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1. Desenho de Novas Drogas Apresentao desenvolvida pelas graduandas de Cincias Farmacuticas : Gilmara Hiplito e Ana Cristina Franco
Disciplina: Qumica Geral Terica
Professor:Kleber Carlos Mundim
2. Objetivo Apresentar uma noo dos processos do desenho de um novo frmaco e seu custo.
3. O que so drogas Drogas so estritamente definidas como substncias qumicas que so usadas para prevenir ou curar doenas em humanos, animais e plantas.
A atividade de um frmaco o seu efeito farmacolgico sobre o indivduo, por exemplo, sua ao analgsica, ao passo que sua potncia uma medida quantitativa de seu efeito.
Os frmacos agem interferindo nos processos biolgicos e assim nenhum frmaco inteiramente seguro.
4. Por que precisamos de novas drogas? Combate resistncia ao frmaco;
Aperfeioamento do tratamento de doenas existentes;
Tratamento de doenas recm- identificadas;
Produo de frmacos mais seguros;
5. A Descoberta e o Desenho de Novas Drogas, um perfil histrico. At o incio do sculo XIX: frmacos naturais; em grande parte txicos;
Final do sculo XIX: Introduo de substncias sintticas;
Primeiro desenvolvimento racional de frmacos sintticos: Paurl Ehrlich e Sacachiro Hata, que produziram a arsfenamina em 1910, combinando a sntese com uma triagem biolgica e processos de avaliao confiveis.
SAR- abordagem de Erlich.
Anos 60- QSAR (Hansch e Fujita)
Segunda metade do sculo XX: compreenso da qumica dos estados patolgicos, das estruturas biolgicas e dos processos.
6. Etapas gerais no desenho de um novo frmaco
7. Relaes Estrutura-Atividade(SAR) Diferenas estruturalmente relacionadas entre frmacos.
Um estudo das SAR de um composto-prottipo e de seus anlogos pode ser usado para determinar as partes da estrutura do prottipo que so responsveis por sua atividade farmacolgica, isto , seu farmacforo,e tambm por seus efeitos colaterais adversos. Esta informao usada para desenvolver um novo frmaco com sua SAR otimizada, com atividade diferente de um frmaco, poucos efeitos colaterais indesejveis e maior facilidade de administrao ao paciente.
8. SAR As SAR so determinadas fazendo-se pequenas alteraes na estrutura do prottipo, seguidas da avaliao do efeito que isto teve sobre a atividade biolgica.Essas alteraes podem ser classificadas convenientemente como: a dimenso e a conformao do esqueleto do carbono , a natureza e o grau de substituio e a estereoqumica do prottipo.
9. A introduo de grupamentos cidos na estrutura de um prottipo geralmente resulta em anlogos com maior solubilidade, porm com menor lipossolubilidade.A introduo de grupamentos cidos carboxlicos em molculas- prottipo pequenas pode produzir anlogos que possuem um tipo de atividade muito diferente, ou ento so inativos.
10. Exemplo III J que estereoismeros possuem conformaes diferentes, frequentemente os estereoismeros biologicamente ativos exibiro diferenas em suas potncias e/ou atividades.
Exemplo: o (-) norgestrel absorvido com uma velocidade duas vezes maior do que o (+) norgestrel atravs das membranas vaginal e bucal.
11. Relaes Estrutura- Atividade Quantitativas(QSAR) Estabelecem uma relao matemtica sob a forma de uma equao entre a atividade biolgica e os parmetros fsico-qumicos mensurveis que representam propriedades tais como a lipofilicidade, a conformao e a distribuio eletrnica, que possuem uma importante influncia sobre a atividade do frmaco.Os parmetros usados comumente para representar essas propriedades so os coeficientes de partio para a lipofilicidade,as constantes s de Hammett para os efeitos eletrnicos e as constantes estricas de Taft para os efeitos estricos.
12. Coeficientes de Partio Parmetro bvio para se usar como uma medida do movimento do frmaco atravs das membranas biolgicas. A natureza da relao obtida depende da faixa de valores de P para os compostos usados.
13. Constantes de Substituintes Lipoflicos(p) Representam a contribuio que um grupamento faz ao coeficiente de partio e foram definidas por Hansch e colaboradores pela equao:
14. Exemplo : O valor de p para o grupamento cloro do clorobenzeno poderia ser calculado a partir dos coeficientes de partio do benzeno e do clorobenzeno:
15. QSAR- Parmetros Eletrnicos A distribuio de eltrons numa molcula de um frmaco ter uma influncia considervel sobre a distribuio e a atividade de um frmaco.
16. QSAR- Parmetros Estricos e Anlise de Hansch Relao entre um parmetro mensurvel relacionado conformao e dimenso(volume) de um frmaco e as dimenses do stio-alvo e a atividade de um frmaco.
Podem ser calculados pelo parmetro estrico de Taft(Es)- um parmetro de reao relativo que codifica o retardamento da velocidade de reao devido ao tamanho de um grupo substituinte- e pela Refratividade Molar( RM): uma medida do volume do composto e de quo facilmente este se polariza.
