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Economia e Finanças em Telecomunicações

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Economia e Finanças em Telecomunicações

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Presentation Transcript

  1. MBA – Serviços de Telecomunicações Universidade Federal Fluminense Economia e Finanças em Telecomunicações

  2. Economia e Finanças em Telecomunicações Currículo LUIZ FERNANDO TABOADA Engenheiro Eletrônico pela UFRJ. Especialista nas áreas de regulamentação e desenvolvimento de produtos e serviços. Trabalhou na Cetel, Telerj e Embratel, ocupando diversos cargos gerenciais e executivos. Professor do Curso de graduação de Engenharia de Telecomunicações da UFF com Pós-Graduação em Formação Holística de Base pela Unipaz. Coordenador dos Cursos de Pós-Graduação lato sensu da UFF, MBA – Serviços de Telecomunicações, Especialização em Comunicações Móveis e MBA em TV Digital, Radiodifusão & Novas Mídias de Comunicação Eletrônica. Contatos: taboada.rlk@terra.com.br Telefones: 55 21 9982-0291 55 21 2621-8481

  3. Economia e Finanças em Telecomunicações Agenda Parte I - Preçose Tarifas Parte II - Descontos Parte III - Promoções Parte IV - Matemática Financeira (Revisão) Parte V - Análise de Viabilidade Econômica de projetos Parte VI - Natureza dos Custos e Receitas Parte VII - Exercícios e Estudo de Casos

  4. PREÇOS E TARIFAS Conceitos Básicos • O preço é um sacrifício econômico que o consumidor faz para adquirir um produto ou serviço. Esse sacrifício é sempre comparado com sua percepção do valor do produto. Preço e valor são importantes em toda transação econômica. • Em essência, o consumidor compra ou produto ou serviço, caso perceba que seu valor, medido em termos monetários, venha a ser maior que o preço. Se tiver de selecionar dentre várias alternativas, o consumidor preferirá aquela que oferece o maior diferencial entre o valor percebido e o preço. • Há sempre um preço que maximiza o lucro. O Preço e o Consumidor

  5. PREÇOS E TARIFAS Dados de Marketing para Executivos IMPORTÂNCIA problema de baixa pressão problema de alta pressão

  6. PREÇOS E TARIFAS Como ser um Estrategista de Preços • Consciência da importância do papel dos preços na lucratividade. • Registro de fatos capazes de orientar a administração dos preços. • Análise dos fatos e escolha ou criação das ferramentas necessárias. • Determinação para implementar a estratégia desenvolvida. Quatro Dimensões

  7. PREÇOS E TARIFAS Lucro LUCRO CUSTOS RECEITA VENDAS (qtd) PREÇO CUSTO var CUSTO fixo CUSTO p/unid. VENDAS (qtd)

  8. PREÇOS E TARIFAS Impacto dos Preços sobre o Lucro • Vendas – 1.000.000 unidades • Preço – U$ 100 • Custo variável por unidade– U$ 60 • Custo Fixo – U$ 30.000.000 • Lucro = (1.000.000 x U$ 100) – (30.000.000 + (U$ 60 x 1.000.000) = U$ 10.000.000 Situação Hipotética de venda de um Produto

  9. PREÇOS E TARIFAS Impacto dos Preços sobre o Lucro • OS GERENTES QUESTIONARAM SE O PREÇO DE U$ 100 OFERECIA O MAIOR LUCRO POSSÍVEL (redução de preços) • Preço – U$ 80 (redução de 20%) • Custo variável por unidade– U$ 60 • Custo Fixo – U$ 30.000.000 • Vendas (premissa) – manutenção do lucro anterior • U$ 10.000.000 = (V x U$ 80) – (30.000.000 + (U$ 60 x V)) • V = 2.000.000 unidades • Aumento de 100% nas vendas (cenário pouco provável) Situação Hipotética de venda de um Produto

  10. PREÇOS E TARIFAS Impacto dos Preços sobre o Lucro • OS GERENTES QUESTIONARAM SE O PREÇO DE U$ 100 OFERECIA O MAIOR LUCRO POSSÍVEL (aumento de preços) • Preço – U$ 120 (aumento de 20%) • Custo variável por unidade– U$ 60 • Custo Fixo – U$ 30.000.000 (consegue manter) • Vendas (premissa) – manutenção do lucro anterior • U$ 10.000.000 = (V x U$ 120) – (30.000.000 + (U$ 60 x V)) • V = 667.000 unidades • Redução de 33,3% nas vendas Situação Hipotética de venda de um Produto

