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O TRABALHO NOS CLÁSSICOS DA SOCIOLOGIA

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O TRABALHO NOS CLÁSSICOS DA SOCIOLOGIA

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  1. O TRABALHONOSCLÁSSICOS DA SOCIOLOGIA

  2. Karl Marx -1818-1883

  3. CONCEPÇÃO MARXISTA DE SOCIEDADE Textos Básicos: 1848 O Manifesto Comunista 1859 Prefácio à Contribuição à Crítica da Economia Política 1863 O Capital

  4. PRESSUPOSTOS PARA O CONHECIMENTO DA SOCIEDADE Conceito de Homem Conceito de Trabalho Conceito de História

  5. CONCEPÇÃO MARXISTA DE SOCIEDADE HOMEM ser de necessidades satisfação das necessidades produção de bens materiais produção de bens materiais TRABALHO

  6. CONCEPÇÃO MARXISTA DE SOCIEDADE Relações A ) com a Natureza Forças de Produção (instrumentos de produção) + B ) dos Homens entre si Relações de Produção (divisão do trabalho) modo de produção História Antigo Feudal Capitalista

  7. “A história humana é a história das relações dos homens com a natureza e dos homens entre si.” Nesses dois tipos de relação aparece como intermediário um elemento essencial: O TRABALHO HUMANO Assim como Darwin havia descoberto a lei da evolução das espécies, Marx descobriu as leis da HISTÓRIA

  8. CONCEPÇÃO MARXISTA DE SOCIEDADE SUPER ESTRUTURA IDEOLÓGICA IDEOLÓGICA POLÍTICA JURÍDICA ESTADO DIREITO FORÇA DE PRODUÇÃO + RELAÇÕES DE PRODUÇÃO (MODO DE PRODUÇÃO) INFRA ESTRUTURA ECONÔMICA

  9. CONCEPÇÃO MARXISTA DE SOCIEDADE INFRA ESTRUTURA O conjunto das forças produtivas e das relações sociais de produção de uma sociedade forma sua base ou infra-estrutura que por sua vez é o fundamento sobre o qual se constituem as instituições políticas e sociais. Esta base material é o modo de produção que serve para caracterizar distintas etapas da história humana. SUPER ESTRUTURA Na produção da vida os homens geram outra espécie de produtos que não têm forma material: as ideologias políticas, concepções religiosas, códigos morais e estéticos, sistemas legais, de ensino, de comunicação, o conhecimento filosófico e científico, representações coletivas de sentimentos, ilusões, modos de pensar e concepções de vida. A explicação das formas jurídicas, políticas, espirituais e de consciência, encontra-se na base econômica e material da sociedade, no modo como os homens estão organizados no processo produtivo

  10. Prefácio à Contribuição à Crítica da Economia Política “O modo de produção da vida material condiciona o processo da vida social, política e espiritual em geral” “Não é a consciência do homem que determina a sua existência, mas ao contrário, é a sua existência que determina a sua consciência” “Ao mudar a base econômica revoluciona-se, mais ou menos, toda a imensa superestrutura erigida sobre ela” “Do mesmo modo que não podemos julgar um indivíduo pelo que ele pensa de si mesmo, não podemos julgar estas épocas de revolução pela sua consciência, mas pelo contrário, é necessário explicar esta consciência pelas contradições da vida material, pelo conflito existente entre as forças produtivas e as relações de produção” “Nenhuma formação social desaparece antes que se desenvolvam todas as forças produtivas que ela contem e jamais aparecem relações de produção novas antes de amadurecerem no seio da própria sociedade antiga as condições materiais para a sua existência”

  11. CONCEPÇÃO MARXISTA DE SOCIEDADE SUPER ESTRUTURA IDEOLÓGICA IDEOLÓGICA CONSCIÊNCIA POLÍTICA JURÍDICA ESTADO DIREITO FORÇA DE PRODUÇÃO + RELAÇÕES DE PRODUÇÃO (MODO DE PRODUÇÃO) EXISTÊNCIA INFRA ESTRUTURA ECONÔMICA

  12. CONCEPÇÃO MARXISTA DE SOCIEDADE MPC RELAÇÕES DE PROPRIEDADE PROPRIETÁRIOS NÃO PROPRIETÁRIOS PROLETARIADO BURGUESIA CLASSE DOMINANTE CLASSE DOMINADA RELAÇÕES DE DOMINAÇÃO

  13. FORÇAS DE PRODUÇÃO (FP) RELAÇÕES DE PRODUÇÃO (RP) Prefacio à Contribuição à Crítica da Economia Política A determinadas forças de produção correspondem determinadas relações de produção que se expressam em relações jurídicas e que constituem um modo de produção MODO DE PRODUÇÃO As forças de produção são dinâmicas porque são dialéticas e as relações de produção não acompanham o ritmo de seu desenvolvimento As forças de produção se chocam com as relações de produção existentes, ou o que não é senão sua expressão jurídica, com as relações de propriedade dentro das quais se desenvolveram até ali. De formas de desenvolvimento das forças produtivas, estas relações se convertem em obstáculos a elas. E se abrem assim na época de revolução social.

