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AS VANGUARDAS EUROPÉIAS

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  1. AS VANGUARDAS EUROPÉIAS MULHER CHORANDO, de PABLO PICASSO

  2. VANGUARDA EUROPÉIA • Ao se iniciarem os anos de 1900, a Europa apresentava duas situações antagônicas, mas complementares: euforia exagerada diante do progresso industrial e dos avanços técnico-científicos (ex: eletricidade) e as conseqüências desse avanço no processo burguês-industrial: uma disputa cada vez mais acirrada pelo domínio dos mercados fornecedores e consumidores, que resultaria na 1ª Guerra Mundial.

  3. VANGUARDA EUROPÉIA • Assim, contrastando com o clima eufórico da burguesia, também vamos encontrar o pessimismo característico do fim de século, representado pelo decadentismo simbolista. Essa contradição gera um clima propício para a efervescência artística, favorecendo o aparecimento de várias tendências preocupadas com uma nova interpretação da realidade.

  4. VANGUARDA EUROPÉIA • A essa multiplicidade de tendências – Futurismo – Expressionismo – Cubismo – Dadaísmo – Surrealismo -, convencionou-se chamar Vanguarda Européia, responsável por uma verdadeira inundação de manifestos, escritos entre 1909 e 1924, ou seja, durante a guerra e nos anos imediatamente anteriores e posteriores.

  5. VANGUARDA Vanguarda: do francês avant-garde, a palavra significa “o que marcha na frente” (termo militar). Artística ou politicamente, se chama de vanguardas aos grupos ou correntes que apresentam uma proposta e/ou uma prática inovadora. No campo das artes e das idéias, designa aqueles que estão à frente de seu tempo.

  6. Les demoiselles d`Avignon, de PABLO PICASSOO CUBISMO

  7. O marco inicial do Cubismo ocorreu em Paris, em 1907, com a tela Les Demoiselles d''Avignon, de Pablo Picasso . Nesta obra, influenciado pela arte primitiva e pelas máscaras africanas, o artista espanhol retratou a nudez feminina de uma forma inusitada, onde as formas reais, naturalmente arredondadas, deram espaço a figuras geométricas perfeitamente trabalhadas. Tanto nas obras de Picasso, quanto nas pinturas de outros artistas que seguiam esta nova tendência, como, por exemplo, o francês – Georges Braque – há uma forte influência das esculturas africanas e também pelas últimas pinturas do pós-impressionista francês Paul Cézanne, que retratava a natureza através de formas bem próximas as geométricas. 

  8. O termo “cubismo” foi inventado por Matisse, ao observar quadros de Braque, numa exposição de 1908 (em Paris). O primeiro núcleo de pintores cubistas foi composto pelo encontro de Georges Braque e Pablo Picasso, imitados em seguida por Mondrian, Juan Gris, Picabia, Férnand Léger. O movimento teve início em 1907 (com o quadro “Les demoiselles d`Avignon” , de Picasso) e conheceu seu declínio com o fim da Primeira Guerra Mundial (1918)

  9. PABLO PICASSO (1881 – 1973)

  10. Georges Braque (1882 – 1963)

  11. Historicamente o Cubismo originou-se na obra de Cézanne, pois para ele a pintura deveria tratar as formas da natureza como se fossem cones, esferas e cilindros. Entretanto, os cubistas foram mais longe do que Cézanne. Passaram a representar os objetos com todas as suas partes num mesmo plano.

  12. É como se os objetos estivessem abertos e apresentassem todos os seus lados no plano frontal em relação ao espectador. Na verdade, essa atitude de decompor os objetos não tinha nenhum compromisso de fidelidade com a aparência real das coisas. Ou seja, enquanto o Impressionismo procurava apreender a realidade “tal como a vemos”, através da percepção, o Cubismo tenta apresentar a realidade “tal como ela é”. Mas, paradoxalmente, o culto do objeto vai conduzir a destruição do real:

  13. a análise e a decomposição sistemática do objeto, desarticulando a forma e reduzindo-a a elementos puramente geométricos, no afã de captar a estrutura profunda das coisas, afastam a arte da verdadeira aparência. Do Cubismo ao Abstracionismo (a completa ausência de figurativismo), o passo é breve.