  11. PREÇOS E TARIFAS Trade-off • Trade-off estratégico é a decisão de longo prazo que a empresa deve adotar. Por exemplo, vender produtos caros sabendo que o concorrente de menor preço terá maior fatia de mercado. O trade-off neste caso é não atender estes clientes, que buscam menor preço e perder em market-share para o concorrente. A empresa, então, está abrindo mão em ter a maior participação no mercado, o que não quer dizer que obteve menor rentabilidade. Conceito

  12. PREÇOS E TARIFAS Crescimento do Lucro, do Volume ou Ambos Crescimento do lucro - positivo Q2 Q1 Zona de trade-off Sonho do administrador Crescimento do volume negativo Crescimento do volume positivo Q3 Q4 Pesadelo do trade-off Zona de trade-off Crescimento do lucro - negativo

  13. PREÇOS E TARIFAS Trade-off • A Euro Disney quando inaugurada na década de 1990 com preços elevados, não foi bem aceita pelos consumidores europeus. Os prejuízos nos três primeiros anos foram vultuosos e o empreendimento esteve a beira da falência. Nos primeiros meses de 1994 os preços foram reduzidos em 30% e este reposicionamento fez com que a frequência no parque aumentasse substancialmente e já em fins de 1995 a Euro Disney anunciou que já tinha se tornado lucrativa. Exemplos Típicos

  14. PREÇOS E TARIFAS Trade-off • No entanto, na prática, os quadrantes 2 e 4 são mais característicos, ou seja, ou aumento do lucro ou aumento do volume, mas não ambos, até porque existem outros fatores que influenciam decisivamente como é o caso da concorrência. • No quadrante 2 o preço está abaixo do ótimo. Assim um aumento do preço acarreta o aumento do lucro, mas o volume diminui. Normalmente não é uma hipótese saudável a ser aplicada no segmento de telecomunicações, a menos que ficasse muito bem caracterizada o diferencial na prestação de serviço. Quando esta percepção não é sentida, esta estratégia só leva a perdas. Exemplos Típicos

  15. PREÇOS E TARIFAS Trade-off • No quadrante 4 encontramos a situação oposta. Se um preço estiver no nível ideal ou um pouco abaixo, o volume aumenta, mas o lucro diminui. Essa situação costuma ocorrer quando se luta para conquistar ou aumentar o market-share. Esta estratégia é bem característica do segmento de telecomunicações, onde o nível de concorrência é bem acirrado. Exemplos Típicos

  16. PREÇOS E TARIFAS Elasticidade • Reflete o grau de reação ou sensibilidade de uma variável quando ocorrem alterações em outra variável. Nas empresas para a previsão de vendas é de extrema importância, pois permite uma estimativa da reação dos consumidores em face das alterações nos preços da empresa, dos concorrentes e seus salários. • ELASTICIDADE-PREÇO DA DEMANDA • É a resposta relativa da quantidade demandada de um bem X às variações de seu preço, ou de outra forma, é a variação percentual da quantidade procurada do bem X em relação a uma variação percentual no seu preço. Definição

  17. PREÇOS E TARIFAS Elasticidade • Fórmula: DEMANDA ELÁSTICA • A variação da quantidade demandada supera a variação de preço, ou EpD > 1. • Os consumidores desse produto têm grande reação ou resposta, nas quantidades, a eventuais variações de preços. EpD = variação percentual em quantidade demandada variação percentual nos preços Definição

  18. PREÇOS E TARIFAS Elasticidade • DEMANDA INELÁSTICA • Ocorre quando uma variação percentual no preço provoca uma variação percentual relativamente menor nas quantidades procuradas, ou EpD < 1. • Nesse caso os consumidores desse produto reagem pouco a variações nos preços, isto é, possuem baixa sensibilidade ao que acontece aos preços no mercado. • DEMANDA DE ELASTICIDADE - PREÇO UNITÁRIA • As variações percentuais no preço e na quantidade são de mesma magnitude, porém em sentido inverso. Definição