  14. Prefacio à Contribuição à Crítica da Economia Política • “nenhuma formação social desaparece antes que se desenvolvam todas as forças produtivas que ela contem e jamais aparecem relações de produção novas e mais altas antes de amadurecerem no seio da sociedade antiga as condições materiais de sua existência.” • “As relações burguesas de produção são a ultima forma antagônica do processo social de produção... As forças produtivas que se desenvolvem criam as condições materiais para a solução do antagonismo.” • “Com essa formação social se encerra a pré-história da sociedade humana”

  15. ANÁLISE DA MERCADORIA • O duplo valor dos bens materiais • Valor de uso • Valor de troca • A determinação do valor de troca • Os processos históricos de troca • A força de trabalho como mercadoria • O processo da mais valia • O fetichismo da mercadoria

  16. ANÁLISE DA MERCADORIA 1 • O duplo valor dos bens materiais homem necessidades satisfação produção de bens materiais Valor de uso Utilidade do bem material para o seu produtor valor dos bens Valor de troca Quando o bem produzido não tem valor de uso para o seu produtor e este o coloca no mercado para troca: MERCADORIA Toda mercadoria é essencialmente valor de troca, mas tem embutido nela um valor de uso

  17. ANÁLISE DA MERCADORIA 1 2. A determinação do valor de troca O que determina o valor de troca de uma MERCADORIA ? QUANTIDADE ? NECESSIDADE ? FINALIDADE ? EQUIVALÊNCIA (valores iguais)

  18. ANÁLISE DA MERCADORIA 2 equivalência equivalência 02 horas 02 horas 04 horas 2. A determinação do valor de troca trabalho tempo de trabalho necessário para a sua produção

  19. ANÁLISE DA MERCADORIA 2 2. A determinação do valor de troca Tempo de trabalho SOCIALMENTE necessário para a sua produção Tempo médio Socialmente Tempo social Exemplo : compra no supermercado Pacote de arroz = 10 reais O preço é o que aparece. O que significa? Trabalho da sociedade: ao trocar as mercadorias, há uma comparação de trabalho humano. Logo toda mercadoria expressa relações sociais

  20. “Ao equiparar os seus diversos produtos na troca como valores, os homens equiparam os seus diversos trabalhos como trabalho humano. Não se dão conta, mas fazem-no”. O que é comum a todas as mercadorias não é trabalho concreto de um ramo de produção determinado,não é o trabalho de um gênero particular, mas o trabalho humano abstrato, o trabalho humano geral.

  21. ANÁLISE DA MERCADORIA 3 M M M D M (equivalente geral) D M D D M D+ D M D+ M D++ M D+++ ... 3. Os processos históricos de troca I) Processo Pré-Capitalista a) Processo de circulação simples (troca direta) A troca direta não dinamiza a troca Há necessidade de um equivalente geral b) Processo de circulação complexa (troca indireta) O processo Pré-Capitalista não tem como objetivo o LUCRO II) Processo Capitalista Qual a vantagem ? Dinheiro tem valor de uso ?

  22. ANÁLISE DA MERCADORIA O processo pré-capitalista começa com M a mercadoria é produto do trabalho o dinheiro é necessariamente produto do trabalho ? O processo capitalista começa com D Questão Básica De onde veio o dinheiro para o início do capitalismo? Comércio = troca de mercadoria, conquista, pirataria, saque, exploração, suborno, fraude ... “Se o dinheiro .... Vem ao mundo com uma mancha congênita de sangue numa das faces, o capital vem pingando da cabeça aos pés, de todos os poros, sangue e lama” (Marx, O Capital, vol 1)

  23. ANÁLISE DA MERCADORIA máquina matéria prima (Capital constante) D M D + força de trabalho (Capital variável) No capitalismo a força de trabalho tornou-se uma mercadoria. Antes, o trabalhador era dono de sua força de trabalho: camponeses e artesãos Camponeses = expulsos do campo Artesãos = destituídos de suas ferramentas

