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CONHECIMENTO

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CONHECIMENTO

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  1. CONHECIMENTO Filosofia- ZenaideSoares

  2. Definição de conhecimento: o modopeloqual o sujeito se apropriaintelectualmente do objeto. • Entendemosporconhecimento o atoou o produto do conhecimento.

  3. Atodo conhecimento: relaçãoque se estabelece entre o sujeito cognoscente e o objeto a serconhecido. O objeto é algo for a da mente, quandopercebemosnossosafetos, desejos e ideias.

  4. Produtodo conhecimento: é o queresulta do ato do conhecer, ouseja, o conjunto de saberesacumulados e recebidospelacultura, bemcomoossaberesquecada um de nósacrescenta a tradição: as crenças, osvalores, as ciências, as religiões, as técnicas, as artes, filosofia.

  5. Intuição • A intuição é um conhecimentoimediato, um tipo de pensamentodireto com umavisãosúbita. • Para Franz Bentrano, a capacidadecognoscitiva se resume naintencionalidadeque é consciência de algo, abertura fundamental quesempre se dirigeemdireçãoalgumarealidade, mas essaconsciêncianão é passível de análise.

  6. Um exemplo de relaçõesintencionais do segundotipo(cujosobjetosintencionaissãonão-proposicionais) é o desejoque um homemsente de possuir as jóias da coroa real ou o desejo de possuir o cachimbo de Sherlock Holmes, pois o fato de alguémdesejar um objetonãoimplica a existência do objetodesejado.

  7. Classificação da Intuição • IntuiçãoEmpírica: conhecimento imediato, baseado em uma experiência que independe de qualquer contado e pode se dividir em sensível e psicológica. • IntuiçãoIntelectual: procuracaptardiretamente a essência do objeto – Descartes: penso, logo existo!

  8. IntuiçãoInventiva: é a intuição do sábio, do artista, do cientista quando estes descobrem soluções súbitas, como uma inspiração. Segundo o matemático Henri Poincaré, a lógica nos permite demonstrar, a invenção só é possível pela intuição.

  9. ConhecimentoDiscursivo • Para a compreensão das coisas, a razão supera as informações imediatas recebidas pela intuição e as organiza em conceitos que, devidamente encadeados, levam a conclusões e demonstrações. O conhecimento discursivo, ao contrario da intuição, precisa da palavra, da linguagem. Ao afastar-se do vivido, a razão enriquece o conhecimento pela interpretação e pela crítica.

  10. Por ser mediado pelo conceito, esse tipo de conhecimento é abstrato. Abstrair significa isolar. Fazemos abstração quando isolamos um elemento que não é separado da realidade.

  11. O que é verdade? • VERDADE E VERACIDADE: uma afirmação pode ter dois sentidos. O primeiro sentido trata de veracidade, não mentir. O segundo sentido trata da indagação de afirmação correspondente à realidade, de comprovação, exemplo: Lua.

  12. VERDADE E REALIDADE: embora diferentes esses dois conceitos são frequentemente confundidos. A verdade do conhecimento diz respeito a uma proposição que expressa um fato. Quando nos referimos a coisas só podemos afirmar que são reais, e não verdadeiras ou falsas, logo, o falso ou verdadeiro não estão na coisa em si mas no juízo, representa uma situação possível. A verdade (ou falsidade) se dá quando afirmamos ou negamos algo sobre alguma coisa, e esse juízo pode corresponder (ou não) a realidade.

  13. Dogmatismo • Dogmatismo do senso comum: designa verdades do nosso cotidiano que são irrefutáveis sobre o que se supõe verdadeiro, certezas que não podem ser questionadas e, consequentemente, provadas; fixa-se na certeza e evita a dúvida, o mundo muda e o dogmático permanece petrificado em um conhecimento dado de uma vez por todas.

  14. Dogmatismofilosófico: a filosofiadogmáticanão tem o sensopejorativoatribuídoaodogmatismosemcrítica do sensocomum. • Essafilosofia serve paraparaidentificarosfilosófosqueestãoconvencidos de que a razãopodealcançar a certezaabsoluta.

  15. Ceticismo • Ao imaginar as mais diversas possibilidades sobre algo, a consciência do cético prefere a dúvida à certeza. O cético tanto observa e pondera que conclui que o conhecimento é impossível; suspense provisoriamente qualquer juízo ou admite apenas uma forma restrita de conhecimento, reconhecendo os limites para apreensão da verdade; para alguns, mesmo que seja impossível alcançar a certeza, não se deve abandonar a busca pela verdade.