  19. PREÇOS E TARIFAS Princípios Básicos • CONSTRUIR SUA BASE DE PODER • Só será possível exercer influência sobre o nível geral de lucro do setor e ter o controle efetivo de sua fatia nesse lucro se forem tomadas medidas necessárias para construir a base do poder. Os principais pontos são: • Produto Diferenciado. • Posição de Custo. • Informação sobre a Concorrência. • Ampla participação no Mercado. • MANTER FLEXIBILIDADE • Não há um compromisso inexorável com uma participação de mercado significativa ou uma presença em cada segmento. Ideal

  20. PREÇOS E TARIFAS Matriz de Resultados • Suponha dois concorrentes no mercado oferecendo um determinado tipo de produto ou serviço onde, em função do preço praticado, poderão se enquadrar no seguinte tipo de classificação: • Grandes lucros. • Lucros moderados. • Pequenos lucros. • Não ganha dinheiro.

  21. PREÇOS E TARIFAS Matriz de Resultados 1 2 A – lucro moderado B – lucro moderado A – sem lucro B – grande lucro Mantém o preço Empresa A 3 4 A – grande lucro B – sem lucro A – pouco lucro B – pouco lucro Corta o preço Mantém o preço Corta o preço Empresa B

  22. PREÇOS E TARIFAS Preços por Linha de Produtos • A estratégia de produtos múltiplos apresenta novas questões e oportunidades de preços. A forma pela qual ela afeta as decisões sobre o preço depende da natureza das interdependências entre os produtos. • Exemplos: • A Coca-Cola sempre foi a bebida para qualquer lugar, a qualquer hora, mas agora é a DietCoke, a Coca-Cola Light, a Coca Zero. • Nessa nova fronteira, as empresas oferecem uma multiplicidade de produtos, afinadas que estão com as necessidades de segmentos de mercado, chegando até mesmo à hipervariedade de uma Sony. Definição

  23. Imagem da marca/empresa Imagem da linha de produtos +/- complementares +/- 4 1 + Demanda pelo produto B Preço do produto A Demanda pelo produto A - substitutos 2 +/- 3 Tráfego no ponto de venda + PREÇOS E TARIFAS Preços por Linha de Produtos Interdependência

  24. PREÇOS E TARIFAS Preços por Linha de Produtos • A seta 3 demonstra o efeito potencial de formação de tráfego de um preço atraente para o produto A, ao atrair mais compradores ao PV, que então compram um outro produto B. • Exemplo: Na Alemanha, duas cadeias de cafeterias estão tendo sucesso em usar seu produto-líder para criar demanda por uma série de produtos não alimentares vendidos em suas lojas. • A seta 4 diz respeito ao efeito do preço sobre à imagem da linha de produtos, à marca ou à empresa. O preço de um determinado produto que é coerente com a imagem da entidade maior pode ter um efeito positivo ou reforçador de imagens e vice-versa. Interdependência

  25. PREÇOS E TARIFAS Preços por Linha de Produtos • Exemplo: As ferramentas elétricas da Black & Decker sofreram um impacto negativo causado pelos utensílios domésticos. • A seta 1 mostra que um aumento no volume de vendas do produto A leva o aumento de vendas do produto B (produtos complementares). Como isso afeta o preço ideal do produto A? O preço da linha de produtos para o item principal é mais baixo do que o preço isolado ideal. Deixa-se de aferir parte do lucro de A para obter um lucro total mais elevado em toda a linha. • Exemplo: Um caso clássico era o da máquina fotográfica e do filme Polaroid. O consumidor que comprar uma máquina terá de comprar o filme. Interdependência

  26. PREÇOS E TARIFAS Preços por Linha de Produtos • A seta 2 mostra que um aumento no volume de vendas do produto A leva a redução de vendas do produto B. Como isso afeta o preço ideal do produto A? O preço ideal na linha de produtos para um produto posicionado na extremidade superior da escala de preços é mais alto do que o preço isolado real. Quanto mais lucrativos os produtos substitutos, mais dispendiosa se torna a canibalização e mais deve ser evitada. • Exemplo: O Polo da Volkswagen, lançado em 95/96, gerou grandes lucros, mas em prejuízo das vendas de outro modelo da marca, o Golf, o carro mais vendido na Europa. Será que o preço do Polo e o seu posicionamento ficaram muito próximos dos do Golf? Interdependência