  14. Assim, os pintores cubistas opõem-se à objetividade e à linearidade da arte renascentista e da realista. Buscando novas experiências com a perspectiva, procurando decompor e recompor os objetos representados em diferentes planos geométricos e ângulos retos, com espaços múltiplos e descontínuos, que se interceptam e se sucedem, de tal forma que o espectador, com o seu olhar, possa remontá-los e ter uma visão do todo, de face e de perfil, como se estivesse dado uma volta em torno deles.

  15. Outra técnica introduzida pelos cubistas é a COLAGEM, que consiste em montar a obra a partir de diferentes materiais, como figuras, jornais, madeira, tecidos, etc. • Na LITERATURA, essas técnicas da pintura correspondem à fragmentação da realidade, à superposição e simultaneidade de planos – por exemplo, reunir assuntos aparentemente sem nexo, misturar assuntos, espaços e tempos diferentes.

  16. Houve também (no Cubismo literário) as experiências visuais do poeta Guillaume Apollinaire (amigo íntimo de Picasso), que explorou a disposição espacial e gráfica do poema – técnica que, nas décadas de 1950-60, influenciaria o surgimento do Concretismo no Brasil. • Assim, a literatura cubista apresenta características como o ilogismo, humor, antiintelectualismo, instantaneísmo, simultaneidade, linguagem predominantemente nominal.

  17. “La colombe poignardée et le jet d`eau”, de Guillaume Apollinaire “A pomba apunhalada e o jato d`água” CALIGRAMA = Texto que dispõe tipograficamente as suas palavras de forma a obter uma sugestão figurativa semelhante ao tema tratado.

  18. Tradução do poema de Apollinaire por Patrícia Galvão (Pagu) - 1947 • Doces figuras apunhaladas – Caros lábios em flor – Mia Mareye – Yette Lorie – Annie e você Marie – onde estão - vocês ó – meninas – Mas – junto a um – jacto de água que – chora e que suplica – esta pomba se extasia – Todas as recordações de outrora? – Onde estão Raynal Billy Dalize – Os meus amigos foram para a guerra – Os seus nomes se melancolizam – Esguicham para o firmamento –

  19. - Como os passos numa igreja – E os seus olhares na água parada – Onde está Crémnitz que se alistou – Morrem melancolicamente – Pode ser que já estejam mortos – Onde estão Braque e Max Jacob – Minha alma está cheia de lembranças – Derain de olhos cinzentos como a aurora – O jacto de água chora sobre a minha pena – Os que partiram para a guerra ao norte se batem agora – A noite cai o sangrento mar – Jardins onde sangra abundantemente o louro rosa flor guerreira.

  20. Na Literatura Modernista • Entre os modernistas brasileiros da década de 1920 = Influências Cubistas em Oswald de Andrade (fragmentação da realidade + predominância de substantivos + flashes cinematográficos): • Hípica • Saltos records/Cavalos da Penha/Correm jóqueis de Higienópolis/Os magnatas/As meninas/E a orquestra toca/Chá/Na sala de cocktails.

  21. O Cubismo na pintura Modernista No Brasil, o Cubismo manifestou-se, timidamente, nas pinturas de Anita Malfatti que recebeu duras críticas do escritor Monteiro Lobato.No entanto, Malfatti impôs seu estilo (cubista e expressionista) com várias obras.

  22. Anita MalfattiO homem de sete cores & A mulher de cabelo verde

  23. Outra artista que utilizou o estilo cubista em algumas de suas obras foi a artista Tarsila do Amaral,que, com sua obra, revolucionou a arte no Brasil.Outro artista brasileiro que utilizou a estética cubista foi Di Cavalcanti, claramente influenciado por Picasso.