  24. ANÁLISE DA MERCADORIA 4 4. A força de trabalho como mercadoria Qual o valor desta mercadoria ? a) o valor de uma mercadoria é determinado pelo tempo de trabalho necessário para que ela exista b) ora, a força de trabalho é uma mercadoria c) logo, o valor da força de trabalho é determinado pelos meios necessários para que ela exista d) ora, a força de trabalho não existe desvinculada de seu dono, o trabalhador e) Logo, o valor da força de trabalho é determinado pelos meios necessários para que o trabalhador exista f) ora, um dia o trabalhador vai morrer g) logo o valor da força de trabalho é determinado pelos meios necessários à subsistência do trabalhador e sua reprodução

  25. ANÁLISE DA MERCADORIA Enquanto cresce, estuda e trabalha, o homem consome uma certa quantidade de mercadorias, que pode ser medida em tempo de trabalho. MEDINDO ESTE VALOR, ESTAREMOS MEDINDO, INDIRETAMENTE, O VALOR DA FORÇA DE TRABALHO PORTANTO, O VALOR DA FORÇA DE TRABALHO É IGUAL AO VALOR DOS MEIOS DE SUBSISTÊNCIA, PRINCIPALMENTE GÊNEROS DE PRIMEIRA NECESSIDADE, INDISPENSÁVEIS À REPRODUÇÃO DA CLASSE OPERÁRIA Esse valor é pago no salário, que deve dar apenas para o estritamente necessário ao futuro trabalhador. É esse o circulo vicioso do capitalismo, em que o assalariado vende a sua força de trabalho para sobreviver e o capitalista lhe compra a força de trabalho para enriquecer. A razão do circulo vicioso esta no processo de MAIS VALIA

  26. ANÁLISE DA MERCADORIA 5. O processo da mais valia 1. Economistas Clássicos A força de trabalho como criação de valor 2. Marx O trabalho provoca nos objetos uma espécie de “ressurreição” 3. Economistas Clássicos O valor das mercadorias depende do tempo de trabalho gasto na produção 4. Marx Tempo de trabalho socialmente necessário à sua produção tempo médio tempo social

  27. ANÁLISE DA MERCADORIA 5. O processo da mais valia Hipótese: 08 horas Primeiro Modo Tempo Necessário: o tempo de trabalho necessário para produzir mercadorias cujo valor é igual ao valor da força de trabalho Tempo Excedente: o tempo de trabalho que excede, que vale mais que a força de trabalho: mais valia. O trabalhador, embora tenha feito juridicamente um contrato de trabalho de 08 horas, trabalha 04 horas de graça Mais Valia Absoluta: Se o capitalista exigir aumento das horas, ainda que pague mais, estará aumentando a mais valia: Mais Valia Relativa: Se o capitalista investir em novas tecnologias diminuirá o tempo necessário estará aumentando a mais valia

  28. ANÁLISE DA MERCADORIA 5. O processo da mais valia Segundo Modo Produção de um par de sapatos 5. Exemplo Como o capitalista obtém o lucro? Matéria Prima 100 unit de moeda = Desgaste Instrumentos 20 unit de moeda = Não é no âmbito da compra e venda É no âmbito da produção 30 unit de moeda = Salário Diário O valor de um par de sapatos é a soma de todos os valores representados pelas diversas mercadorias que entraram na produção

  29. ANÁLISE DA MERCADORIA 09 horas de trabalho 01 par a cada 03 horas Nessas 03h o trabalhador cria uma quantidade de valor correspondente ao seu salário Nas outras 06h produz mais mercadorias que geram um valor maior do que lhe foi pago na forma de salário

  30. ANÁLISE DA MERCADORIA Meios de Produção 120 + + 30 salário = 150 x Meios de Produção 120 03 + + 30 salário = 03 390 = 130

  31. MAIS VALIA Ao final da jornada, o trabalhador recebe 30 unidades de moeda e o seu trabalho rendeu o dobro ao capitalista: 20 unidades de moeda em cada um dos pares de sapato. Este valor a mais não retorna ao operário: incorpora-se ao produto e é apropriado pelo capitalista Assim como um boi produz mais do que consome e enriquece o seu dono, a classe trabalhadora produz mais valia do que consome e enriquece os proprietários dos meios de produção. Os trabalhadores são os bois do sistema capitalista

  32. O FETICHISMO DA MERCADORIA FETICHISMO Adoração ou culto de fetiches FETICHE Objeto animado ou inanimado, feito pelo homem ou produzido pela natureza, ao qual o homem da o caráter de sagrado e presta culto FREUD MARX (1818 – 1883) (1856 – 1939) A aplicação do processo de fetichismo ao comportamento individual: fetiches sexuais A aplicação do processo do fetichismo ao comportamento social: a mercadoria e o dinheiro são fetiches