  27. PREÇOS E TARIFAS Preços por Pacotes de Produtos • O preço de um pacote é caracteristicamente mais baixo do que a soma dos preços isolados. • O desconto não é uma condição necessária do pacote. • Os colecionadores pagam muito mais por uma coleção completa do que pagariam pelas peças isoladamente. • Exemplos: • O pacote Office da Microsoft contém programas que, comprados individualmente, representam um valor muito mais elevado que o do pacote. • O MacDonald’s obteve muito sucesso com seus pacotes de ofertas. • O ClubMed lançou os famosos pacotes de feriados, incluindo viagem aérea, mais hotel, mais refeições. Definição

  28. PREÇOS E TARIFAS Preços por Pacotes de Produtos • PREÇO POR PACOTE PURO • Nesta modalidade oferece-se apenas o pacote. O produto não pode ser comprado individualmente pelo consumidor (vide exercício). • PREÇO POR PACOTE MISTO • Neste caso tanto o pacote quanto o produto individual são postos à venda. Normalmente fixam-se os preços de cada um dos produtos que compõem o pacote e o preço do pacote (vide exercício). Formas de Preços

  29. PREÇOS E TARIFAS Preços por Pacotes de Produtos • VENDAS CASADAS • Nesta situação o comprador do produto principal concorda em comprar um ou vários produtos complementares (amarrados) necessários ao uso do produto principal, exclusivamente do mesmo fornecedor. • Exemplo: • Um pacote com um telefone barato e uma pequena taxa de ativação, quando o consumidor concorda em comprar os serviços da companhia telefônica por um período de tempo, geralmente um ano. Formas de Preços

  30. PREÇOS E TARIFAS Preços por Pacotes de Produtos • REEMBOLSO DE VENDAS • As empresas oferecem aos seus consumidores um reembolso de fim de ano, calculado sobre o total anual das vendas de qualquer um dos produtos da empresa. • CUPONAGEM CRUZADA • Usada para lançar novos produtos e/ou aumentar as vendas de produtos mais fracos da linha da empresa, ligando-os aos produtos já firmados no mercado. • QUESTÕES LEGAIS • O preço por pacote de serviços poderá enfrentar problemas e restrições legais, pois certas práticas são proibidas. Formas de Preços

  31. PREÇOS E TARIFAS Preços por Pacotes de Produtos • Com o advento da convergência de redes e no intuito da fidelização (blindagem) de seus clientes contra a concorrência, a oferta de pacotes de serviços em telecomunicações está se multiplicando e já se constitui na principal estratégia de precificação. • No estágio atual, possivelmente, ainda estejamos um pouco longe de trabalhar de uma forma mais eficiente com relação ao aumento e redução de preços de serviços e seus custos correspondentes, de tal forma a possibilitar a maximização dos lucros. Segmento de Telecomunicações

  32. PREÇOS E TARIFAS Tarifas • As tarifas são cobradas pelas empresas associadas, concessionárias ou permissionárias de serviços públicos federais, estaduais e municipais, para permitir a justa remuneração do capital, o melhoramento e a expansão dos serviços e assegurar o equilíbrio econômico e financeiro do contrato.  • Tarifa é receita originária empresarial, ou seja, uma receita proveniente da intervenção do Estado, através dos seus associados, permissionários ou concessionários, na atividade econômica. Definição

  33. PREÇOS E TARIFAS Tarifas • A taxa é uma receita pública derivada, isto é, retirada de forma coercitiva do patrimônio dos particulares, vindo a se integrar no patrimônio do Estado.  • A tarifa visa o lucro, a taxa visa o ressarcimento.  • Na tarifa o serviço é facultativo, sendo, pois, o pagamento voluntário, isto é, paga-se somente se existir a utilização do serviço. A tarifa é uma contraprestação de serviços de natureza comercial ou industrial.  • A taxa é uma contraprestação de serviços de natureza administrativa ou jurisdicional; é um preço tabelado. Definição

  34. PREÇOS E TARIFAS Tarifas • Exemplos de tarifas: a tarifa postal, telegráfica, de transportes, telefônica, de gás, de fornecimento de água e outras.  • A tarifa é uma espécie de preço público. • Indicam os critérios e valores cobrados para os Serviços de Telecomunicações explorados no Regime Público, ou seja, aqueles cuja existência, universalização e continuidade a própria União compromete-se a assegurar. Definição

  35. Economia e Finanças em Telecomunicações Agenda Parte I - Preços e Tarifas Parte II - Descontos Parte III - Promoções Parte IV - Matemática Financeira (Revisão) Parte V - Análise de Viabilidade Econômica de projetos Parte VI - Natureza dos Custos e Receitas Parte VIII - Exercícios e Estudo de Casos

