nossa civilizao emitem grande quantidade de dixido de carbono;
o que ocorre na queima de combustveis fsseis (carvo, gs e petrleo), na derrubada e queimada de florestas e nas alteraes do uso do solo 30
31. 1. O AQUECIMENTO GLOBAL Em virtude destas atividades emissoras, as medies apontam, a partir de 1750, aumento de dixido de carbono em torno de 40% na atmosfera, enquanto que o metano (CH4) apresentou acrscimo de 150%. 31
32. 1.2 RELAO ENTRE AQUECIMENTO GLOBAL E ATIVIDADES HUMANAS Os relatrios do Painel Intergovernamental sobre Mudanas Climticas (IPCC) como referncia mundial;
O relatrio do IPCC de 2007: o planeta Terra est aquecendo desde 1750, tendo elevado a temperatura mdia em 0,74 C at 2006;
Esta data marca o incio da acelerao do processo de industrializao, sobretudo impulsionada pela combusto do carvo e, mais tarde, pela do petrleo, como suas fontes principais de energia. 32
33. 1.2 RELAO ENTRE AQUECIMENTO GLOBAL E ATIVIDADES HUMANAS A temperatura futura do planeta vai depender de nosso modo de produzir, consumir, enfim, de como nos relacionaremos com a Terra;
as mudanas no clima esto se aprofundando e refletem os aumentos de emisses de gases de efeito estufa; 33
34. 1.2 RELAO ENTRE AQUECIMENTO GLOBAL E ATIVIDADES HUMANAS Entre 1995 e 2006, o mundo teve 11 dos 12 anos mais quentes j registrados para a temperatura da superfcie da Terra. A maior parte do aquecimento se deve as atividades humanas dos ltimos 50 anos. 34
35. 1.2 RELAO ENTRE AQUECIMENTO GLOBAL E ATIVIDADES HUMANAS As geleiras das montanhas e as coberturas de neve esto diminuindo;
As lminas de gelo da Groenlndia e da Antrtida esto derretendo em alguns pontos;
O nvel do mar continua a subir;
A temperatura mdia do oceano est aumentando;
As secas esto mais longas e mais intensas, e afetam reas maiores;
As chuvas esto mais pesadas e provocam graves enchentes. 35
36. 1.2 RELAO ENTRE AQUECIMENTO GLOBAL E ATIVIDADES HUMANAS O relatrio de 2007 indica que essas recentes mudanas so maiores do que as ocorridas no clima nos ltimos 1.300 anos;
O relatrio afirma que, se as emisses de gases de efeito estufa continuarem no ritmo atual ou forem ainda mais intensas, um aquecimento maior ir ocorrer. Isso, por sua vez, agravar as mudanas no clima global. A temperatura da superfcie deve aumentar em cerca de 2,4C at 2050, mesmo se a humanidade mudar seu padro de produo e consumo imediatamente.
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37. 1.3 AS ATIVIDADES DO SER HUMANO QUE MUDARAM O PLANETA A implantao do sistema industrial;
O aumento da populao mundial: sc. XX quadruplicou mais de 6,5 bilhes de pessoas;
J existe uma vaca por famlia: gs metano;
O fenmeno da urbanizao: aumento 10X;
Produo industrial: cresceu 40X;
Quase 50% da superfcie do planeta passaram por transformaes;
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38. 1.3 AS ATIVIDADES DO SER HUMANO QUE MUDARAM O PLANETA Uso da gua: aumento de 9X;
Desigualmente distribuda: 800 m3 per capita ao ano;
70%: irrigao;
20%: indstria;
10%: domiclio;
1kg de caf: 20 mil litros de gua;
1 hambrger de 100g: 11 mil litros de gua;
1 jeans: 8 mil litros de gua. 38
39. 1.3 AS ATIVIDADES DO SER HUMANO QUE MUDARAM O PLANETA Dixido de Carbono: aumentou 40% aps a industrializao;
A queima de combustveis fsseis acrescenta anualmente 5 bilhes de toneladas por ano de CO2 na atmosfera;
As emisses de dixido de enxofre (SO2) atravs de fenmenos naturais, como erupes vulcnicas, chegam a 100 milhes de toneladas/ano;
O gs metano (CH4), inicialmente conhecido como gs dos pntanos, atualmente proveniente de atividades humanas na razo de 60%. Ele gerado especialmente atravs dos cultivos agrcolas e na pecuria, mas tambm os grandes lagos artificiais para hidreltricas produzem metano. Nos ltimos 200 anos, aumentou sua presena na atmosfera de 0,8 para 1,7 ppm. 39
40. 1.3 AS ATIVIDADES DO SER HUMANO QUE MUDARAM O PLANETA Dixido de Carbono (CO2)
Principais causas: Combusto de combustveis fsseis: petrleo, gs natural, carvo, desflorestao (libertam CO2 quando queimadas ou cortadas). O CO2 responsvel por cerca de 64% do efeito estufa. Diariamente so enviados cerca de 6 mil toneladas de CO2 para a atmosfera.Tem um tempo de durao de 50 a 200 anos.
Clorofluorcarbono (CFC)
Principais causas: So usados em sprays, motores de avies, plsticos e solventes utilizados na indstria eletrnica. Responsvel pela destruio da camada de oznio. Tambm responsvel por cerca de 10% do efeito estufa. O tempo de durao de 50 a 1700 anos.
Metano (CH4)
Principais causas: Produzido por campos de arroz, pelo gado e pelas lixeiras. responsvel por cerca de 19 % do efeito estufa. Tem um tempo de durao de 15 anos.
cido ntrico (HNO3)
Principais causas: Produzido pela combusto da madeira e de combustveis fsseis, pela decomposio de fertilizantes qumicos e por micrbios. responsvel por cerca de 6% do efeito estufa.