  24. Di Cavalcanti, Moças

  25. Tarsila do Amaral,Carnaval em Madureira

  26. O FUTURISMO Dinamismo de um cão na coleira, de Giacomo Balla

  27. O FUTURISMO O Futurismo foi um movimento artístico e literário iniciado oficialmente em 1909 com a publicação, no jornal francês Le Figaro, do Manifesto Futurista, do poeta italiano Filippo Tommasio Marinetti (1876-1944), que surpreende os meios culturais europeus pelo caráter violento e radical de suas propostas. Muito mais do que por obras, o movimento futurista difunde-se por meio de manifestos (mais de 30) e conferências, tendo sempre à frente a figura de seu líder, Marinetti.

  28. O FUTURISMO • Aspectos relevantes do Futurismo: • Total identificação entre o movimento e seu líder = Futurismo = Marinetti. • A adesão de Marinetti ao fascismo de Mussolini (1919), dadas as evidentes afinidades ideológicas entre eles. • A celebração da técnica e da velocidade. Glorifica-se a audácia, o amor ao perigo, a energia, a guerra, a tecnologia, o automóvel, e todo o dinamismo da vida moderna.

  29. O FUTURISMO • Aspectos relevantes do Futurismo: • O desprezo pelo passado. • A valorização, na arte, do imprevisto e da revolta. • Elogio do “caráter higiênico das guerras”. • Elementos artísticos sugestivos de velocidade e mecanização da vida moderna.

  30. O FUTURISMO Rejeita o moralismo e o passado, exalta a violência e propõe um novo tipo de beleza, baseado na velocidade. O apego do futurismo ao novo é tão grande que chega a defender a destruição de museus e de cidades antigas. Agressivo e extravagante, encara a guerra como forma de higienizar o mundo. A palavra chave desse movimento era “dinamismo” e sua principal contribuição foi a idéia de reunir visualmente: som, luz e movimento.

  31. O carro passou, de Giacomo Balla

  32. “Manifesto futurista” 1909 MARINETTI

  33. 1. Nós queremos cantar o amor ao perigo, o hábito à energia e à temeridade. 2. Os elementos essenciais de nossa poesia serão a coragem, a audácia e a revolta. 3. Nós declaramos que o esplendor do mundo se enriqueceu com uma beleza nova: a beleza da velocidade.

  34. 4. Não há mais beleza senão na luta. Nada de obra-prima sem um caráter agressivo.5. Nós queremos glorificar a guerra – única higiene do mundo – o militarismo, o patriotismo, o gesto destruidor dos anarquistas, as belas idéias que matam, e o menosprezo à mulher.6. Nós queremos demolir os museus, as bibliotecas, combater o moralismo, o feminismo e todas as covardias oportunistas e utilitárias.

  35. Manifesto Técnico da Literatura Futurista” (1912) Projeto estético renovador = Linguagem jovem e contestadora das convenções = Revolução na linguagem (literária) = Maior importância do movimento.

  36. A destruição da sintaxe e a disposição das “palavras em liberdade”; • O emprego de verbos no infinitivo, com vistas à substantivação da linguagem; • A abolição dos adjetivos e dos advérbios; • O emprego do substantivo duplo (praça-funil, mulher-golfo) em lugar do substantivo acompanhado de adjetivo; • A abolição da pontuação, que seria substituída por sinais de matemática (+, - , :, =, >, <) e pelos sinais musicais; • A destruição do “eu” psicologizante.

  37. A importância do Futurismo • O movimento futurista impulsionou decisivamente toda a arte de vanguarda, tanto a européia como a não-européia. No Brasil, ele foi o principal estímulo artístico e intelectual dos jovens renovadores de São Paulo (SAM), a tal ponto que os mesmos eram conhecidos – durante os primeiros anos da década de 1920 – mais como “futuristas” do que como “modernistas”.