  36. DESCONTOS Volume e Fidelização • As empresas de telecomunicações apresentam esquemas que consistem em uma taxa fixa mensal mais uma taxa variável por uso. O preço médio decresce com o número de chamadas. • Na Alemanha, a empresa E-Plus oferece a tarifa de celular com um preço em duas partes. A primeira destinada ao pequeno consumidor (44 marcos fixos + 1,64 marcos/min) e a segunda destinada ao grande consumidor (59 marcos fixos + 1,19 marcos/min). • Na Alemanha, uma assinatura anual da revista Fortune custa 5,25 marcos por edição, uma assinatura de dois anos, 4,73 marcos por edição; e uma assinatura de três anos, 4,20 marcos por edição. Exemplos

  37. Total para o Consumidor Total para o Consumidor Total Total Preço Preço Quantidade Quantidade DESCONTO POR QUANTIDADE PREÇO INTEGRAL (LINEAR) PREÇO POR UNIDADE É CONSTANTE DESCONTOS Formas de Preços com Descontos

  38. Total para o Consumidor Total para o Consumidor Total Total Preço Preço Quantidade Quantidade TARIFA DE DUAS PARTES TÍPICO DE SERVIÇOS TELEFÔNICOS TARIFA DE DOIS BLOCOS (DUAS TARIFAS DE DUAS PARTES COMBINADAS). TAMBÉM UTILIZADO EM SERVIÇOS TELEFÔNICOS DESCONTOS Formas de Preços com Descontos

  39. DESCONTOS Desconto Lucrativo • Instituído por razões de demanda, custo ou concorrência: • Demanda - é o simples fato de que geralmente a disposição do consumidor em pagar, decresce para as unidades adicionais (o vendedor aumenta o lucro, cobrando mais pela primeira unidade). • Custos - se os descontos por quantidade geram encomendas maiores, pode-se ter maior eficiência de produção e transporte. Se os descontos aumentam a demanda global, as economias de escala e aprimoramento técnico podem resultar em custos unitários mais baixos. • Concorrência - os descontos por quantidade, os bônus de vendas podem criar barreiras de entrada, uma vez que, o consumidor tem de passar pelo estágio dos preços iniciais elevados para conseguir os grandes descontos. Preço com Desconto Lucativo

  40. DESCONTOS Desconto Extensivo • O fundamento lógico desse desconto especial está baseado na disposição da segunda pessoa em pagar ser menor que a primeira. • Vejamos o caso de um casal em que um dos cônjuges fará uma viagem de negócios e o outro pensa apenas em acompanhá-lo. A disposição de pagar do que viaja a negócios é de mil dólares (preço máximo) e a do cônjuge é de apenas 600 dólares (preço máximo). Mantendo o preço integral, a companhia aérea só pode cobrar mil dólares, e nesse caso terá apenas o viajante de negócios, com uma receita de mil dólares. Mas pode aumentar o lucro vendendo a passagem por 600 dólares para cada um. • Haveria um esquema melhor que seria o de mil dólares para a primeira pessoa e seiscentos dólares para a segunda pessoa. Preço com Desconto Extensivo

  41. DESCONTOS Desconto Extensivo • Um outro exemplo muito corriqueiro diz respeito a estratégia adotada para preços de cursos de um modo geral, onde para cada indicação nova feita, o desconto é oferecido para o cliente que fez a indicação. • Nessa situação, bastante similar ao desconto extensivo, a diferença é de quem goza do benefício é aquele quem faz a indicação do novo cliente. • Para que o preço com desconto funcione, é necessário evitar a revenda pelo comprador. • A formação de grupos para compra de bens e serviços vem ganhando cada vez mais espaço neste contexto, formando-se verdadeiras “cooperativas de compras” que conseguem descontos excepcionalmente altos em função dos volumes adquiridos. Preço com Desconto Extensivo

  42. Economia e Finanças em Telecomunicações Agenda Parte I - Preços e Tarifas Parte II - Descontos Parte III - Promoções Parte IV - Matemática Financeira (Revisão) Parte V - Análise de Viabilidade Econômica de projetos Parte VI - Natureza dos Custos e Receitas Parte VII - Exercícios e Estudo de Casos

  43. PROMOÇÕES Definição • Uma promoção de um preço é caracterizada pelo fato de possuir um início e um fim delimitados. • Exemplos: • Fabricantes distribuem mais de 300 bilhões de cupons por ano aos consumidores nos Estados Unidos, oferecendo descontos por períodos limitados que vão de U$ 0,25 até milhares de dólares (venda de automóveis). O reembolso médio desses cupons é de cerca de 4%. • O preço especial de lançamento é usado para formar uma demanda inicial para um novo produto e as vendas para liquidação de estoque para movimentar produtos cuja demanda não se equipara a oferta.