Oznio (O3)
Principais causas: originado atravs da poluio dos solos provocada pelas fbricas, refinarias de petrleo e veculos automveis
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41. 1.3 AS ATIVIDADES DO SER HUMANO QUE MUDARAM O PLANETA Dados como esses fazem pensar que difcil no estabelecermos uma relao direta entre o resultado das atividades industriais e as manifestaes de mudanas climticas no planeta, que se intensificaram nos ltimos 30 anos com o aumento da temperatura mdia global. 41
42. 1.3 AS ATIVIDADES DO SER HUMANO QUE MUDARAM O PLANETA A reduo necessria para as emisses de dixido de carbono seria, segundo o IPCC, da ordem de 50% at 2030; mas preciso estar atentos a outros gases, como o xido nitroso, por exemplo, cuja diminuio recomendada gira em torno de 70 a 80% - meta dificultada porque o nitrognio amplamente utilizado em processos de fertilizao para plantios agrcolas. 42
43. 1.5 A ENERGIA, TEMA CENTRAL NAS DISCUSSES SOBRE EMISSO DE GASES DE EFEITO ESTUFA As matrizes energticas disponveis:
As fontes no renovveis so as que se encontram na natureza em quantidades limitadas, e, caso se esgotem, suas reservas no se regeneram rapidamente. 37% das emisses de CO2;
So energias convencionais porque o atual sistema energtico depende basicamente da utilizao de combustveis fsseis. So consideradas energias sujas, em virtude de promoverem, quando utilizadas, a liberao de poluentes de consequncias danosas para o meio ambiente e a sociedade. 43
44. 1.5.1 AS MATRIZES ENERGTICAS DISPONVEIS PROTOCOLO DE KIOTO: definiu metas de reduo das emisses de gases de efeito estufa em 5,2% para os pases mais industrializados e alto consumo, em relao s emisses de 1990. 44
45. 1.5.1 AS MATRIZES ENERGTICAS DISPONVEIS As fontes de energia renovveis so geralmente consumidas no prprio local em que ocorre a gerao. Trata-se de fontes autctones e no poluentes. A maioria das energias renovveis no emite gases de efeito estufa, com exceo da energia obtida com queima da biomassa. 45
46. 1.5.1 AS MATRIZES ENERGTICAS DISPONVEIS Energia solar O Sol uma fonte inesgotvel de energia. A utilizao desta fonte realizada basicamente por dois sistemas: o trmico, no aquecimento de fluidos, cuja aplicao principal o aquecimento de gua para uso domstico e a gerao de energia eltrica atravs de turbinas movidas a presso; o fotovoltaico, que converte diretamente a energia solar em energia eltrica, atravs de painis de clulas fotovoltaicas. H avanos significativos na gerao fotovoltaica de energia no planeta, fruto de opes polticas que a implementam como prioridade. No Brasil, at o momento, no est entre as prioridades da poltica energtica e o custo alto, por ser tecnologia importada.
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47. 1.5.1 AS MATRIZES ENERGTICAS DISPONVEIS Energia elica Por meio de turbinas elicas se converte a energia cintica do vento em energia mecnica (para moer, bombear gua) ou para alimentar um gerador que a transforma em energia eltrica.
Energia geotrmica Numa central de energia geotrmica, aproveita-se o calor existente nas camadas interiores da Terra para produzir vapor e acionar turbinas de produo eltrica.
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48. 1.5.1 AS MATRIZES ENERGTICAS DISPONVEIS Energia dos Oceanos Existem vrias formas de se explorar a energia dos Oceanos. As mais utilizadas so: energia das ondas, que consiste em aproveitamento do movimento das ondas para acionar turbinas de gerao eltrica; energia das mars - exige um sistema semelhante ao hidreltrico, formando-se um reservatrio junto ao mar, para que, com a mar baixa, as turbinas continuem a produzir. 48
49. 1.5.1 AS MATRIZES ENERGTICAS DISPONVEIS Energia Hidreltrica Consiste no aproveitamento da energia mecnica dos cursos dgua para a produo de energia eltrica; para potenci-los, exige-se a construo de grandes reservatrios.
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50. 1.5.1 AS MATRIZES ENERGTICAS DISPONVEIS Energia de biomassa A produo energtica se realiza mediante combusto de materiais vegetais secundrios, como no caso do bagao da cana moda. No entanto, emite gases de efeito estufa, mas compensador j que o CO2 liberado contrabalanado pela captura deste gs no processo de crescimento destes vegetais. A combusto direta, o biogs e o agrocombustvel so algumas das formas de se aproveitar essa fonte de energia.
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51. 1.5.2 A QUESTO ENERGTICA, CRUCIAL NA QUESTO DO AQUECIMENTO GLOBAL 51
52. 1.5.2 A QUESTO ENERGTICA, CRUCIAL NA QUESTO DO AQUECIMENTO GLOBAL O grande problema que o mercado gerenciador e a indstria que opera na produo destas energias no pretendem perder esta fonte de lucro. Assim, se os governos no tomarem iniciativas firmes e liderarem esta mudana de paradigma, a situao tende a agravar-se.
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53. 1.5.3 A QUESTO ENERGTICA E O NEODESENVOLVIMENTO DAS POLTICAS PBLICAS No Brasil:
A emisso CO2 inversa maioria dos pases do planeta.;
2005: 24% das emisses deste gs provm do uso de combustveis fsseis e 76% do uso da terra, includos os desmatamentos e queimadas;
A matriz energtica apresenta um perfil limpo, com o etanol e as hidroeltricas, alm da energia de biomassa. Assim, dados do Balano Energtico Nacional (BEM) de 2008, tendo como base o ano de 2007, indicam que 45,9% da produo de energia no pas so resultantes de fontes renovveis. 53
54. 1.5.3 A QUESTO ENERGTICA E O NEODESENVOLVIMENTO DAS POLTICAS PBLICAS Hoje, a regio amaznica palco de grandes projetos hidroeltricos, como as usinas Jirau e Santo Antnio, no do Rio Madeira, em Rondnia, Belo Monte e Tapajs, no Par, alm de muitas Pequenas Centrais Hidreltricas (PCH) espalhadas pelo pas e os acenos de expanso da matriz energtica atmica. 54
55. 1.5.3 A QUESTO ENERGTICA E O NEODESENVOLVIMENTO DAS POLTICAS PBLICAS Consequncia do Plano de Acelerao do Crescimento (PAC): com desprezo ao meio ambiente e sociedade local, foram construdas as hidreltricas de Samuel, Balbina e Tucuru e foi abandonado o primeiro Pr-lcool;
O governo ignora a implementao e expanso da energia solar e elica. 55
56. 1.5.3 A QUESTO ENERGTICA E O NEODESENVOLVIMENTO DAS POLTICAS PBLICAS O programa Pr-Sal: exige dispndio de fortunas para a extrao de um produto altamente poluente, cujo processo pode resultar em desastres ambientais incalculveis, como o ocorrido no golfo do Mxico, no ano passado. Por fim, o projeto governamental de transformao do etanol em commodity, sob a alegao de se tratar de um eficiente modo de substituir os combustveis fsseis, parece esquecer a presso por mais e mais terras para a produo, em detrimento da produo de alimentos. 56
57. 1.6 O DESMATAMENTO DA FLORESTA AMAZNICA, UMA AFRONTA CRISE GLOBAL DO CLIMA Desmatamento e queimadas: 50% das emisses de gases de efeito estufa no Brasil;
1980-1990: o desmate mdio atingiu 20 mil km; em 1995, registrou-se um pico de 29.059 km e, em 2004, outro nmero assustador: 27.400 km;
Plano Nacional sobre Mudanas do Clima (PNMC): desmatamento realizado entre os anos de 2006-2008 chegou a 38.740 km, restaram 8.079 km para serem derrubados em 2009. 57
58. 1.6 O DESMATAMENTO DA FLORESTA AMAZNICA, UMA AFRONTA CRISE GLOBAL DO CLIMA A permisso oficial para o desmate seria de 8.193 km/ano;
se somarmos a concesso oficial para o desmate no perodo entre 2009-2017, chega-se cifra de 80.112 km de floresta derrubada, o equivalente a trs Blgicas.