  33. O que é MERCADORIA ? Trabalho humano concentrado e não pago. Ao trocar mercadorias, o homem compara trabalho humano. A mercadoria expressa, pois, relações sociais Aparece como uma coisa dotada de valor de uso (utilidade) e de valor de troca (preço) Exemplo de relações: a mercadoria 3,00 se relaciona com a mercadoria sabonete Gessy, a mercadoria 200,00 se relaciona com a mercadoria menino-que-faz-pacotes As coisas-mercadorias começam a se relacionar umas com as outras como se fossem sujeitos sociais, dotados de vida própria: 01 apartamento estilo “mediterrâneo” = um modo de viver 01 cigarro marca X = um estilo de vida 01 calça jeans griffe X = um vida jovem

  34. O FETICHISMO DA MERCADORIA As coisas-mercadorias aparecem como sujeitos sociais, dotados de vida própria e os homens-mercadorias aparecem como coisas A mercadoria é um fetiche no sentido religioso da palavra: uma coisa que existe por si e em si A mercadoria, como fetiche, tem poder sobre seus crentes COMO ENTÃO APARECEM AS RELAÇÕES SOCIAIS DE TRABALHO ? As relações sociais de trabalho aparecem como relações materiais entre as pessoas e como relações sociais entre coisas Os homens são transformados em coisas e as coisas são transformadas em “gente”

  35. O FETICHISMO DA MERCADORIA Os homens são transformados em coisas: trabalhador Uma coisa chamada força de trabalho uma coisa chamada mercadoria que possui outra coisa chamada preço trabalho uma coisa chamada capital que possui outra coisa chamada capacidade de ter lucros. proprietário E a coisas são transformadas em “gente”: Produzir, distribuir, comerciar, acumular, consumir, investir, poupar, trabalhar = funcionam e operam sozinhas, por si mesmas, independente dos homens que as realizam Desaparecem os seres humanos, ou melhor, eles existem sob a forma de coisas: reificação (Lucaks)

  36. Questões Finais Por que os homens conservam essa realidade ? Como se explica que não percebam a reificação ? Como entender que o trabalhador não se revolte contra uma situação na qual não só lhe foi roubada a condição humana, mas ainda é explorado naquilo que faz ? Como explicar que essa realidade nos apareça como natural, normal, racional, aceitável ? De onde vem o obscurecimento da existência das contradições e dos antagonismos sociais ? De onde vem a não percepção da existência das contradições e dos antagonismos sociais ? A resposta a essas questões nos conduz diretamente ao fenômeno da ALIENAÇÃO e da IDEOLOGIA

  37. ALIENAÇÃO alienum = alheio - outro Alienar um imóvel Vender = separar o proprietário da propriedade CAPITALISMO ALIENAÇÃO ECONÔMICA Os trabalhadores são expropriados dos seus meios de produção da vida material e do saber do qual dependia a fabricação de um produto e a própria posição social do artesão O capitalismo reduziu o trabalhador à execução de tarefas simplificadas, parciais e repetitivas na linha de produção da fábrica O trabalhador só aprende que deve trabalhar para receber o salário e viver, pois esta é a percepção que tem da realidade na vida cotidiana O trabalho é percebido pelo trabalhador como algo fora de si, que pertence a outros. Daí adquire uma consciência falsa do mundo em que vive: IDEOLOGIA

  38. IDEOLOGIA É aquele sistema ordenado de idéias e concepções, de normas e de regras (com base no qual as leis jurídicas são feitas) que obriga os homens a comportarem-se segundo a vontade do “sistema”, como se estivessem se comportando segundo sua própria vontade A ideologia dominante numa dada época histórica é a ideologia da classe dominante nessa época. Ao contrário de outras épocas históricas (escravidão e servidão), no capitalismo o trabalhador acha que é justo que ele seja separado do produto de seu trabalho, mediante o pagamento de seu salário. Para Marx, o salário não remunera todo o trabalho, pois uma parte é apropriada pelo capitalista e se transforma em lucro. O trabalhador não percebe isso por causa da ideologia que é uma concepção de mundo gerada pela classe dominante e assumida pela classe dominada como se fosse sua.

  39. EMILE DURKHEIM 1858-1917

  40. SEGUNDA CONTRIBUIÇÃO PARA A SOCIOLOGIA A preocupação em estabelecer normas que justifiquem a manutenção da sociedade capitalista Em sua obra A Divisão Social do Trabalho, procura compreender as repercussões da divisão do trabalho e do aumento do individualismo na integração social. Durkheim tenta entender o funcionamento da sociedade da mesma forma que a Biologia entende o funcionamento de um corpo. Cada indivíduo tem uma função a cumprir que é importante para o funcionamento de todo o corpo social. Divisão Social do trabalho vem a ser a especialização de funções entre os indivíduos de uma sociedade.

