Tratamento da Asma Aguda. Dr. Leandro Fritscher. Objetivos. Definir o que é crise ou exacerbação da asma Fatores de risco Classificação de gravidade Tratamento. Inflamação crônica + broncoespasmo. Inflamação crônica. Normal. Terapia medicamentosa. Tratamento da Asma. Educação
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Tratamento da Asma em etapas: Adultos Resultado: Melhorcontrole possível Resultado: Controle da Asma • Manutenção: • Corticóide inalatório • β2-agonista longa duração • mais • Quando a asma está controlada, reduz-se a terapia • Monitorizar • Manutenção: • Corticóide inalatório • β2-agonista longa duração • Manutenção: • Corticóide inalatório Manutenção: Nenhum - Antileucotrieno - Teofilina - Corticóide oral Alívio: β2-agonista inalatório curta duração QN ETAPA 1: Intermitente ETAPA 2: Leve Persistente ETAPA 3: Moderada Persistente ETAPA 4: Severa Persistente STEP Down
Exacerbações agudas de Asma • Episódios de piora progressiva da dispnéia, tosse, sibilância, aperto no peito ou de alguma combinação destes sintomas
Asma - Mortalidade • CAUSAS: • Tratamento de manutenção inadequado • Falta de padronização do tratamento da crise nas Emergências • Não reconhecimento da gravidade da crise
Riscos para mortalidade • História de asma quase fatal com necessidade intubação • Hospitalização ou visita a emergência no último ano • Em uso de ou tendo feito uso recente de corticóide oral • Pacientes que não estão em uso de corticóide inalatório • Pacientes hiperdependentes de broncodilatadores de curta ação (1 bombinha/semana) • Doencas psiquiátricas • Pacientes não aderentes a um plano de tratamento
Educação do asmático • Educar o paciente para reconhecer e tratar precocemente as exacerbações é a melhor estratégia: • Plano de ação escrito • Como reconhecer sinais de piora da asma • Uso imediato de beta-2 agonistas • Uso de corticóide oral em exacerbações moderadas a severas • Monitorização da resposta ao tratamento
Maria da Silva Dr. Leandro Fritscher 3336-5043 3320-3000 192 400 250 Berotec 150
Plano de ação por escrito • Avaliação dos sintomas • Função pulmonar (PFE) • Conduta terapêutica • Ida à Emergência • Se PFE < 80% : • 2 jatos do BD • aumentar a dose • do CI • Ligar para • médico
Plano de ação por escrito • Se piora clínica ou redução no pico de fluxo > 20%, usar broncodilatador • Se sintomas persistirem, aumentar dose do corticóide inalatório – DOBRAR • Se persistência de sintomas: curso de corticóide oral
Tratamento de emergência Objetivos: • Rápida reversão da obstrução • Correção de hipoxemia significativa • Redução do risco de recorrência TRATAR SEM DEMORA !
Avaliação geral • História resumida concomitante com inicio do tratamento • Duração dos sintomas • Medicações • Fatores de risco
Avaliação geral • Exame físico • Fala • FC, FR • Cianose • Musculatura acessória • Medida do pico de fluxo • Oximetria de pulso
Tratamento de emergência 4. Beta-2 agonista inalatório • Spray ou nebulização ? • Broncodilatação é equivalente • Usar spray com espaçador • Nebulização pode ser mais • efetiva em crianças, idosos ou • obstrução muito severa
Tratamento de emergência 4. Beta-2 agonista inalatório Spray com espaçador • Facilita a técnica (criança, idoso) • Diminui a deposição na orofaringe
Tratamento de emergência 5. Anticolinérgico inalatório • Brometo de Ipratrópio • Pode ser adicionado • ao beta-2 agonista, • principalmente em • crises mais severas • (VEF1 < 30%)
Tratamento de emergência 6. Corticosteróides INDICAÇÕES: • Exacerbações moderadas a severas (VEF1<50%) • Resposta incompleta ao beta-2 agonista inalatório • Necessidade de internação hospitalar
Tratamento de emergência 6. Corticosteróides O uso de corticosteróide por via oral ou endovenosa tem efeito equivalente • Acelera recuperação e reduz recorrências • Usar precocemente (início de ação após 4 horas) • Em usuários crônicos, usar mesmo em exacerbação leve
Intravenous vs oral corticosteroids for treatment of acute asthma exacerbations* Variável EVVO Tempo de internação (dias) 1,9 1,9 Pico de fluxo (l/min) 295 245 Sat O2 (%) 96,1 96,1 Dose de salbutamol (mg/dl) 15,9 18,0 p = NS * Fulco PP. Annals Pharmacother 2002;36:565-70
Tratamento de emergência 7. Aminofilina NÃO é recomendada na Emergência, pois não adiciona benefícios aos beta-2 inalatórios e produz efeitos adversos Em pacientes hospitalizados: • Não traz nenhum benefício em crianças • Em adultos ainda é controverso
Lack of therapeutic benefit and increase of toxicity from aminophylline given in addition to high doses of salbutamol* 94 pacientes com asma aguda • Salbutamol 4 doses 10/10 min • Hidrocortisona 500 mg EV Placebo Aminofilina * Rodrigo C, Rodrigo G. Chest 1994;106:1071-76.