h brechas na legislao atual que, manipuladas, permitem derrubadas de at 80% das reas das propriedades legalizadas em solo amaznico. 58
59. 1.7 O AGRONEGCIO, ESTRATGICO PARA O NEODESENVOLVIMENTO Commodities: finalidade o lucro e no a disponibilizao de alimentos para todas as pessoas;
Desequilbrio: mercado desenhado para os grandes produtores;
Consome 70% da gua doce mundial;
Fertilizantes: contaminao ambiental;
Recursos para pagar o dficit: 2 trilhes de reais. 59
60. 3. O MODELO DE DESENVOLVIMENTO ATUAL E SUAS CONSEQUNCIAS Humanidade: consome a mais dos bens de que o planeta pode efetivamente disponibilizar;
Gastam-se 11 toneladas de materiais naturais no renovveis para produzir um nico microcomputador e 32 quilos de materiais naturais no renovveis e 8 mil litros de gua na produo de um nico jeans. 60
61. 3. O MODELO DE DESENVOLVIMENTO ATUAL E SUAS CONSEQUNCIAS As empresas multinacionais: preservao dos interesses dos seus investimentos;
Predominncia da ideologia do crescimento;
necessria a diminuio do consumo das elites mundiais;
Vida pautada na incluso;
Solidariedade para o planeta: superao de mero fornecedor de matria-prima.
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62. 4. A VIDA E SUAS DORES NO CONTEXTO DO AQUECIMENTO GLOBAL Biodiversidade ameaada;
O escndalo da misria e o aquecimento global;
O xodo rural, xodo na natureza;
A gua.
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63. 5. A COMUNIDADE MUNDIAL E AS MUDANAS CLIMTICAS ONU: 1972 Conferncia de Estocolmo: preocupao com o crescimento populacional;
Protocolo de Montreal (1987): empobrecimento da camada de oznio;
Rio de Janeiro ECO 92: proteo dos ecossistemas da Terra;
Protocolo de Kioto (1997): aquecimento global;
Rio 10+ (frica do Sul): avaliao do progresso feito aps a ECO 92; 63
64. 5. A COMUNIDADE MUNDIAL E AS MUDANAS CLIMTICAS Conferncia da ONU (Bali, Indonsia 2007): sobre as mudanas climticas;
Alemanha, Bonn (2009): negociao de temas relacionados s alteraes climticas;
Conferncia da ONU (Compenhague 2009): mudanas climticas.
Dificuldade poltica de se chegar a um acordo. 64
65. 6. AS IGREJAS E AS RELIGIES, O QUE DIZEM A RESPEITO DISSO? Assembleia Ecumnica Mundial (Seoul Coreia 1990): Rumo solidariedade da aliana pela justia, a paz e a proteo da criao;
a Assembleia concluiu trs atos: 1) uma afirmao: o mundo, enquanto obra de Deus, possui uma integridade intrnseca, pois tudo bom aos olhos de Deus: a terra, a gua, o ar, as florestas, as montanhas e todas as criaturas, includa a humanidade 65
66. 6. AS IGREJAS E AS RELIGIES, O QUE DIZEM A RESPEITO DISSO? 2) Por isso, preciso opor resistncia pretenso de utilizar sem critrios cada elemento da criao. Essa resistncia diz respeito s atitudes que extinguem espcies, ao consumismo, produo de fatores qumicos que poluem a natureza.
3) Consequentemente, preciso assumir o compromisso de ser membro da comunidade vivente da criao, colaborando com o projeto divino para que se realize e se consolide a sua vontade em todas as criaturas.
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67. 7. ALGUMAS CONSIDERAES SOBRE A TEMTICA DO MEIO AMBIENTE NOS DOCUMENTOS DA IGREJA GS 69 (07/12/65): os bens criados devem bastar a todos;
Paulo VI: Mensagem enviada ao Secretrio Geral da ONU (1972) o homem deve respeitar as leis que regulam o impulso vital e a capacidade de regenerao da natureza;
Carta Apostlica Octogesima Adveniens (14/05/71): o homem vtima de sua degradao;
Joo Paulo II: Carta Encclica Sollicitudo Rei Socialis (30/12/87): preocupao ecolgica 67
68. 7. ALGUMAS CONSIDERAES SOBRE A TEMTICA DO MEIO AMBIENTE NOS DOCUMENTOS DA IGREJA Homilia pronunciada em Punta Arenas (04/04/87): a paz entre os homens com a paz na natureza;
23 Jornada Mundial pela Paz (1990): se o homem no est em paz com o Criador, toda a criao sofre;
Centesimus annus (01/05/91): ecologia humana e social;
Exortao Ps-Sinodal de 2003 (16/10 Pastores Gregis): converso ecolgica; 68
69. 7. ALGUMAS CONSIDERAES SOBRE A TEMTICA DO MEIO AMBIENTE NOS DOCUMENTOS DA IGREJA V Conferncia Bento XVI: o estilo de vida dos pases desenvolvidos seria o principal causador do aquecimento global... as questes ecolgicas como um dos novos aerpagos da evangelizao (DAp 491). 69
70. 7. ALGUMAS CONSIDERAES SOBRE A TEMTICA DO MEIO AMBIENTE NOS DOCUMENTOS DA IGREJA Caritas in veritate (29/06/09): Captulo IV Desenvolvimento dos povos, direitos e deveres, ambiente;
direitos pressupem deveres, sem os quais o seu exerccio se transforma em arbtrio (43);
A abertura moralmente responsvel vida uma riqueza social e econmica (44);
Nas intervenes em prol do desenvolvimento, h que salvaguardar o princpio da centralidade da pessoa humana, que o sujeito que primariamente deve assumir o dever do desenvolvimento (47);
A natureza expresso de um desgnio de amor e de verdade. Precede-nos, tendo-nos sido dada por Deus como ambiente de vida (48).