  44. Escolha Aceleração de compra Não influenciada pelo tempo Intensificação de potencial Conhecida Carga máxima Informações sobre a demanda Carga máxima com deslocamento de demanda Influenciada pelo tempo Análise da demanda Inicialmente Limitada Administração de rendimentos PROMOÇÕES Implementação • São identificadas 7 (sete) razões para melhor esclarecer a diferenciação de preços por período. Razões

  45. PROMOÇÕES Demanda conhecida não influenciada pelo tempo • A motivação para esta técnica é, provavelmente, a indução aos consumidores, através do corte temporário de preços, a mudar de uma tradicional liderança de mercado (exemplo: Fuji - Kodak). Foi oferecida pela Fuji uma promoção de preços 60% abaixo do preço normal, objetivando o crescimento do Market-Share que situava-se em torno de 11% contra 70% da concorrente. Vale observar que nesta época, 1995, a Fuji já vendia seus filmes, por um preço de 10 a 15% mais barato que a Kodak. Escolha

  46. PROMOÇÕES Demanda conhecida não influenciada pelo tempo • No segmento de telecomunicações, o caso mais expressivo que se tem conhecimento foi quando no início da última décda, a Intelig Telecom (TIM) reduziu de forma abrupta o valor das ligações internacionais de cerca de 0,80/min (EUA) para (0,08/min). • Esta postura causou um certa turbulência perante o mercado, em especial ao posicionamento que a Embratel adotaria, uma vez que na época era a única concorrente direta. Exemplo na Área de Telecomunicações

  47. PROMOÇÕES Demanda conhecida não influenciada pelo tempo • Neste caso o produto pode ser vendido em pacotes com mais de uma unidade, permitindo que o mesmo possa estar sempre disponível junto ao consumidor, aumentando as possibilidades de sua utilização (exemplo: o mesmo anterior, pois o pacote continha 5 rolos de filmes de 24 posições). Aceleração de Compra

  48. Dinheiro Preço Normal Preço Normal Preço Normal Venda Venda Tempo 1 2 3 4 5 6 PROMOÇÕES Demanda conhecida não influenciada pelo tempo • Aplicação típica para promoções para períodos curtos. • Seu objetivo é atingir a máxima disposição de pagar, de um contingente crescente no mercado que não compraria pelo preço normalmente praticado (vide exemplo a seguir). Intensificação de Potencial

  49. PROMOÇÕES Demanda conhecida influenciada pelo tempo • Aplicam-se a situações em que o valor percebido de um produto por um consumidor varia com o tempo. • Exemplo: • O valor de uma chamada telefônica de negócios declina ao final do dia de trabalho. Por isso, a Bell Atlantic diminui o preço do primeiro minuto para uma chamada na área de Boston em 39%, de U$ 0,29 para U$ 0,18 dólares, para chamadas até as 23 horas e em 66% para as chamadas entre 23 e 8 horas. Carga Máxima

  50. Hora do dia Valor percebido muda com trabalho/hora vaga Tarifas diferenciadas por horário em telefonia Dias de trabalho versus dias de folga Hotéis com preços diferenciados de domingo a quinta e de sexta a domingo Dia da semana Semana Feriados, primeira/última semana do mês Política de preços de hotéis Mês Boa estação para o lazer; demanda influenciada por cond. meteorológicas Aluguel de imóveis dentro e fora da temporada Eventos que atraem muitas pessoas; mudanças meteorológicas Aluguel de imóveis Evento especial PROMOÇÕES Demanda conhecida influenciada pelo tempo • A diferença entre os casos de carga máxima e carga máxima com deslocamento de demanda é que neste último, o consumidor compra no período de pico ou fora deste, mas nunca em ambos. • Exemplos: Carga Máxima com Deslocamento de Demanda