  16. O grande representante para o ceticismo foi o grego Pirro de Élida. Para ele, a atitude coerente do sábio é a suspensão do juízo e, como consequência prática, a aceitação do fato de não poder discernir o verdadeiro do falso; essa postura tem caráter ético, pois os que se prendem a verdades indiscutíveis estão fadados à infelicidade, já que tudo é incerto e fugaz.

  17. O filósofo David Hume considera mais vantajoso à humanidade o ceticismo atenuado, que limita as nossas pesquisas aos assuntos que mais se adaptam à estreita capacidade do ser humano de entender. Tendemos a aceitar o princípio da casualidade, de esperar sempre uma junção habitual entre dois objetos, acreditar que tal qualidade realmente existe e que se manifestará.

  18. Teoriassobre a Verdade • O CRITÉRIO DA EVIDENCIA: Segundo a teoria da correspondência, representada na filosofia desde Aristóteles, é verdadeira a proposição que corresponde a um fato da realidade. A teoria de Aristóteles recebeu muitas críticas ao longo dos tempos principalmente por não diferenciar se a verdade é a representação do mundo como ele é ou como nos aparece.

  19. OS MESTRES DA SUSPEITA: Na segunda metade do século XIX e no começo do século XX diversos filósofos intensificaram as críticas ao conceito de verdade como representação e correspodencia. Os três pensadores que duvidaram das ilusões da consciência foram Marx, Freud e Nietzsche. Sob esse ponto de vista, para descobrir a verdade, é necessária uma interpretação para decifrar um sentido oculto no sentido que nos aparece.

  20. MARX E A IDEOLOGIA

  21. Elaborou sua teoria materialista enquanto esteve na Inglaterra e conheceu a situação deplorável do operariado, obrigado a jornadas longas, oficinas insalubres e baixa remuneração. Para Marx, as concepções filosóficas, jurídicas, éticas, políticas, estéticas e religiosas da burguesia são estendidas para o proletariado, perpetuando os valores a elas subjacentes como verdades universais.

  22. Ele acreditava que esse conhecimento que aparece de forma distorcia é a ideologia, ou seja, um conhecimento ilusório que tem por finalidade mascarar os conflitos sociais e garantir a dominação de uma classe, impedindo que a classe submetida desenvolva uma visão de mundo mais universal e lute pela autonomia de todos.

  23. Nietzsche e o critério da vida

  24. Procedeu a um deslocamento do problema no conhecimento, alterando o papel da filosofia. Para ele, o conhecimento não passa da interpretação, de atribuição de sentidos, sem jamais ser uma explicação da realidade. Conferir sentidos também é conferir valores (os sentidos são atribuídos a partir de determinada escala de valores que se quer promover ou ocultar).

  25. Para Nietzsche, o conheci mento resulta de uma luta, do compromisso entre instintos. Ao compreender a avaliação que foi feita desses instintos, descobre que o único critério que se impõe é a vida. O critério da verdade, portanto, deixa de ser uma valor racional para adquirir um valor de existência.

  26. Freud e o inconsciente

  27. Desmente as crenças racionalistas de que a consciência humana é o centro das decisões e do controle dos desejos, ao levantar a hipótese do inconsciente. Diante de forças conflitantes, o individuo reage mas desconhece os determinantes de sua ação, cabendo ao processo psicanalítico ajudá-lo na busca do que foi silenciado pela repressão dos desejos.

  28. Para a psicanálise, todos os nossos atos trazem significados ocultos que podem ser interpretados e a hipótese do inconsciente nasceu a partir do momento que permite compreender uma série acontecimentos psíquicos. Metaforicamente, o consciente é apenas a ponta de um iceberg, cuja parte submersa seria o inconsciente.

  29. A verdadecomohorizonte • No decorrer da história humana, existiram diversas maneiras de compreender o que é verdade. Se nos mantermos longe do ceticismo e do dogmatismo, podemos suportar melhor o movimento continuo entre certeza e incerteza; isso não significa que devemos parar a busca pelo conhecimento, pois conhecer é dar sentido ao mundo e interpretar a realidade é o melhor caminho para a melhor maneira para agir .  

  30. A verdade continua como um propósito humano necessário e vital, que exige a liberdade de pensamento e o diálogo, para que os indivíduos compartilhem as interpretações possíveis do real.

  31. ReferênciasBibliográficas • Unidade 3- conhecimento (xéroxusadopara as aulasemsala) • Noções de História da Filosofia- Leonel Franca • Introdução á Filosofia- Giles

  32. Alunas • Amanda Rossi • CamilaLais • Georgia Dalla Valle • Helena Lange • Luísa Gabriel