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71. 7. ALGUMAS CONSIDERAES SOBRE A TEMTICA DO MEIO AMBIENTE NOS DOCUMENTOS DA IGREJA As modalidades com que o homem trata o ambiente influem sobre as modalidades com que se trata a si mesmo, e vice-versa ( 51);
A Igreja sente o seu peso de responsabilidade pela criao e deve fazer valer esta responsabilidade tambm em pblico.. quando a ecologia humana respeitada dentro da sociedade, beneficia tambm a ecologia ambiental ( 51); 71
72. 7. ALGUMAS CONSIDERAES SOBRE A TEMTICA DO MEIO AMBIENTE NOS DOCUMENTOS DA IGREJA Bento XVI: Mensagem para a celebrao do Dia Mundial da Paz (01/01/10): Se quiseres cultivar a paz, preserva a criao;
A criao o princpio e o fundamento de todas as obras de Deus e a sua salvaguarda torna-se hoje essencial para a convivncia pacfica da humanidade (1);
o desenvolvimento humano integral est intimamente ligado com os deveres que nascem da relao do homem com o ambiente natural (2);
redescobrir aqueles valores que constituem o alicerce firme sobre o qual se pode construir um futuro melhor para todos... no fundo so tambm crises morais (5);
quando o homem, em vez de desempenhar a sua funo de colaborador de Deus, se coloca no lugar de Deus, acaba por provocar a rebelio da natureza (6). 72
73. 8. SUSTENTABILIDADE, NOVO PARADIGMA CIVILIZACIONAL Dcada de 60: desenvolvimento sustentvel;
Criao de uma civilizao que no soube harmonizar-se com a natureza, apenas explor-la;
Sustentabilidade: harmonizar economia, meio ambiente e bem estar social;
Garantir: a disponibilidade dos recursos naturais renovveis e no renovveis
No ultrapassar os limites de absoro da biosfera;
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74. 8. SUSTENTABILIDADE, NOVO PARADIGMA CIVILIZACIONAL A erradicao da pobreza;
Diminuio do consumo e reduo das gritantes desigualdades;
45% da produo de carne e peixe so consumidos por 20% da populao do planeta;
5% do que se produz deste gnero de alimento destinado aos 20% mais pobres;
Sustentabilidade: mudana de hbitos nos padres de consumo;
74
75. 8. SUSTENTABILIDADE, NOVO PARADIGMA CIVILIZACIONAL Pegada ecolgica: uma espcie de conta matemtica, em que se calcula o que uma nao efetivamente tem para extrair da natureza e gastar, sem comprometer a sustentabilidade da mesma;
Mahatma Gandhi: O mundo tem recursos suficientes para atender as necessidades de todos, mas no a ambio de todos 75
76. 9. DA TICA DO EGOSMO TICA DO CUIDADO 4 Relatrio do IPCC: o atual aquecimento global e as mudanas climticas em curso, no se trata de um desastre natural, foi causado por homens ao desenvolverem um sistema econmico que agride a vida no e do planeta, e j sacrificou muitas vidas, espcies e ecossistemas. O caminho tende catrstrofe planetria e podemos ir ao encontro do destino dos dinossauros 76
77. SEGUNDA PARTEJULGAR A criao geme em dores de parto (Rm 8,22) 77
78. INTRODUO Deve haver uma reao;
A Igreja: colaborar em vista das mudanas comportamentais;
Teologia: papel a cumprir;
Palavra de Deus;
Teologia da Criao: Deus nos chama a ter atitudes justas para cuidarmos bem da vida;
So Francisco de Assis. 78
79. 1. APONTAMENTOS BBLICOS SOBRE A PRESERVAO DA NATUREZA O nosso Deus o Deus da vida
Incio da Bblia: a vitria de Deus sobre o caos;
Deus: doador da vida;
E Deus viu tudo quanto havia feito, e era muito bom (Gn 1,31);
Harmonia entre os planos da realidade;
Contradio da parte do homem: o ser humano dono absoluto do planeta;
79
80. 1.1 O NOSSO DEUS O DEUS DA VIDA Sede fecundos e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a! Dominai sobre os peixes do mar, as aves de cu e todos os animais que se movem pelo cho (Gn 1,28);
Ser humano: criado no 6 dia ao lado de outros animais;
Dominar: dominus;
Os animais colocados no mesmo espao do ser humano; 80
81. 1.1 O NOSSO DEUS O DEUS DA VIDA Diferena entre os outros seres e o ser humano;
De ordem sobrenatural: ser humano imagem e semelhana de Deus;
Enquanto seres naturais: unidos em equilbrio dinmico;
enchei a terra e submetei-a. Dominai sobre os peixes do mar, as aves do cu e todos os animais que se movem no cho (Gn 1,28); 81
82. 1.1 O NOSSO DEUS O DEUS DA VIDA Submeter: em hebraico, kabash, no contexto da cultura semita tem como foco principal a terra e o seu cultivo;
Dominar: traduo do hebraico radah, que possui o sentido de cultivar, organizar e cuidar;
Considerao destes verbos indica precisamente atitudes de cultivo, zelo e cuidado, prprias de um pastor que conduz suas ovelhas protegendo-as dos iminentes perigos; 82
83. 1.1 O NOSSO DEUS O DEUS DA VIDA O livro do Gnesis claro quanto a isso ao afirmar que Deus colocou o ser humano no jardim para o cultivar e guardar (Gn 2,15) 83
84. 1.2 O LUGAR DO SER HUMANO NA CRIAO Salmo 8,6: o fizeste s um pouco menor que um deus, de glria e honra o coroaste;
Transcendncia humana: no o tira da condio natural;
Gn 1,27: Deus criou o ser humano sua imagem, imagem de Deus o criou. Homem e mulher ele os criou; 84
85. 1.2 O LUGAR DO SER HUMANO NA CRIAO GS 12: o homem foi criado imagem e semelhana de Deus, capaz de conhecer e amar o seu criador, e por este constitudo senhor de todas as criaturas terrenas, para as dominar e delas se servir, dando glria a Deus;
Deus no criou o homem sozinho, e o homem por sua prpria natureza, um ser social; 85
86. 1.2 O LUGAR DO SER HUMANO NA CRIAO Verbo mashal: Gn 1,16-18: Deus fez os dois grandes luzeiros, o luzeiro maior para presidir ao dia e o luzeiro menor para presidir noite, e tambm as estrelas. Deus colocou-os no firmamento do cu para iluminar a terra, presidir ao dia e noite e separar a luz das trevas. E Deus viu que era bom;
Governar, presidir: o ser humano responsvel pela vida, bem estar e integridade daqueles que esto em seu domnio;
86
87. 1.2 O LUGAR DO SER HUMANO NA CRIAO Responsabilidade humana: diante da natureza, do semelhante e do Criador;
Chamados vida: ao cuidado do que a ela se refere;
Trabalho em prol da manuteno da obra do Criador;
Dar continuidade obra de Deus; 87
88. 1.2 O LUGAR DO SER HUMANO NA CRIAO Redemptor Hominis (04/03/79) 15: Todas as conquistas alcanadas at agora, bem como as que esto projetadas pela tcnica para o futuro, esto de acordo com o progresso moral e espiritual do homem? 88
89. 1.3 A ATUALIDADE DA ADVERTNCIA AOS PRIMEIROS PAIS NO PARASO (Gn 3, 1-24) Detentores do poder: comer da rvore do bem e do mal;
Utilizao de modo destrutivo dos bens do planeta;
Frutos da rvore: fascinantes e ameaadores;
Ideologias e do esprito de dominao;
Cientfico: novo dolo; 89
90. 1.3 A ATUALIDADE DA ADVERTNCIA AOS PRIMEIROS PAIS NO PARASO (Gn 3, 1-24) Princpio da cientificidade: provisoriedade de todas as conquistas;
Cientificismo: absolutizao do que relativo e provisrio;
Promessas de eventuais curas de certas doenas por meio do avano das biotecnologias;
Segundas intenes de carter poltico-ideolgico;
90
91. 1.3 A ATUALIDADE DA ADVERTNCIA AOS PRIMEIROS PAIS NO PARASO (Gn 3, 1-24) Apossar-se dos frutos da rvore da vida: caminhos para o apossamento das pessoas e da natureza;
Pecado atual: as pessoas se deixam conduzir pelo anseio e desejo de dominao e subjugao do outro;
Guerra social e ecolgica;
91
92. 1.3 A ATUALIDADE DA ADVERTNCIA AOS PRIMEIROS PAIS NO PARASO (Gn 3, 1-24) Constatam que esto nus (Gn 3,7): quando o ser humano se comporta como Deus, fazendo o que deseja, sem respeitar os limites, ele fica s, no se relaciona de modo justo e edificante com Deus, pois precisa esconder-se dele, ou com seu semelhante, pois acusa a mulher de ser a responsvel por seus erros, e nem com os seres vivos da natureza, pois expulso do paraso; 92
93. 1.3 A ATUALIDADE DA ADVERTNCIA AOS PRIMEIROS PAIS NO PARASO (Gn 3, 1-24) Intencionalidade de se tornarem divinos: desordem;
Inteno de dirigir toda a criao conforme suas leis e critrios: de modo algum morrereis, mas sereis como Deus (Gn 3,5);
A leitura em chave ecolgica;
Mas da rvore do conhecimento do bem e do mal no deves comer, porque, no dia em que dela comeres, com certeza morrers (Gn 2,17) 93
94. 1.3 A ATUALIDADE DA ADVERTNCIA AOS PRIMEIROS PAIS NO PARASO (Gn 3, 1-24) A riqueza que os seres humanos tm disposio se reveste igualmente de um princpio de responsabilidade;
Usufruir dos bens do jardim, desde que mantenham a ordem;
Comer da rvore no recomendada: as pessoas se fazem dominadoras e instalam um sistema destruidor.