  41. SEGUNDA CONTRIBUIÇÃO PARA A SOCIOLOGIA Quanto mais for especializada sua atividade, mais o membro de uma sociedade passa a depender dos outros membros. Daí o efeito mais importante da divisão do trabalho não é o seu aspecto econômico (aumento de produtividade) mas a integração e a união entre os membros, que Durkheim denomina SOLIDARIEDADE.

  42. SEGUNDA CONTRIBUIÇÃO PARA A SOCIOLOGIA SOCIEDADE PRE-CAPITALISTA SOCIEDADE CAPITALISTA Tradicional Moderna Não diversificada Diversificada Pré-industrial Industrial Semelhanças de funções: união Especialização de funções: dependência Simples Complexa Muita coesão social Pouca coesão social Pouca divisão do trabalho Muita divisão do trabalho Solidariedade mecânica Solidariedade orgânica

  43. SOCIEDADE PRÉ- CAPITALISTA Como a divisão do trabalho era pouco desenvolvida, não havia um grande número de especializações. As pessoas se uniam não porque dependiam do trabalho das outras, mas porque tinham a mesma religião, as mesmas tradições, os mesmos sentimentos, os mesmos valores. Esta sociedade era constituída por SOLIDARIEDADE MECÂNICA Nela a consciência coletiva era forte e pesava sobre o comportamento de todos. Predominava o Direito Repressivo (Penal) pois o crime feria os sentimentos coletivos.

  44. SOCIEDADE CAPITALISTA Há divisão de trabalho porque há mais especialização de funções.. O que une as pessoas é a interdependência das funções sociais. Esta sociedade é constituída por SOLIDARIEDADE ORGÂNICA. A consciência coletiva é fraca pois é difusa, difundindo-se pelas diversas instituições Predomina o Direito Restitutivo (Civil) , pois a função do Direito mais do que punir o criminoso, é restabelecer a ordem que foi violada. Durkheim admite que a Solidariedade Orgânica é superior à Mecânica, pois ao se especializarem as funções , a individualidade de certo modo é ressaltada, permitindo maior liberdade de ação

  45. MAX WEBER(1864/1920) arnaldolemos@uol.com.br

  46. RELIGIÃO E CAPITALISMO • POR QUE O CAPITALISMO SE DESENVOLVEU APENAS NO OCIDENTE ?

  47. 6. RELIGIÃO E CAPITALISMO “A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo” (1904) • ÉTICA PROTESTANTE ESPIRITO DO CAPITALISMO • ETICA DA SALVAÇÃO RACIONALIDADE • ÉTICA CALVINISTA BUSCA RACIONAL DO LUCRO • ASCETISMO VALORIZAÇÃO DA PROFISSÃO • DISCIPLINA • PARCIMÔNIA • DISCRIÇÃO • POUPANÇA arnaldolemos@uol.com.br

  48. 6. RELIGIÃO E CAPITALISMO 1- Weber objetivou compreender o capitalismo como civilização = a civilização do moderno mundo ocidental. 2- Para Weber o que marca a cultura ocidental é a RACIONALIDADE. 3- O “impulso para o ganho” ou a “ânsia de lucro” nada tem a ver em si com o capitalismo. arnaldolemos@uol.com.br

  49. 4- Há dois elementos no capitalismo ocidental: • a formação de um mercado de trabalho formalmente livre • o uso da contabilidade racional 5- Sem estes dois elementos, a moderna organização racional da empresa capitalista não seria viável no Ocidente. 6- Weber investiga os princípios éticos que estão na base do capitalismo, constituindo o que ele denomina de o seu “espírito” 7- “Espírito do Capitalismo” : um conjunto de convicções e valores defendidos pelos primeiros mercadores e industriais capitalistas arnaldolemos@uol.com.br

  50. 7. Para Weber, as atitudes envolvidas no espírito capitalismo tinham sua origem na teologia protestante 8- Weber relaciona o papel do protestantismo, principalmente da ética calvinista, na formação do comportamento típico do capitalismo ocidental moderno. 9. A Ética Calvinista levou, ao extremo, a noção de predestinação : o homem é salvo por vontade de Deus. Nenhum homem merece a salvação porque ninguém é digno dela. A salvação existe para a maior glória de Deus. arnaldolemos@uol.com.br