Hansch postulou que a atividade biolgica de um frmaco poderia ser relacionada a todos ou a alguns desses fatores por meio de relaes matemticas simples baseadas na frmula geral:
17. Utilidade das equaes de Hansch Previso das atividades dos compostos com estruturas semelhantes quelas usadas para determinar a equao.
Indicao da importncia relativa dos vrios parmetros sobre a atividade de um frmaco.
18. rvore de deciso de Topliss e Qumica combinatria Topliss:Mtodo mecnico para selecionar as estruturas de anlogos. usada comparando-se a atividade do composto que o precedeu na rvore.O resultado desta comparao indica o prximo anlogo a sintetizar.
Qumica Combinatria: usada para encontrar compostos-prottipos,para estudos SAR e para determinar que membros de uma srie de anlogos possuem atividade biolgica.A qumica combinatria a sntese simultnea de grandes nmeros de compostos, um processo chamado biblioteca combinatria.
19. Modelagem Computadorizada Instrumento matemtico usado: Qumica Terica
Ferramenta para manuseio dos modelos: Computao Grfica
Objetivo: As tcnicas computacionais foram desenvolvidas para estudar o efeito das mudanas conformacionais sobre a ligao do frmaco ao seu stio de ligao.
20. As conformaes tridimensionais do ligante e do stio-alvo podem ser determinadas por cristalografia de difrao de raios-x, ou por mtodos computacionais baseados na mecnica quntica ou molecular.Os clculos de mecnica quntica requerem consideravelmente mais poder computacional. A modelagem das interaes Frmaco-Receptor
23. Raios-X
24. Imagem de uma molcula por Raios-X
25. Docking Molecular Sobreposio da estrutura tridimensional de um frmaco potencial no seu stio-alvo.
Se um ligante possuir um bom encaixe e seus grupamentos funcionais estiverem posicionados de tal modo que possam interagir com a estrutura do stio-alvo proposto, provvel que este tenha atividade biolgica.
26. Modelos de compostos exibidos por pacotes grficos computadorizados
28. Mecnica Molecular Na MM a energia potencial total ,ou energia estrica(EE), representada Na forma mais simples pela equao de Whestemeier:
29. Mecnica Molecular- Vantagens e Desvantagens Vantagens:Rapidez e economia de tempo de computao,facilidade de compreenso em relao aos mtodos da mecnica quntica.
Desvantagens: Algumas classes de molculas de interesse no esto correntemente parametrizadas e a MM no apropriada onde efeitos eletrnicos so predominantes.
30. Mecnica Quntica
31. Mtodos ab initio e semi-emprico Ab initio: so aqueles em que se resolvem com mais aproximao a equao de Schrdinger.
Semi-emprico: feita uma simplificao na resoluo da equao de Schrdinger na qual algumas integrais so substitudas por parmetros cujos valores so ajustados para reproduzir propriedades moleculares obtidas por dados experimentais ou calculadas por mtodos ab initio. mais rpido que o ab initio,por isso bastante usado em sistemas moleculares maiores.
32. Desenvolvimento de Frmacos:Tempo O processo de desenvolvimento de uma droga normalmente leva entre 7-10 anos desde o desenho at a sua comercializao.
33. Riscos no desenvolvimento Somente uma entre 400-1000 drogas consideradas candidatas para o desenvolvimento sempre alcana o mercado.
34. O preo O desenvolvimento de uma droga extremamente caro, o custo mdio para um desenvolvimento bem sucedido de uma droga estimado em 1350 milhes de reais.Mas a descoberta de frmacos que fazem parte da categoria blockbusters,termo do ingls usado para designar os medicamentos com vendas anuais superiores a US$ 1Bilho, o alicerce do desenvolvimento da indstria mundial.
Como exemplo pode ser citado o frmaco com ao hipolipemiante Lpitor da companhia farmacutica americana Pfizer,ele transformou-se rapidamente no medicamento de maior sucesso de vendas de toda a histria da indstria farmacutica, sendo capaz, por exemplo, de gerar novas receitas da ordem de US$ 12,68 bilhes somente em 2007.
35. Bibliografia G.Thomas, Qumica medicinal.Uma Introduo,Guanabara Koogan, Rio de Janeiro,2003.
G.Thomas,Medicinal Chemistry.An Introduction, Chichester,England,2007.
Glossrio de termos usados no planejamento de frmacos(recomendaes da IUPAC para 1997) www.scielo.br/pdf/qn/v25n3/9348
Modelagem Molecular com o auxlio do computador. Practica III.3 www.iupac.org/publications/cd/medicinal_chemistry
Avaliao In Silico de inseres com boro em molculas com atividade farmacolgica.Ado Lincon Bezerra Montel, Tese de Mestrado.Universidade de Braslia,2006.
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Revista Processos Qumicos,Senai-GO,Jan/Jun de2008
Aplicao do mtodo de Rietveld para anlise quantitativa de fases dos polimorfos da Zircnia por difrao de raios-x,Elisabeth Fancio,Tese de Mestrado, So Paulo,1999.