94
95. 1.4 O DESCANSO E O SENTIDO AUTNTICO DA CRIAO Considerao sobre o descanso no livro do Gn;
Stimo dia (Gn 2,2a): abertura presena da eternidade no tempo;
Mundo vindouro que est sendo gerado no hoje;
Francis Bacon (1561-1626): viso mecanicista da natureza;
Ren Descartes (1596-1650): mentalidade dualista;
Galileu Galilei (1564-1642): universo funcionando como relgio;
Isaac Newton (1642-1727): viso mecanicista do universo;
95
96. 1.4.1 CONSIDERAO SOBRE O DESCANSO NO LIVRO DO Gn Segundo plano esta leitura do descanso de Deus;
Sentido vida do ponto de vista do trabalho e da produo;
Impossvel entender a criao de modo mais aprofundado, sem perceber o sentido do repouso;
O repouso a festa da criao: criao de Deus em vista desta festa;
Concluso da criao: beno de Deus;
96
97. 1.4.1 CONSIDERAO SOBRE O DESCANSO NO LIVRO DO Gn Repouso de Deus: manifestam-se a beno e a santificao do sbado;
Deus no somente descansa de sua criao, mas este descanso se d em sua obra, que est diante dele e Ele presente nela;
Criao: obra de Deus;
O repouso: existncia presente;
Criao revela Deus;
Repouso: autorrevelao de Deus;
97
98. 1.4.1 CONSIDERAO SOBRE O DESCANSO NO LIVRO DO Gn Descanso: contemplao do Divino;
Declogo (Ex 20,8): exigncia do descanso;
Ano sabtico e o ano jubilar (Lv 25, 1-22): repouso como exigncia para a vida humana e para a natureza;
Sbado humano: sonho de plenitude. 98
99. 1.4.2 O DIA DO DESCANSO E A RESSURREIO DE CRISTO Domingo cristo: expanso messinica do sbado de Israel;
Domingo: celebrao da Ressurreio de Jesus;
Antecipa o descanso do final dos tempos e indica o incio da nova criao;
Nova criao: Ressurreio de Jesus;
99
100. 1.4.2 O DIA DO DESCANSO E A RESSURREIO DE CRISTO Sbado de Israel: retrospectiva s obras da criao de Deus e ao trabalho das pessoas;
Festa da Ressurreio: olha para frente, futuro da nova criao;
Sbado de Israel: participa do descanso de Deus;
Festa da Ressurreio: participa da fora que opera a recriao do mundo;
Sbado de Israel: dia de reflexo e de agradecimento;
Festa da Ressurreio: dia de incio e de esperana; 100
101. 1.4.2 O DIA DO DESCANSO E A RESSURREIO DE CRISTO Festa da Ressurreio: o 1 dia da semana;
7 dia para Deus: o sbado era o 1 dia que as pessoas criadas no 6 dia experimentavam;
Esquecimento do significado do 7 dia do descanso: estruturao de um mundo sem celebrao, de um tempo visto somente pela tica da produo e do progresso;
Converso em fbricas que poluem e de pessoas que atuam em um mercado de trabalho gerador mais de morte, que de vida. 101
102. 1.5 O CUIDADO COM A VIDA E SUAS FONTES Na Bblia no encontramos um tratado especfico sobre o meio ambiente;
Existem algumas indicaes preciosas em vista do respeito que o povo deveria nutrir para com a natureza;
Destaque: Deuteronmio;
102
103. 1.5 O CUIDADO COM A VIDA E SUAS FONTES Dt 22,6-7: preocupao com a fonte da vida;
Dt 20, 19-20: poupana das rvores produtivas;
Dt 23,13-15: limpeza do acampamento;
103
104. 1.5 O CUIDADO COM A VIDA E SUAS FONTES Caim: no foi responsvel s pela morte de Abel, mas por ter tornado impossvel a vida de toda uma descendncia que viria a partir dos filhos de seu irmo;
Se no cuidamos das fontes da vida e permitirmos a devastao do planeta, estamos negando vida e direitos s geraes que ainda no nasceram;
Israel tinha de que a terra, casa comum, foi criada por Deus, mas entregue aos seres humanos, como um espao a ser trabalhado e cuidado. 104
105. 1.6 NO DESERTO, UMA LIO DE CONSUMO RESPONSVEL Libertao do povo da escravido do Egito;
O man (Ex 16): normas contra o desperdcio;
Alguns, porm, desobedeceram a Moiss e guardaram o man para o dia seguinte; mas ele bichou e apodreceu (Ex 16,20);
Apodrecer: smbolo das consequncias do acmulo do desnecessrio;
Hoje: gasto de recursos do planeta que ultrapassam a sua capacidade de se manter sustentvel;
25% a mais em relao ao seu limite.
105
106. 1.7 ENTRANDO NA TERRA PROMETIDA A repartio da terra objetivando o bem comum (Nm 26,53);
Terra de Deus: ser usada de modo responsvel;
Doutrina do descanso: individual (sbado), da terra ano sabtico (Ex 23,10-11), ano jubilar (a cada 50 anos) a terra deveria voltar s famlias;
Utilizao da terra segundo o desejo de Deus (Lv 25,23);
Cuidado da justia social;
Sistema contraditrio: propriedade privada como alicerce
Lgica excludente.