  38. A importância do Futurismo • Assim, a palavra Futurismo passou a designar qualquer postura inovadora na arte, levando Oswald de Andrade a saudar, em 1921, o jovem poeta Mário de Andrade como um artigo intitulado “O meu poeta futurista”. Temendo uma identificação com o fascismo, Mário vem a público negar, mais do que o movimento futurista, a figura de seu líder. No prefácio de Paulicéia desvairada, afirma:

  39. A importância do Futurismo • “Não sou futurista (de Marinetti). Disse e repito-o . Tenho pontos de contato com o futurismo. Oswald de Andrade, chamando-me de futurista, errou.” • Em Portugal, notadamente entre 1910 e 1920, houve uma maior identidade entre os modernistas de primeira hora e o Futurismo. Já nos primeiros números da revista Orpheu (1915) encontramos textos futuristas de Fernando Pessoa e de Mário de Sá Carneiro.

  40. “Ode triunfal” = texto futurista de Álvaro de Campos, heterônimo de Fernando Pessoa. • À dolorosa luz das grandes lâmpadas elétricas da fábrica] • Tenho febre e escrevo. • Escrevo rangendo os dentes, fera para a beleza disto,] • Para a beleza disto totalmente desconhecida dos antigos.] • Ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-r eterno! • Forte espasmo retido dos maquinismos em fúria!] (...)

  41. “Ode ao burguês”, poema futurista de Mário de Andrade • Eu insulto o burguês! O burguês-níquel, • O burguês-burguês! • A digestão bem-feita de São Paulo! • O homem-curva! O homem-nádegas! • O homem que sendo francês, brasileiro, italiano, é sempre um cauteloso pouco-a-pouco!] (...) • Ódio e insulto! Ódio e raiva! Ódio e mais ódio! (...) • Fora! Fu! Fora o bom burguês!... (...)

  42. O EXPRESSIONISMO O GRITO (1893), de EDVARD MUNCH

  43. O grito, de Munch, expressa o desespero da figura humana em cima da ponte. Que ser grita? O grito é de angústia? As formas sinuosas do céu e da água e a forte diagonal da ponte, conduzem o olhar do expectador diretamente para a boca que se abre num grito. Parece expressar uma terrível solidão existencial. Duas figuras estão vindo em sua direção. Serão elas os motivos do grito? Serão elas a morte ou a salvação?

  44. O EXPRESSIONISMO • O movimento expressionista surgiu em 1910, na Alemanha, trazendo uma forte herança da arte do final do século XIX, preocupada com as manifestações do mundo interior e com uma forma de expressá-las. Daí a importância da expressão, ou seja, da materialização, numa tela ou numa folha de papel, de imagens nascidas em nosso mundo interior, pouco importando os conceitos então vigentes de belo e feio.

  45. O EXPRESSIONISMO • O objetivo dos expressionistas era combater o Impressionismo, tendência da qual eles provinham. O Impressionismo consistia em uma corrente da pintura que valorizava a impressão, isto é, era uma arte sensorial e subjetiva quanto ao modo de captação da realidade. Na relação entre o artista impressionista e a realidade, o movimento de criação vai do mundo exterior para o mundo interior.

  46. O EXPRESSIONISMO • Já no Expressionismo ocorre o oposto: o movimento de criação parte da subjetividade do artista, do seu mundo interior, em direção ao mundo exterior. Assim, para o artista expressionista, a obra de arte é reflexo direto de seu mundo interior e toda a atenção é dada à expressão, isto é, ao modo como forma e conteúdo livremente se unem para dar vazão às sensações do artista no momento da criação.

  47. O Expressionismo foi uma corrente artística que, pela deformação ou exagero das figuras, buscava a expressão dos sentimentos e emoções do autor. O artista expressionista buscava a experiência emocional. Preocupando-se mais com as emoções do observador do que com a realidade externa. Os autênticos precursores do Expressionismo vanguardista apareceram no final do século XIX e começo do século XX. Entre eles, destacam-se: Vincent Van Gogh, Paul Gauguin, Edvard Munch.O principal pintor expressionista é o norueguês Edvard Munch, autor de quadros intensamente dramáticos.

  48. Vincent Van Gogh

  49. Paul Gauguin