106
107. 1.8 JESUS VENCE AS TENTAES Se s filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pes (Mt 4,3);
Jesus rejeita a mudana da finalidade da natureza em benefcio prprio;
Resistncia tentao de transformar tudo em objeto de consumo; 107
108. 1.8 JESUS VENCE AS TENTAES Ento o diabo o levou Cidade Santa, e o colocou sobre o pinculo do Templo e disse-lhe: Se s filho de Deus, atira-te daqui abaixo! Pois est escrito: Ele dar ordens a seus anjos a teu respeito, e eles te carregaro nas mos, para que no tropeces em alguma pedra (Mt 4,5-6);
Tentao de transformar o prprio Deus em um mgico protetor que garante a prosperidade de seus devotos;
Utilizao de Deus em benefcio prprio: em vez de servir a Deus, pessoas querem que Deus esteja ao seu servio;
108
109. 1.8 JESUS VENCE AS TENTAES O diabo o levou ainda para uma montanha. Mostrou-lhe todos os reinos do mundo e sua riqueza, e lhe disse: Eu te darei tudo isso, se cares de joelhos para me adorar (Mt 4,8);
Soberania do Criador: limites ao senhorio humano;
Rompimento da aliana com Deus;
Resumo do sofrimento da criao pelas atitudes do homem: a criao foi sujeita ao que vo e ilusrio... por dependncia daquele que a sujeitou (Rm 8,20).
109
110. 1.9 O QUE PODE NOS AFASTAR DE DEUS O sbio reza para que tenha o suficiente para viver e no mais: concede-me apenas minha poro de alimento. Isto para que, estando farto, eu no seja tentado a renegar-te e comece a dizer: Quem o Senhor? (Pr 30,8b-9a);
Jesus fala da escolha que precisa ser feita: Deus ou o dinheiro que manda em nossa vida?
Onde estiver o teu tesouro, a estar tambm o teu corao. (Mt 6,21);
Se o nosso corao estiver em Deus estar tambm na defesa da natureza, no uso responsvel dos dons que o Criador nos deu. 110
111. 1.10 A VOZ DE DEUS NA NATUREZA Deus se comunica com a humanidade atravs do livro da natureza;
Espiritualidade da contemplao;
Dn 3,57-87: cntico de Misael, Ananias e Azarias;
Salmo 8: lugar do ser humano na criao;
Salmo 104: o esplendor da criao.
111
112. 2. CONSIDERAES ACERCA DA CRIAO A abordagem teolgica;
Teologia da criao: perspectiva de dilogo;
Relao entre diferentes;
Deus concede a existncia e a criatura a recebe;
Convite contemplao: um ato de pura bondade e de pura liberdade do Criador;
Identidade de um amor imenso. 112
113. 2.2 A TRINDADE E A CRIAO A vida como um dom;
Criao chamada interlocuo e comunho com o Criador;
A criao como dom do Pai: dilogo e comunho;
A criao em Cristo: nele, por Ele e para Ele, todas as coisas foram criadas (Cl 1, 16b-17);
A criao no Esprito Santo: Deus faz morada no mbito de toda a criao;
Teilhard de Chardin: educao da vista;
Cristificao do gnero humano e todo o universo.
113
114. 2.6 A CRIAO E A IGREJA Ef 5, 22-23: Cristo e a Igreja esto ligados de modo indissocivel;
Unidade em Cristo, com Cristo e para Cristo na Igreja: dom e tarefa;
Misso que abarca toda a criao;
114
115. 2.7 A CRIAO E A EUCARISTIA Ecclesia de Eucharistia (17/04/2003): dimenso csmica da Eucaristia;
Altar do mundo: a redeno de toda a criao;
Eucaristia: Deus abraa todas as criaturas;
Configurao a Cristo: assumir atitudes em prol do cuidado para com a vida no planeta;
Teilhard de Chardin (1924): Missa sobre o mundo relao entre Eucaristia e o mundo criado em vista de sua cristificao. 115
116. 3. O PECADO E SUA DIMENSO ECOLGICA O respeito do Criador pela autonomia e pela liberdade do homem;
Pecado: rompimento da confiana em Deus e nos demais seres;
Impossibilidade da continuidade do Shabbat: a festa interrompida;
Separao de Deus e autoafirmao em si mesmo;
Poder destruidor do pecado: crise ambiental atual;
A salvao do ser humano inseparvel da salvao da criao toda (Rm 8,19-23).
116
117. 4. O CUIDADO Resgate da Teologia da Criao;
Projeto do Criador: cuidado para com as criaturas;
Cuidado: cura atitudes de amizade e amor;
Cuidado: essncia do ser humano;
Respeito pela identidade dos demais;
Alteridade e sua interpelao responsabilidade amorosa geradora do cuidado;
A criao geme em dores de parto (Rm 8,22);
Sociedade sustentvel;
Superao das injustias;
Necessidade de mudanas comportamentais.
117
118. 5. SO FRANCISCO E A CRIAO Sobriedade no uso das criaturas;
Resgate de So Francisco: valorizao de suas atitudes;
Pobreza: olhar purificado de poder e de lucro;
As criaturas no se constituem em obstculos para se encontrar Deus e am-lo.
118
119. TERCEIRA PARTEAGIR 119
120. INTRODUO VER: a problemtica do aquecimento global, suas consequncia em nosso planeta e as atividades do ser humano que esto ocasionando ou no mnimo contribuindo para esta situao no planeta;
JULGAR: nos iluminou ao atualizar o projeto de Deus nosso Criador para este mundo e para o ser humano.
Que este percurso tenha suscitado preocupaes para com a situao em que se encontra o planeta e com os rumos de nossa sociedade; 120
121. INTRODUO Despertar o desejo de transformao desta situao;
Situao agravada pela civilizao industrial;
Soluo: no simples, passa por acordo entre as naes;
Uma pegada ecolgica menor;
Organizao de aes que visem diminuir as emisses;
Revestimento do Bom samaritano. 121
122. INTRODUO . Conter o aquecimento global;
. Estabelecer acordos internacionais;
. Superar as condies de misria e fome;
. Pelo controle do lucro selvagem;
. Preservao e recuperao do Meio Ambiente;
. Despoluio das nascentes e dos rios;
. Fortalecer uma nova conscincia e estilo de vida que assegure a Ecologia Humana Integral.
122
123. 1. RESGATAR O SENTIDO PROFTICO DO DOMINGO Desrespeito do domingo: exigncias de produo capitalista ininterrupta;
Medicina: a pessoa que no descansa em meio s jornadas de trabalho adoece mais e, em geral, morre mais cedo;
Observar tempo de pausa: boa fonte de investimento na prpria vida;
Interrupo das atividades;
Cultivar uma sadia relao com nosso Criador e Salvador.
123
124. 2. PARA VOC SABER SOBRE O SEU CONSUMO ECOLGICO Exerccio que permite quantificar o consumo e a emisso de gases de efeito estufa:
de uma pessoa,
de uma instituio,
de uma empresa,
de um bairro,
de uma cidade. 124
125. 2. PARA VOC SABER SOBRE O SEU CONSUMO ECOLGICO www.wwf.org.br/wwf_brasil/pegada_ecologica/calculadora
www.myfootprint.org
www.vidassostenible.org/ciudadanos/a1.asp 125
126. 3. PROPOSTAS PARA SE DIMINUIR O CONSUMO PESSOAL Faa de conta que as sacolas plsticas no existem: use bolsas e sacolas de algodo para carregar compras.
Consuma produtos locais: o transporte de produtos que vm de longe consome petrleo e aumenta o efeito estufa.
Diminua a temperatura de geladeiras, ar condicionados e estufas no inverno e aumente no vero: assim, voc vive melhor e polui menos.
Use melhor os eletrodomsticos: desligue o computador e a televiso quando no so utilizados. O modo stand-by consome energia e, portanto, polui.
126
127. 3. PROPOSTAS PARA SE DIMINUIR O CONSUMO PESSOAL Pegue sol. Como? Com painis solares para aquecer gua ou produzir energia eltrica.
Troque (se puder) de carro; prefira os movidos a gs ou etanol. E, principalmente, use-os o menos possvel.
Fique com os ps no cho: os avies provocam 10% do efeito estufa mundial.
Coma frutas e verduras (se orgnicas, melhor): carne de ovinos e carne de bovinos so responsveis por 18% das emisses mundiais de gs carbnico, alm de favorecer o desmatamento devido sua explorao intensiva.
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128. 3. PROPOSTAS PARA SE DIMINUIR O CONSUMO PESSOAL Use fraldas ecocompatveis: a biodegradao das fraldas tradicionais leva 500 anos.
Para conservar os alimentos, use vidro e no alumnio ou plstico: estes poluem e, para a sua produo, o desperdcio energtico enorme.
Informe-se com inteligncia: existem centenas de stios, revistas e canais de TV que falam sobre meio ambiente e a sustentabilidade.
No use papel: utilize a tecnologia digital para enviar e receber documentos e para se informar. Assim, voc salva rvores e no polui com o transporte.
Escove os dentes, mas com inteligncia: se deixar a torneira aberta, voc joga fora 30 litros de gua. Abra a torneira s quando for preciso.
Use lmpadas econmicas: consomem cinco vezes menos e duram 10 vezes mais.
128
129. 3. PROPOSTAS PARA SE DIMINUIR O CONSUMO PESSOAL Coma de forma sadia, prefira o orgnico: um mtodo de cultivo que respeita o meio ambiente.
Coma com conscincia: os hambrgueres so bons, mas, para serem produzidos, requerem uma grande pegada ecolgica. Pense nisso.
Um banho bom se dura pouco: em trs minutos, voc consome 40 litros d'gua. Em 10 minutos, mais de 130 litros em mdia.
Pense sempre que todo objeto que voc usa ir se tornar lixo: faa com que ele dure o mximo possvel.
Usar e jogar fora? No, obrigado. Por exemplo, use pilhas recarregveis: podem ser recarregadas at 500 vezes.
Faa a coleta seletiva: a contribuio mais inteligente e mais importante que voc pode dar ao meio ambiente.
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130. 4. AS CIDADES E O MEIO AMBIENTE Saneamento bsico. No Brasil, cerca de 87% da populao tem acesso a gua potvel, enquanto o saneamento bsico um problema para cerca de 30% dos brasileiros, o que significa oferecer condies de vida degradantes a estas populaes, que as expe a enfermidades e, causa de inmeras mortes infantis.
130
131. 4. AS CIDADES E O MEIO AMBIENTE No Brasil, 90% dos esgotos domsticos e 70% dos efluentes industriais no tratados so despejados diretamente nos corpos dgua, contaminando suas guas e as aquelas subterrneas. o momento de se exigir mais investimentos, pois muitos rios esto com suas guas deterioradas com graves prejuzos para a sua fauna, alm de comprometer a qualidade da gua captada para o tratamento e abastecimento urbano.
131
132. 4. AS CIDADES E O MEIO AMBIENTE A produo de lixo no Brasil j se equipara aos padres europeus. A mdia de gerao de lixo no mundo est em torno de 1 kg/dia por pessoa; no Brasil a mdia de 1,52 kg/dia por pessoa. E, no obstante esta enorme gerao de lixo, somente 56,6% das cidades brasileiras possui algum programa de coleta seletiva do lixo, nmero que indica certa estagnao deste processo, apesar de o Brasil apresentar bons ndices de reciclagem em alguns itens como lata de alumnio 91,5%, plstico PET 54,8, vidro 47% e papel 45%. As coletas seletivas de lixo precisam avanar, as reciclagens precisam ser estimuladas, pois alm de representarem alvio no consumo de matrias retiradas da natureza, significam ganhos, postos de emprego.
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133. 4. AS CIDADES E O MEIO AMBIENTE Rever o transporte urbano, priorizando meios de transporte de massa e que utilizem fontes limpas de energia; alm disso, que sejam criadas ciclovias e incentivado o uso de bicicletas, e que sejam reorganizados os bairros, de tal modo que a populao possa suprir suas necessidades e chegar ao trabalho sem deslocamentos significativos; tambm podem ser favorecidas relaes diretas entre pequenos produtores camponeses e os bairros mais prximos, gerando feiras em que a comercializao dos alimentos, preferencialmente agroecolgicos, seja feita diretamente, sem intermedirios.
133
134. 4. AS CIDADES E O MEIO AMBIENTE As cidades tambm precisam oferecer parques de lazer para as suas populaes, pois eles, alm do lazer, podem contribuir para que muitos redescubram a necessidade da proximidade e integrao com a natureza, dado que a modernidade operou uma ciso nesta relao.
134
135. 4. AS CIDADES E O MEIO AMBIENTE Neste sentido, seria interessante que se fizesse um levantamento das necessidades ecolgicas e se traasse um plano diretor, onde eventualmente ainda no h, com participao da populao.
135
136. 4. AS CIDADES E O MEIO AMBIENTE Que haja incentivo s iniciativas existentes que se revertem em proveito do meio ambiente. Como tambm, aes para a conscientizao dos problemas srios que enfrentamos, como o efeito estufa e as mudanas climticas.
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137. 4. AS CIDADES E O MEIO AMBIENTE A criao e fortalecimento de Conselhos Municipais para o Meio Ambiente podem ser um grande instrumento na luta pela melhora da qualidade ambiental, mas no podemos nos iludir. Precisamos de mais conquistas nesta rea. Assim, que estes Conselhos tenham maiores poderes e sejam garantidos na forma da lei e apoiados pelo Judicirio.
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138. 5. NAS COMUNIDADES PAROQUIAIS E DIOCESES necessrio um trabalho de conscientizao dos membros das comunidades promovendo cursos e outras atividades sobre esta problemtica. Para que assim, os irmos e irms implementem aes que concorram para o combate do efeito estufa ou se integrem em aes j em andamento na sociedade. Esta Campanha pode ser inspiradora para este propsito.
138
139. 5. NAS COMUNIDADES PAROQUIAIS E DIOCESES Seria interessante que as Parquias e Dioceses pensassem em um programa de controle e corte de emisso de gases de efeito estufa, procurando diminuir os gastos energticos, das Igrejas, seminrios, casas, etc., dos deslocamentos, com materiais, etc. A proposta de corte de 10%, nas emisses parece um bom comeo.
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140. 5. NAS COMUNIDADES PAROQUIAIS E DIOCESES Todas as parquias e comunidades crists podem instalar painis solares para aquecimento de gua e mesmo painis de clulas fotovoltaicas para produzir energia eltrica, que pode gerar autonomia energtica e pode ser fonte de renda, por meio da venda da energia no utilizada. Essa prtica pode estimular as famlias a entrarem neste caminho.
140
141. 5. NAS COMUNIDADES PAROQUIAIS E DIOCESES As Parquias e Dioceses que possurem terrenos disponveis, promover plantio de rvores, ou plant-las em reas normalmente utilizadas, segundo as possibilidades.
141
142. 5. NAS COMUNIDADES PAROQUIAIS E DIOCESES E como parte de nossa misso, cooperar em programas confiveis em andamento na sociedade, denunciar descasos de empresas e mesmo do poder pblico.
142
143. 5. NAS COMUNIDADES PAROQUIAIS E DIOCESES Promover grandes mobilizaes em vista desta causa, aproveitando certas datas festivas de santos, como a de So Francisco.
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144. 5. NAS COMUNIDADES PAROQUIAIS E DIOCESES A ttulo de recordao, reafirmar o sentido do domingo, e rever a atual dinmica em que se organiza o trabalho e demais atividades cotidianas. Como tambm para rever o individualismo, o consumismo e o desperdcio a que so levadas pela nossa sociedade.
144
145. 6. AES EM NVEL MAIS AMPLO . Esforo pessoal e comunitria para conter o consumo e diminuir as emisses de gases de efeito estufa;
. Estabelecer maior rigor no controle e fiscalizao das grandes indstrias que agridem a natureza e a atmosfera;
. Acelerar a implantao de alternativas menos poluentes, mesmo com um custo altssimo a curto prazo, porm com resultados benficos a mdio e longo prazo;
145
146. 6.1 A QUESTO ENERGTICA Romper com o bloqueio (poltico e econmico) que impede a expanso de matrizes limpas;
ENERGIA SOLAR: cotidiano das residncias / custo financeiro e um benefcio ambiental / exigir polticas pblicas de financiamento / promover iniciativas populares com aes concretas;
MODELO NEODESENVOLVIMENTISTA: mobilizar a sociedade para discutir:
Pr sal
Pr lcool
Energia atmica
. CF mobilizar a populao junto ao BNDES para industrializao de uma tecnologia brasileira (PUC/RS)
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147. 6.2 DIANTE DO DESMATAMENTO Assumirmos o encargo de corrigir aqueles que atentam para com a natureza, provocando incndios, cortando rvores desnecessariamente, em casas, stios, e exigir do governo que coba desmates de grandes propores, como hoje acontece na Floresta Amaznica. 147
148. 6.2 DIANTE DO DESMATAMENTO Pressionar o governo para no efetivar as alteraes que foram propostas no decorrer do ano passado, ao atual Cdigo Florestal de nosso pas. Seria desastroso se as mudanas que propem o conceito de matas descontnuas para as propriedades e as alteraes dos limites das matas ciliares forem aprovadas. Equivaleria abertura de uma imensa porteira para novos crimes ambientais contra a nossa j combalida natureza. A sociedade h de se unir para no permitir tal injustia contra a nossa rica biodiversidade, que ainda no recebe o devido cuidado das autoridades competentes. 148
149. 6.2 DIANTE DO DESMATAMENTO A CF pode mobilizar a populao em favor da recriao de reas de floresta, com toda a biodiversidade caracterstica em cada bioma brasileiro; e para contestar o desejo das empresas de classificar as monoculturas de eucalipto e de pnus como florestas, pois elas no passam de uso intensivo e predador de solo em funo das indstrias. 149
150. 6.3 O AGRONEGCIO Favorecer a alternativa que a pequena produo camponesa, privilegiando a compra de produtos orgnicos e os produzidos na regio, para poupar o dispndio de energia que resulta em emisses. Este procedimento impe ao produtor uma nova maneira de se produzir, especialmente no sentido de fazer plantios consorciados e evitar o uso de agrotxicos, fertilizantes e sementes modificadas. Ainda por cima, estimula o desenvolvimento e pesquisas que podem alavancar este modo de produo. 150
151. 6.3 O AGRONEGCIO Propor aos que ainda tm espao, que voltem a cultivar os seus canteiros nos quintais ao invs de cobri-los de concreto, o que contribuiria at mesmo para melhorar os ndices de captao de gua pelo solo e subsolo. Mesmo os edifcios, deveriam ter algo neste sentido. Estes cultivos so simples e contribuem para se intensificar nossos laos com a natureza, alm de se produzir um alimento sadio para as refeies. 151
152. 7. DESENVOLVER POLTICAS PBLICAS PREVENTIVAS E DE SUPERAO DE SITUAES DE RISCO A CF apia as iniciativas que trabalham em favor do desenvolvimento de um grande projeto de polticas pblicas que atuam nas situaes emergenciais no Brasil;
Trabalho preventivo no que diz respeito s situaes de risco como, por exemplo, construes em encostas ou em reas sujeitas a alagamentos ou correntes de vento. Este trabalho deve promover a proibio de construes nessas reas e a remoo, com garantia de direitos, das que l existem, pois remover a casa depois da morte de alguns de seus moradores no resolve; 152
153. 7. DESENVOLVER POLTICAS PBLICAS PREVENTIVAS E DE SUPERAO DE SITUAES DE RISCO Desenvolver programas que no trabalhem simplesmente as situaes emergenciais, mas continuem conduzindo um processo que leve efetivamente superao das questes;
A CF 2009, Fraternidade e Segurana Pblica, mostrou que a defesa civil de responsabilidade dos Estados e Municpios. necessrio ir alm e construir um projeto nacional de defesa civil, com controle social a partir da criao de um organismo social que exera o controle sobre o projeto no seu planejamento, realizao e avaliao.
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154. REFLEXES FINAIS Toda a criao faz parte da obra criadora;
Cuidado com o ambiente: resposta ao amor redentor de Deus;
Mundo habitado: resultado da criao amorosa de Deus;
Todos os elos da criao tm a sua dignidade prpria;
Homem: mordomo da criao;
Tarefa: cultivar e guardar (Gn 2,15);
Princpio de responsabilidade (Hans Jonas);
Novas aes: advento do mundo novo. 154
155. QUARTA PARTEGESTO CONCRETO 155
156. Organizar o gesto concreto de solidariedade: que vai do incio da Quaresma, na quarta-feira de cinzas, 09 de maro, at o Domingo de Ramos;
DIA NACIONAL DA COLETA DA SOLIDARIEDADE
Domingo de Ramos, 17 de abril de 2011 156
157. O resultado integral da coleta da CF de todas as celebraes do Domingo de Ramos, com ou sem envelope, deve ser encaminhado respectiva diocese; esta, por sua vez, encaminha 40% do total da coleta para o Fundo Nacional de Solidariedade (FNS), na conta indicada no quadro abaixo:
PARA DEPSITO DOS 40%
Fundo Nacional de Solidariedade da CNBB
Caixa Econmica Federal
Agncia 2.220 - Conta Corrente 000.009-0
CNBB, Braslia, DF
Enviar comprovante do depsito para a CNBB no FAX (61) 2103-8303.
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